sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Pouco a pouco

Não penso em quantidades de amor teu por mim
Penso pensamentos que em vão vão e te roubam
Iludo-me na presença de teu perfume sentir
Sutilezas de tesão que vem e nem me contam
Fantasias de sorrisos quentes
Alegrias de verão chuvoso
Visitas passageiras que se estendem
Do café, pela conversa ao almoço
Quero você pra mim na medida em que tua bondade puder
Quero você assim em recalcada medida de colher
Pouco a pouco encha -me
Pouco a pouco entrega-me
Pouco a pouco sufoca-me
No envolvimento de você

Havia uma pedra no meu caminho

O menino chegou distribuindo charmes
E atraiu os brilhos de olhos morenos
Tua pele, teu cheiro te davam alarmes
Amargando meus lábios o doce veneno

Teu fogo, tua dor destemperavam minha ceia
Minhas noites eram dias em claro a sonhar
Agridoce o almoço de uma companhia e meia
Insípidas as palavras que ar estouravam no ar

Havia um amor por entre nossos olhos
Haviam dois olhos em nosso-meu amor
Havia um amor por entre os meus olhos
Haviam não havido olhos de amor

Havia uma pedra no meio do caminho
Havia uma pedra ao invés de coração
Havia uma pedra no meu caminho
Havia um Pedro no teu coração

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Muito pouco

Tem muita água no meu feijão
Muito choro pra pouco copo
Muito sangue em pouco coração
Muita escalada pra pouco topo

Muita cajadada pra pouca cobra
Muito mau-olhado pra pouca boca
Muito peão para pequena obra
Muita macaxeira e pouca taipoca

Tem muito dia para um outro amanhã
Muito escuro pra pouca luz
Tem muita Eva pra pouca maçã
Tem muito credo pra pouca cruz

Muito latido para pouco osso
Muita masturbação para pouco pau
Tem muito angu no meu caroço
Tem muito rei pra pouco real

Tem muito samba para pouca dor
Tem muito pouco para pouco muito
Tem pouco de você pra pouco amor
Tem muito amor pra este pouco tumulto

domingo, 26 de dezembro de 2010

Apenas um tom

"... na verdade eu queria ser um verso que cante emocoes boas em sua mente. Como aquelas musicas que nem sabemos cantar todas de cor, mas nao sai do pensamento. Queria ser cantado por vc em seus momentos de distracao e assim me fazer trilha nos seus dias, mas sei, sou apenas uma nota, um acorde ou um tom em meio a muitas melodias..."

sábado, 25 de dezembro de 2010

A free Butterfly

A butterfly crossed my way on a sidewalk
And made me understand I'm going to be okay
It's fantastic to feel it come out my stomach
And make me understand I'm not in love by anyway

A butterfly did the troubles melt like a butter
when it touched your cold heart with its grace
It's wonderful feel it flying into your body
And see my love shining on your face


Butterfly let me fly with you
on your free way
Let me feel your beauty, your colors cover me
Butterfly let dance with you
on your free way
Let me feel your weight, your chores catch me
Let me fly away

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Live me all

My eyes are laughing out loud
just cause I thought in you
My hands are making some sound
Talking about everything I knew

My voice is touching me gently
I'm being revealed their truths
Dried my tears are falling quietly
And it is breaking my tooth

My heart is breathing your thoughts
I've been flown using my feet
It's make me forget all of my doubts
I'm ready to love me so deep

So take my mouth and kiss my eyes
Breath my mind touching me all
Do your truth and swear my lies
Marry me between you
Live me all

Belezas ímpares

Cantarei canções melódicas para expressar o que sinto
Rechearei-as com belezas ímpares das cores que pinto
As aquarelas de nossa respiração
As cidadelas de nossa imaginação
As passarelas de nossa emoção

Viverei a vida que ainda não me deu esperança
Desbravarei a vida que teima em me ter criança
Em histórias de novas feridas
Memórias de novas bebidas
Glórias de novas vindas

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Cadê você, gente?

Hoje enquanto na Rodoviária Novo Rio eu esperava o meu onibus chegar e para minha amada cidade chegar, eu me divertia com a diversidade irônica que me circundava. Era gente de toda espécie de gente. Gente que me dava um certo medinho.
As pessoas conversavam,riam, andavam para um lado e para o outro e como andam essa gente, parece que tem formigas motorizadas nos pés. Comem como se o instante fosse o último de suas vidas, como se fossem todas morrer num trágico acidente logo na primeira esquina quebrada pelo transporte. Definitivamente, rodoviária não um bom lugar para aqueles que vivem dietas.
Ai, meu Deus! Estou sentado à uma mesa e um senhor de idade aparente 70 anos, mas de cabelos negros bem tingidos, até parece que por Henê, e unhas bem feitas e pintada à base incolor, sentou-se numa cadeira vazia à minha frente, um milhão de outras cadeiras, mas tudo bem, devo ter cara de simpático às 7 horas. Nos primeiros minutos ele ficou calado, tomou uma Sukita. Coçou o cabelo. Agora fala compulsivamente ao telefone, provavelmente com uma pessoa bem querida e interessada ou preocupada consigo, fala, fala, fala e então abre um jornal. Juro que minha acidez matutina até questionou se o jornal era de hoje, ele não tinha cara de gente que ler jornal, ele rodopiou todos os cadernos e parou logo nas páginas das promoções da Casa Bahia. Pobre!
Ah, o jornal era o... bem estes tipinhos baratos que pagamos com uma única moeda e na tentativa de democratizar a informação embestaliza o povo com manchetes nada criativa e inteligente, mas enfim somos atraidos e identificados com o que nos é aparente.
Pensando desta maneira como descrevi no primeiro parágrafo, não seria eu povo também? Ou eu não sou povo? Pois sei, eu não sou povo. Não sei, acho sou um certo de povo, de gente evoluída, me embestalizo é com o povo e isto explica a disposição de abrir o netbook, esperar o lerdo do Windows carregar e prosear solitário sobre gente. Como como a gente e que simplesmente vive como gente.
E eu estou falando sobre o comportamento de cada uma delas. Sete horas da manhã, quase madrugada ainda, e minha falta de gente já me apavora. Cadê vocês, gente?

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Mais rápido que o vento

Como posso lhe prometer se voltarei se não sei para onde fluirá o vento?
Sobre o tempo, nossas definições são apenas meras suposições matemáticas, físicas, apenas previsões. Não posso prometer prever quem minha visão se estabelece no ato de ser agora. Sem pré-visões, sem pós-visões, sem visões sigo cego e certo que te encontrarei num destes montes que o vento faz a sua curva. Ele terá de voltar um dia e embaralhar os nossos cabelos da mesma forma que um dia fez. Terá de voltar e impulsionar os nossos balanços. Terá de voltar um dia ou um instante para despir as árvores das folhas e cobrir o nosso chão, ele vai cobrir o céu só para o nosso flutuar. O vento voltará a nos tocar um dia e mesmo que eu no fundo não creia, por ele esperarei e se demorar vou soprar meu ar quente sobre você e te aquecerei a memória. Se o vento não voltar, volto eu. E juro que volto mais rápido que o vento.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Perfume importado em sentimento de exportação

As conversas que me cercam tentam de toda maneira roubar minha distração pra si, mas minhas conexões se perdem em pluralidades de sinapses que violentamente me guiam à um mesmo fluir. Saudades do que se foi e nunca foi.
Desde sempre ensaiei este enredo de despedida, desde hoje apresento em meu quarto vazio minha pauta ovacionado em catarse de choros infantis, sufocado por um travesseiro de fronha azul quadriculada de branco, meigo, doce, e que assassina meus gritos frios e finos.
Limpo as lágrimas de meu rosto e me encontro com o teu cheiro em meu pulso numa imagem hipotética de que estivemos juntos e que você ficou em mim. O teu cheiro só calibra os batimentos de minha intenção e figura a distração de minha imaginação que me recordou você.
Enfim, nos intermédios do amanhecer o dia adormeci e vivi que tudo o que não havia em meu quarto de fato não havia, mas por um instante houve mais que um cheiro de perfume importado e eu fui exportado pra mim.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Sufoco de sobrevivência

Um mundo de emoções povoa minha mente. Sinapses de racionalidades ignorantes e tolas acusam minhas ingenuidades motoras. Saudades na ausênsia do se foi e nunca foi.
Se foi meu verão quando ainda era dezembro.
Se foi meu dia quando ainda era oito da noite.
Se foi meu riso e não vieram lágrimas. Se foi e eu não fui junto.
Fiquei acordado, no desejo de uma volta chegar e trazer os divertimentos de menino, as malandragens de menino, as travessuras, brincadeiras, trazer o lazer, trazer minhas terças e quintas. Acordei deste sonho no cansaço de esperar.
Despertei no impulso imediato de questionar à ausência se era tudo real ou um pesar de um sonho. Fria, como por natureza, ela não me beliscou, fez biópsia em minha epiderme.
A pele sangrou as lágrimas que secaram nas glândulas de meus olhos. Os meus olhos fixaram em miragens de paixão e se esqueceu de chorar. A minha alma sufocou-se no silêncio, mas eu sobrevivi.

sábado, 18 de dezembro de 2010

My insane things

So I gonna get drunk
And after hangover
I'll forget everythin'
that make me over

I wanna drink somethin'
that can get you to me
no matter of fact how
But I gonna be here

I am a crazy little boy
that can't understand
what have inside of his mind
what wanna have in his hand

Sometimes like man
everytime like a boy
this paradigm is his pain
but it's no easy to destroy

Drunk, drunk, drunk, drunk
To flunk everything
Punk, punk, punk, punk
doing my insane things

Um adeus quente num frio de dezembro

Prepotência ousada pensar ter controle sobre o sol. Filosofia barata explicar as mudanças de meus sentimentos através do círculo natural que desfila a lua, pois a lua não pensa em mim em dieta por estéticas fútil, quando engorda ou emagrece suas silhuetas. A lua não pensa em excitar o oceano, tampouco pensou você em excitar o meu.
O universo conspira os seus próprios desinteresses, registra nos dias que correm apenas suas trações inconscientes e naturais, como uma máquina que trabalha e executa suas premeditadas funções em programações por si desconhecidas. O meu mundo trabalha, lava, enxágua, torce, seca, mas destas roupas eu nunca visto, não é me permitido. As minhas escolhas por vestimentas são desproporcionais ao meu clima, corpo ou estação. Tenho um corpo "PP", mas desfilo em passarelas imaginárias em indumentária "GG".
Chego a ser motivo de chacotas universitárias, chego a ser referência para uma população, mas queria ser apenas risos ou referencial pra mim e então quem sabe aquecer e ferver meu verão, em ponto de ebulição zero. Transpirarei seco, lágrimas solidificadas no frio de dezembro!
Ensaiando tropicalidades ao som do mar que se agita em poucos metros à minha frente, desconstruo belezas e intenções seguindo atento um olhar a menos de dez centímetros de minha boca trêmula e meu coração arredio. Esperei o Recreio passar e a atração de seu conforto ao trânsito caótico de uma sexta-feira roubar os quinze minutos de diversão de mim. Passei uma Barra ao expressar o deslumbre das belezas de meu coração e só me vi dividido entre o fino do Leblon e a coisa mais linda de Ipanema, passaram muitas águas turvas entre mim, mas era tudo beleza aparente, subjetiva e rejeitada.
Se a lua interferisse em minha humanidade, ela se esconderia junto com as estrelas só pro sol raiar teu brilho e calor às oito horas da noite e bronzear nossa pele num frio de dezembro que por oito meses se instaurou num colorido preto-e-branco. Adeus!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Drunk getting hangover

Geralmente as pessoas bebem para esquecer as mágoas, afogá-las nas imensidões tempestuosas de um pingo, gole, copo de água que arde no peito...
Eu não, bebo para lembrá-las e revivê-las, para que tragam as dores reais que recalco e petrificam o meu coração, tornando-o inerte à dor, à perda, à falta e a solidão que as amantes me trazem!
Bebo e me perco, mas encontro você!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

De cor e salteado

Te conheço de cor
Conheço as cores de tua timidez
Conheço os odores de tua insensatez
Eu, sei. Te conheço de cor

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Dores, cores e flores

Um ódio do cão me corrói
Dilacerando minhas víseras
Me destrói
Desconstruindo meus planos
Mas não dói

Descobri, há prazer na dor
Enlouqueci, há sentido nesta cor
Senti, tem perfume como flor
Vivi tem veneno como o amor

Um ódio do cão me corrói
Dilacerando minhas víseras
Me destrói
Descontruindo meus planos
Aprazivelmente dói

domingo, 5 de dezembro de 2010

Poéticas humanas

Valdemy Valdemy Marilene Mateus Raquel Maria José Zely família Marinalva Alberta Valdemyro Valdecy Valdyr Lucas Bruno Juliana Darleson Ruty Thaís Thaynara Débora Mikeyla Ângela Lourdes Edimar Isael Aldelino Alcelino Aldelira Aldemira Kamyli João Gisele Luiz Carlos Luis com s Luzia Luíza Daniel Gabriel Felipe Carla Renata Henderlanderson suporte Adriana Gabriela Alice Larissa Vittorio incentivo Júlia Rafael Luciana Rosely Sara Gil Gilqueline Thiago Neuza Edison Cíntia Cilaine Taia Kaury festa Fábio Flávio Damaris Elaine Cristine Cristina Christian Kara David Erika Samuel Tatiane Galba Vinícius Milene Yasmim Geuzimar amizade Nair confiança Vítor Eduarda Flávia Daniele Bhernard surpresa Valdelyno Valdéia Valdeyr Ilma Thayane Deise Ênio Patrícia Vanessa Ana Clara Beatriz Clarissa Alcimara lealdade Priscila Karyni Camila Fabrício Vera Jenilton Diego Glauber Gláucio Alan Thomas Jonas Danilo Alexandre filhos Mayarda Willian Sônia Marco Antônio carinho Rafael Carla Letícia Jonathas Dalila Edmilson Edilson Sabrina Michely Rodrigo infância Ana Regina Ely Ronaldo cultura Maristela Zanza Lázaro Guilherme Zack Miikka Fernanda Leila Rudy Olepa Olegário Edna Brooke breeze eu pessoa você


[CONTINUA...]

sábado, 4 de dezembro de 2010

Indiscutível belo,indiscutível cú

Beleza de espírito
de dom, de paz
beleza de beleza
de tristeza
beleza de ser, crer e respirar
beleza que vem de dentro
do íntimo
do credo
da carne
beleza que anima
que suspira
beleza que busca segunda vista
beleza que cala
beleza que para
belo que transcende
belo inocente
belo bebelô
beleza que faz as minhas meninas do olhos chorarem
beleza que as atraem
beleza que não se narra
e se tara
beleza de simples complexidades
Como um belo cú, beleza.

Amnésia de lembranças

Me esqueci em pensar naquele pensamento de que não me recordo hoje pela manhã. Sabe quando se tem a impressão de que algo esqueceu e não sabe o que extamente foi?
Assim me senti, recordo plenamente.
Esqueci da promessa que em sacro fiz à mim mesmo.
Estupidamente esqueci-me de te esquecer de pensar em você e outra vez assim acordei com você na companhia de minha cama vazia, travesseiro atravessado entre as pernas e o teu cheiro emocionalmente pelo ar.
Quem me ensinou te dizer os meus pensamentos? Quem me ensinou a mente pensar?
Como um ancião deprimido encontro-me solipsista à beber e em amnésia de belas lembranças rememorar de você.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Bons vinhos

Minha cabeça gira e dança entre os sabores adstringentes de um bom Cabernet Sauvignon e ainda sinto o teu beijo, o teu cheiro, as suas salivas que em mim produzem calafrios, arrepios e intenções salientes.
Você me inspira e isto eu sei by heart, você me excita e isto desconhecemos, disfarçamos em sorriso infantil. Forever young we just wanna be forever young.
But as I told you today, I'm young and you're just a toddler guy. Você precisa aprender um monte de mim e eu apenas ensaiar um monte de você.
Brindemos à nós dois.
Amo te desconhecer e nos vinhos finos te encontrar.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Linguagens em Valdemyês

Nem tudo o que sinto se traduz em palavras. Nem todas as palavras que digo traduzem o que sinto. Não falo mais Vocês, falo Valdemyês.
O left e o right de meu fone de ouvido já não tocam mais a mesma canção. Mudou o tom, a melodia, o compasso.
Tem mudado algo me mim nos últimos dias e confesso abertamente desconhecer saber o que é ou temo encarar. Normal de humano pra humano, mas covardia de humano pra Valdemy.
Falo de mim em linguagem caseira, comum, natural. Falo em mim como sempre falei, mas som algum produzi. Falo desafinado, destonado, em falsete. Canto em solo em meio ao coral. Canto. Pranto. Planto. No canto.

Inspirações tais

Fiz para ti lindas poesias
Compus em mim belas melodias
Dancei por ti lindas companhias
Escrevi em mim palavras vazias

Rimei, Metrei, versei, sorri
Ensaiei, treinei, valsei, flui
Destonei, engasguei, errei, esqueci

Fiz pra ti lindas fantasias
Compus em mim belas manias
Dancei por ti lindos dias
EScrevi em mim sinfonias tardias

domingo, 28 de novembro de 2010

Arte

Leva-me a um lugar qualquer e conte-me histórias que não vivi nas leituras que sobrevivi, na inocência que estranharei.
Me entregue a tua casa, teus vestidos, teu cheiro, tua vida. Me entregue teus fetiches ou esquisitices, me renegue à você e me confirme a herança de sua imaginação em me revelar você nos vocêses reais, anormais, intangíveis. Desvende-me pronomes em conjugações averbais. Transmutação nominal.
Deixa eu querer saber e Harry-Potterizar intelectualidades. Deixa eu querer, saber e Boallizar romances. Deixa o eu ser e te encontrar como minha própria essência irredutível.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Língua do "P"

Até parece
que você parece
com o aparecido páreo
parido no parto
parte partido
parte à apartar
parte polido
pra a parede pronta parar
pra o próprio porto portar
promessas providas
palavras compridas
propósitos poucos
nos pios privilegiados por prazer
porra
até parece que você partiu
pronto, privado, aprovado
comprado por picas pratas
providas por prévias pragas
provado, picado, apossado empoçado
em praça pública aplaudido sem poder
à porta partida
à porta à apartar
à porta polida
por preciosa pedra
portada por Pedro
da puta que te pariu aprazível
pintado em pintura pictórica e plana
pinchando puro pinto-piru
prensado em presença pouca
em perene purificação
até parece que você partiu pleno
ponto ponto e ponto

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Lição de mentira

Eu sei que daqui a um ou dois meses não mais pronunciarei este nome com o mesmo entusiasmo e calor que permeia agora, mas neste momento de agora até os meus cabelos dançam ao conectar com minha mente o pensar em... No que não quero pensar, mas me sai do controle.
Sensaçãode extrema euforia se revela em estupidez e silêncio. Falo o que não sei, penso no que nãoa credito, respiro o que me sufoca, vazio, sozinho, atordoado... Em paixão.
Cansado reencontro em meus post's as mesmas inpirações num tempo de meses contínuos, sem novidades, sem outro enredo, sem outra cor, apenas um colorido tímido numa parede de concreto cinza chapiscada, sem emboço.
Sinto como se fosse implodir em meus silêncios alvoroços, meu coração palpita, minha mente maquina, minhas intenções planejam e minha boca se cala, língua trava, se faz em nó, em laço, mas se dá como presente.
Acho o ápice da injustiça a condição de se apaixonar. Acho condenável a minha atitude de ser franco e transparente, precisaria aprender mentir, camuflar, negar, fugir, à começar de mim mesmo.


[CONTINUA...]

Gostos não se discute

Para meio de conversa à caminho do fim, deixe-me ponderar o que não gosto no gosto que fazes de mim.
É, serei direto mesmo, curto e grosso. Melhor, comprido e magro, vara assim surte mais o efeito da coça. Doe, sangra, marca e no futura memora.
Odeio no grau abomino esta tua cara de criança indefesa que fazes cada vez que algo lhe sai do controle. Não sou animal arisco pra tentar suas manobras de domínio.
Não gosto dos sorrisos premeditados que me cobram respostas, as pausas nas conversas à espera de meu posicionamento, não gosto desta expectativa barata e mesquinha.
Rejeito a educação que implica em não verdade. Odeio o ser como "Cláudia", ser paisagem e me convidar à uma atmosfera morta, cinza e fria. Despenso.
Abro mão de sentir mão tocar em mim em declarações frígidas de carinho e afetualidades. Dê-me um tapa na cara, não não me beije por conformidades.
Eu não gosto de um monte de coisas, na verdade não gosto de muitas coisas do que gosto e me satisfaço-me do saber que gosto não se discute. Então, não gosto também do Natal. Pasmem!
Acho uma data besta onde as pessoas se reúnem hipocritamente como família e amigos no propósito de co-memorar o nascimento de Cristo. Mas um minuto, quem é Cristo?
Se não tenho o dom de memorar as lembranças de um simples e honesto abraço de um amigo... Okay, Cláudia festejemos o espírito!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Tenho à mim para quem nunca você

Tenho saudades do que nunca tive
Tenho sonhos pro que nunca dormi
Tenho respostas do que nunca vive
Tenho dúvidas sobre o que esqueci

Tenho palavras pro que não chamo
Tenho letras pro que desenhei
Tenho amores por quem não amo
Tenho à mim pra quem nunca terei

Tenho medo do que nunca tine
Tenho ódio do que não me frustei
Tenho anseio que me ensine
Tenho tendo o que nunca terei

Uma vez

Queria apenas te ler
Com simplicidade decifrar teu olhar
No mais gostaria de ter
Ter-me preso no infinito olhar

Queria falar contigo
Contar casos antigo de amor
Queria ser menino,
Sorrir, cantar se permitir outra vez

Queria beijar você
Conhecer teu céu e as estrelas contar
No doce do sabor me perder
Perder-me liberto no mesmo olhar

Queria falar contigo
Cantar passos de antigo amor
Queria ser bem-vindo
Sorrir, cantar, escrever

Conta minha história uma vez
Por uma vez me encontra
Conte memórias talvez,
Por talvez, me canta
Me encanta
Me conta
Me espanta o amor

domingo, 21 de novembro de 2010

Nu segundo intervalo da novela das 8

Foi no exato segundo intervalo da novela das oito que o meu telefone tocou. Ao abrir o flip me surpreendi ao ver o seu nome no visor, aquela combinação de letras provocara uma desorganização em minha mente já em insanidades.
Ao atender, sua voz suave e juvenil me ensaiava perguntas que prontamente respondi: Estou sozinho sim, pode subir... já conhece o caminho.
Logo planejei um riso leve, mas os meus músculos faciais estavam cerrados, adormecidos.
A campainha soou e assim também minha nuca, naquela noite fazia frio, porém um vulcão se despertou irritado e nada registrara na Escala Richter. Era imensurável e silencioso. Ao encontro do olhar foi destruidora a sensação de que hoje a minha natureza seria transmutada.
Sem graça, graciosamente ousamos algumas brincadeiras, tentativa de quebrar o gelo que teimoso não se derretia diante de tanto feixes de calor e eu ofereci educadamente, água, suco à base de soja, brigadeiro, bolo, frutas, pão e por fim uma salada de alface, acelga, rúcula, tomates cereja e mussarela de búfala, todavia era outro o apetite e aos fins de semana não havia dietas. Livres!
Brincamos de olhar nos olhos. Brincamos de olhar nos lábios, a boca. Brincamos de tocar as mãos nas mãos.
Os sorrisos se intimidavam e as intenções se estabeleciam. Não excitamos, nos sucumbimo-nos.
Desenhamos o corcovado ao ponto de Cristo se render e buscar abrigo em outro lugar, abrimos nossos braços ao encontro do oceano azul-esverdeado, adoçamos suas águas, agitamos o seu mar, ventilando suas areias, construímos o nosso castelo e as ondas furiosas na maestria do vento musicalizou poesia, silenciando os gritos das pedras.
A lua se constrangeu com o nosso momento e convidou as estrelas para entrar nos esconderijos entre as nuvens, como que se o sol que nos atravessava as pupilas as encobrisse o brilho. Humildemente roubamos a noite pra nós e a natureza respondeu em rios de chuvas torrenciais e serôdias. Lavamos nossa alma, o corpo, encharcamos nossas palavras, refrescamo-nos o pensamento e irrigamos o viver, o ter, o experimentar.
Cansados como refugiados de guerra desfalecemos à beira-mar. Satisfeito como criança pequena gargalhamos sem excitar. Depois de muitos sons e ruídos as palavras vieram, mas a simplicidade e honestidade do olhar as calaram, estabeleceu silêncio e a noite correu em paz.


[CONTINUA...]

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Como incógnita

Se não fôssemos nós seríamos um estranho casal perfeito, com direito à poema, música e risos soltos. Nossos risos libertariam o canto dos pássaros engaiolados todos os dias. Eles cantariam e viveriam, assim como nós.
Em nossa companhia todo inverno se faz primavera, com clima de outono e calor de verão. Mudamos a estação do ano não sintonizando as mesmas estações de nossa rádio. Eu ouço www.kboing.com.br e você o egoísmo adolescente do IPod, ainda sim sabemos qual é a nossa música favorita. A mesma música que assina trilha de discrepantes filmes.
Se não fôssemos nós subtrairíamos os fatores de nossas efetuações românticas. Somamos no um mais um, dois. Seríamos demasiados-exageros se subtraíssemos um e um, resultando um, eu e você, num só corpo, encontro, sabor e temperatura.
Se não fosse o "se" seríamos o fomos e a história teria tom de experimento e saudagismo de mais ser, seria bom ter sido. Que bom que minha mente me permite emoções das quais desconheço ou você como uma incógnita me apresentou.

Pequeno amor

Como poderia eu dizer
Tudo que sinto por você,
Pequeno amor?

Como poderia eu escrever
Um lindo poema e te ter
Desfilando paixão?

Quero cantar teu nome em meus versos
Reproduzir o teu canto, eu confesso
Ser o meu desejo maior

Quero cantar o teu nome em meus versos
O teu sorriso sincero espero
És o meu desejo maior,
Pequeno amor.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Homem em sensível TPM

Rios de lágrimas rolam de meus olhos e garanto nem motivo triste ou depreciativo ter. Sou homem em caps lock, e estranhamente sou homem de TPM!
Choro, rio, agito e adormeço nos desfiles de pauta de minha bipolaridade. Desenho meus traços pessoais e imaginários em constâncias de inconstâncias. Reafirmo meus traços em equilíbrio de variações.
Confesso não me irritar com estas ondas de maré de ressaca, aprendi a conviver com esta mulher que povoa-me e mensalmente antes de um grande episódio fisiológico-afetivo avoluma-se em foras e dentros, tiradas e entradas, zoações e seriedades...
Tem dias que estou mais sensível que mulher grávida e nesses dias nem Deus em sua extrema flexibilidade suporta-me. Sou capaz de adoçar as fúrias de Satanás e manchar a mácula da pacividade divina. Como dizia o antigo ditado de minhas redondezas, mulher de bigode nem o Diabo pode. Pena que raspei minhas penugens hoje.
Imagino eu, minha barriga crescer, meu corpo se deformar e de repente uma voz infantil gritando, chorando por alimento. Não, definitivamente que bom nascer homem, que me perdoem as mulheres. Posso compartilhar da TPM, enjôos e os loucos desejos, estes como me acompanham, mas grávido, nem pensar.
Seria uma desconstrução de meus 50 quilinhos bem mal destribuídos pelos poucos 1,70 metros de altura, ou pequinez. Que raiva! Anão! Sou quase um anão!
Meu Céus, preciso urgente de um chocolate!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Eu, você e o nosso inimigo, O Tempo

As pluralidades das cores de nossas semelhanças se fez distanciamento, tristeza, lágrima escorrida pelo rosto amornecido por palavras soltas e aparentemente inocentes, mas que revelavam verdades ocultas de corações adolescentes. Por que nos abandonou o amigo Tempo e nos obrigou criança deixar de ser e crescer em estatura e comportamento, diminuindo assim proporcionalmente a pureza de simplesmente brincar com a vida de pique de vida?
A madrugada atropelou nossa tarde, a escuridão invadiu como um ladrão malvado nosso brilho do olhar, dele só correu aquela gota fria de lágrima, incolor, salgada, inodora, mas lágrima de muita dor.
Uma madrugada chuvosa, de chuvas constantes e finas, daquelas que molham sem se perceber, que destrói os castelinhos de areia à beira-mar, esculpindo assim mansões íngremes e imponentes. A água da chuva fria e fina desconstruiu o nosso sonho, nosso reino, nosso mundinho pequeno e real pra nós. Verticalmente os feixes d'agua horizontou nossos transversais risos e estipulou paralelalidades, ao exatos primeiros minutos pós meia-noite. Houve desencontro do preto e do branco iluminados na união de um olhar amigo. Houve desunião.
Esperávamos pelo sol que adormeceu em nossas palavras. A tarde anoiteceu chuvosa. O sol não queimara as emoções em meu coração. As emoções nos sufocou, nos roubou a mais simples emoção. Nos roubou o olhar!
Divertíamos-nos no pique que inventamos, criado às nossas regras, punições, leis, nós que brincámos de pique com o tempo, fomos condenados por nossas próprias leis e ele foi embora. O tempo deu um tempo de nós. Nós demos um tempo para nós mesmos e nem tempo tínhamos. Nos lançamos nas construções humanos que pairavam no ar e se estabeleceu um vendaval.
A chuva caía feroz, veloz, como se São Pedro tivesse uma mangueira de bombeiro para o incêndio amortizar na terra de nossos olhares. Nas cinzas de nossas recordações choramos amarguras de nostalgia. Cheiro de terra seca, castigada, inóspida. Falta de cheiro de gente.
Duas crianças vestidas, cobertas do pudor, do horror, do temor do mundo sujo caminhavam em sobriedades de sentimentos, limpavam-se das inocências.
Alimentávamos de ironias interrompidos pelos sisos. Ríamos do silêncio que alimentava as interrupções de gargalhadas infantis. Ríamos do ridículo. Ridicularizávamos o infantil. Fitávamos os vermelhos, roxos, verdes, fitávamos os coloridos, fitávamos o arco-íris, como que condenássemos as juras de eternidade prometidas nos feixes de luz que ultrapassavam salientes nossos olhos e assim tonalizando o cinza do dia nos refletores das gotas de chuva que revelavam-nos o envelhecimento, cansaço e medo, nos sentimos maiores, superiores, intangíveis.
Brigamos e lançamos o pé um no outro o dia todo e quando a tarde-anoitecida se foi, chamamos o tempo pra de novo brincar com a gente e ele veio contar o nosso prazer de o tempo perder. Prazer em simplesmente deixar de viver!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Eu, você e nosso amigo, o Tempo

O dia amanhaceu nesta madrugada, ao exatos primeiros minutos pós meia-noite, amanheceu cinza no encontro do preto e do branco iluminados na união de um olhar amigo.
Esperávamos pelo sol que adormeceu em nosso olhar. O dia amanhaceu chuvoso, mas um sol queimava emoções em meu coração.
Divertimos-nos num novo pique que inventamos, criado às nossas regras, punições, leis, brincamos de pique com o tempo e ele brincou conosco e não foi embora. O tempo brincou ao nosso favor e lançou todas as construções humanas pro ar. Ele chamou o seu amigo, o vento, pra as levar. E nem era tempo de vendaval.
A chuva caía devagar, mansinha, como se São Pedro tivesse apenas um conta-gotas para pingar as chuvas sobre terra. O cheiro de terra molhada, suave e delicado nos perfumou. Nos convidou para na chuva brincar e fomos, como crianças fomos e nos colorimos de marrom.
Duas crianças nuas, despidas do pudor, do horror, do temor do mundo sujo dançavam embreagadas de sentimentos puros, se sujavam de inocências.
Alimentávamos de silêncio interrompido pelos risos. Ríamos do silêncio que alimentava as interrupções de gargalhadas infantis. Ficávamos vermelhos, roxos, verdes, ficávamos coloridos, ficávamos arco-íris, como que compactuássemos de eternidade prometidas nos feixes de luz que ultrapassavam salientes nossos olhos e assim iluminando o cinza do dia nos refletores das gotas de chuva que lavavam-nos do envelhecimento, cansaço e medo.
Brincamos e dançamos um no pé do outro o dia todo e quando o dia se foi, chamamos o tempo pra de novo brincar com a gente e ele veio recontar o nosso prazer. Prazer em simplesmente viver!

sábado, 13 de novembro de 2010

You got me

The black and white got colors
The difference got sense
The hard buildings are blowing up
The simple world's getting innocence

With you I feel so good
You got me
And I neither cannot understand
It's does not matter
You just got me


[CONTINUED]

Lies

Please, tell me nothing about you and him
Let me no pretend that okay is everythin'
Please, take your hand out above me
Let me no think that okay is everythin'

My mind is so creative
And it's already thinking in you
My heart is no active
It cannot stop thinking in you

Please, tell me nothing about you and me
Let me no pretend that is okay everythin'
Please, don't take your hand out above him
Let me think that okay is everythin'

Shit first love

I thought he was like a stone on my way
But it's not true
He's just a tone on your pray
Like in your favorite song

You're my peace
He's your war
My heaven, like this
But God's so far
My tears are falling down now
But it's no matter
I don't know how
But I'll be better

If I had eyes...
But I do not have
They're yours
It's too bad

Oh shit first love
You're always between,
In the middle and above
Oh shit first love
Fuck you

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Flame

At this Xmas I'll give you a gift
I'll give you the sun
Just to get you a fire
Just to make you so hot

Burning, burning, burning

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Do sétimo centímetro andar

O menino da sacada de seu apartamento falava sobre o engajo que durante oito meses viveu na tentativa de descobrir naturalmente como homem. Faliu!
Cada pausa que dava entre uma enxurrada e outra de palavras frias, uma multidão curiosa de aglomerava embaixo. Sete andares de concretos o separava da multidão, mas o mesmo gritava hemorragicamente os centímetros de afastamento que provocavam solidão.
Passaram-se alguns minutos e ele já estava no para-peito do edifício, mas não ouvia coração algum pulsar lá. Não encontrou conforto. Não encontrou consolo. Sem solo ousou caminhar no vento. E voou!
A multidão que o assistia comentava de seu riso. Ele gargalhava no ar, de verdade andava nas nuvens, mas se libertou no impacto feroz com o chão.
O menino, agora homem, engatinhou despedaçado no chão e não houve rios de alegria, embora jorrasse como cachoeira, o líquido era viçoso e rubro, sua intensidade empalidecia o menino e era dia de sol. Sol de primavera-verão.
De seus olhos agora marejados, um líquido transparente corria, pingava, deslizava por suas marcas de expressão de antigos risos. Isto lembrava de quem era. Nostalgia!
O menino sonhou alto e traçou degraus. Caminhou intensamente em cada centímetro da escada. Esforço físico. Fadiga!
Descobriu sete maravilhas no novo mundo e solipsista desconheceu a única maravilha que tinha, no mundo que era de fato seu. Ele começou a falar desta, e mais uma vez houve brilho em seus olhos, não eram reflexos do sol, era o seu próprio astro que aquecia seus suspiros, mas logo se pôs em seu ocidente. Em sua noite não teve luar, não teve estrelas, cometas ou coisa do tipo, mas choveu e a chuva levou sua última palavra, de consoantes à vogais. Restaram apenas o silêncio! E este silêncio foi sete vezes calado, mudo, sem tom nem voz. Mas a multidão se desesperou, agitou, e ensaiou dezenas de sonoridades em desesperadas palavras. O monólogo continuou.

sábado, 6 de novembro de 2010

Pela primeira vez sem a cabeça

Sempre foi uma pessoa cabeça, porém nunca de carne.
Sempre tirou o corpo fora. Se esquivou delicadamente.
Sempre contemplou o pra sempre. Sempre.
Cresceu deficiente, disproporcional, aleijado, nos recalques das moletas.
Capenga! Infantil e maturo capenga.
Sempre foi uma pessoa de eternidades, porém nunca construiu o hoje.
Sempre tirou 10. Se milimetrou racionalmente.
Sempre contemplou o de sempre. Sempre.
Hoje quer novidades. Mesmo já velho quer o novo pela primeira vez!
Ele pode!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

No engajo de nem engatinhar

Me perdi encontrado pleno nas ameaças de teus abraços
Ri demais, não mais sozinho na tua companhia afável
Esbocei sorrisos discretos e quietos
Acalmei meus impetuosos batimentos no aroma de teu perfume
Agitei seus frígidos imaginários no silêncio de meu desdém
Projetei futuros e fugi do amanhã
Arrisquei palpites do passado e duvidei do presente que destes a mim
Balancei em meus medos
E balanguei em teu convite à criança ser
Me diverti
Me senti como criança nos desprezos das ansiedades de ancião
Me senti embalado, engajado pelo vento que vem dos murmurinhos ao pé do ouvido
Estes que me fizeram caminhar, foram eles,
Pois os meus pés não me obedeciam mais
Fui movido por um novo caminhar
No engajo de nem engatinhar, mas enfim dançar

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Desapaixonar-se à luz do novo sol

Lá está. Lá está o meu humano de desejo, de insaciabilidades, de paixões. Lá está alguém, outr’ém, lá está todo mundo e aqui estou eu, no encontro de minhas totalidades.
Meses se passaram e sonhos me percorreram. Prazeres me denunciaram. Saudades me acompanharam. Fiquei nos desejos de não desejar.
Se amar é dar o direito de não ser amado, o que me inspiraria te amar?
Incondicionalidades me roubam o fluxo de respostas que anseio de você.
Como eu menti! Como te enganei! Como te desenhei! Rabisquei-te aos contornos de minhas expectativas, você foi o exato do que eu queria ter tido e tive em minhas construções contemporâneas. Não busque entendimentos. É arte!
Tudo o que se repete. Tudo que se escapa e não retorna, os olhares acidentais, os atropelamentos, as atrocidades que violentaram. Tudo nostalgio.
Agora de meus olhos saem às águas que me lavam de você. E elas lavam, refrescam e cicatrizam os anseios, os sufocos, os socos, os roubos.
Desapaixonar-se é estar disposto à se mentir, enganar no professar não mais intenções haver.
E eu não respondo à tudo, pois me isolo em minha cruel surdez. Meus ouvidos só ouviam você, hoje descobrem as sonoridades de minha voz e as provocações de meu silêncio.
Agora o meu coração bateu junto comigo! Talvez amanhã olhe para outro alguém, em busca de uma primeira impressão! E a história se repita e vive.
O amor secou, a paixão cessou, o desejo morreu. Mas pra quem acredita em ressurreições, amanhã é apenas um novo dia. Deixemos os sol se pôr sobre nossos feixes de luz, deixemos a lua se alimentar destas mesmas iluminações, deixemos nos esvaziar e renovar à luz do novo sol.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

In natura

Passei estes últimos dias nas descobertas dos maiores prazeres de se viver na cidade do Rio de Janeiro. Conheci lindos lugares, boas comidas, agradáveis companhias, mas cada mundo novo que me apresento me auto-defraudo na intenção de reconhecer a única beleza de toda a maravilha que me permitiria singelo prazer.
Como me confundo em minha mente. Tantas convicções perdidas em meio a humanidade imatura, in natura.
Sinto à flor-da-pele meu Yin Yang se desiquilibrarem. Sofro o meu Tigre e Dragão se devorarem não famintos. Minha energia se dissipa e minha paz se esvai, ao ponto de compreendê-la.
Penso que maturidade não é ter uma vida privada a prazer, mas talvez ter humildade em ter prazer na privada da vida. Quem não faz merda?
Perdoe-me, mas eu faço e aos montes. Não sofro de prisão de ventre, sofro por prisão de mente.
E não falo de minha mente, miocárdio, ou eu-psicológico-subjetivo, falo de prisão de mente que mente e deprimidamente me interrompe a vida.


[CONTINUA...]

sábado, 30 de outubro de 2010

Untitled

Dificuldade tenho em buscar em minhas experiências e/ou inatividades a maturidade para escrever uma amizade simples e sincera com a parte de mim que não se sacia de mim mesmo.
Tumultuo-me entre conversas, olhares, metrôs, ônibus, almoços, areias, sobremesas, sol, praia, ruas, apelidos, pessoas, ambulantes, turismos, análises artísticas, behavoristas, cognitivas e subjetividades.
Violento-me à mim nos desejos de sentir à mim que desconheço em intimidades.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Buts

There's a lot of ways of saying love you, but I choose do not say and let you read my heart by your code. Look at my eyes and read my soul.
My mind lie all the time, but my body show my real desire. And It's burning like a fire, an eternal flame!
I know that all of these things I have inside me someday will go away, but right now it's disturb me. It's getting crazy, insane!
I'd like these things get me totally crazy, but my rules cannot permit it. It's break me!
We can be faithful friends, but I won't receive your friendship 'cause I will not sell my feelings!
I cannot understand you and I'm trying, I swear, I'm giving the best of me, just to understand your toddler's way of tell about your world. I really wanna be in it.
I really have a lot of things to tell, but I'm afraid. So sorry.
I will not say love you, neither your name, because I don't know who you are.
I got crazy!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Perguntas

Se é bom o amor e divertido o amar
Porque que tens medo de mim?
Se minha companhia te é agradável e meu sorriso perfeito
Porque tens medo de meu abraço?
Se a beleza é apenas um detalhe e razão um precioso predicativo
Porque tens medo de meus olhos?
Se a paixão é passageira assim como a bolha de sabão
Porque temes as vulnerabilidades?
Se as simplicidades te comovem e a verdade te alimenta
Porque tens medo se minhas palavras alcoolizadas?
Se a recíproca é verdadeira e a amizade fulgaz
Por temes as futuras feridas?
Se o amor se faz de conquistas
Porque não me transas?
Se eu tivesse respostas pro meus "se's"
Eu escreveria um bom poema.

Once upon a time

My feelings are jumping inside me and it's a trouble 'cause my body is weak. My mind is insane. My god is doing somethin' for someone of his children. My feelings have a power.
Sometimes I think about human, we're crazy thing that there's in the world. God's totally crazy, like us.
We can have a power, but we can be weak.
We can dream, but we can be sleepy.
We can fly, but we always walk around the same places.
Now I'd like to do somethin' that I've never done. My feelings are pushing me from myself. I'm going out.
I'm a human, I know that I can fall down. I'm a human, I know I can go ahead and don't give up or give up and try again.
There's no end. There's another begining. And it's my turn now.
Let's go with me. Don't be afraid.
I can fly and touch myself through my feelings.
I can touch the world through my mind.
I can touch you through my words.
But now I just wanna touch myself and have a great loving story.
I'll start to write down me in my simple day.
So, Once upon a time...

Passe o passado num futuro de tempo presente

Tem uma hora que todas as luzes se apagam. Os adeus se ensaiam. Os olhares se perdem nas invisibilidades das distâncias. Tem um segundo que tudo se faz passado.
Já teve momentos em minha vida que sentenciei não importar com o passado, teve momentos em que o supervalorizei, teve momentos como este de hoje que o preferi, na tática de encontrar-me à mim mesmo na arte de ser mutável e errante, descobridor.
Entender o fim e interpretar o silêncio em suas mudas palavras é um dom e só que viveu passado é alfabetizado para ler. Mas alfabetização não graduação, tampouco graduação aprendizado.
Não quero ser mesquinho e então comportar-me como grato pelo tudo o que vivi. Não quero ser hipócrita e dizer que não espero mais. Não quero ser egoísta e almejar o melhor na significação própria de meu umbigo. Mas não sei se realmente quero o fim entender.
Nas leituras do que se finda, é majestoso entender o findar do que nunca foi e mesmo assim tenho saudade imensa do que nunca vivi ou companhia me fez. Tenho um vazio do tamanho do que nunca faltou, do que nunca no passado passou.
Já se sentiu triste e ao mesmo nem soube saber o por que?
Eu já me senti assim, mas isto também passou. Tudo passa e passar o passado e passar pro presente é um presente que gostaria de no futuro passar. O futuro também passará e me dará um passe para um tempo que ainda não sei.
Também nem teria graça conhecer o todo que os dias me reserva, mas gostaria de ser agraciado pela graça de escolher o que viver, contudo isto é subjetivar por demais a vida. Eu não vivo sozinho no mundo, no mesmo mundo que me engole faminto em segundos que não voltam mais...


[ CONTINUA... ]

sábado, 16 de outubro de 2010

Geológico-emocional

Você não tem o dom de mudar o clima de meu universo paralelado à você. Você muda apenas o meu tempo. Seja ttropical, temperado ou ártico o meu clima, não importa, que seriam precisos anos de romances pra que tem dompinio exercesse função linear em mim.
Minha Geologia te impede o imperar de estações egoístas. Minha Geologia neutraliza tuas ações devastadores e conserva meu céu azul, meu mar transparente e translúcido e o meu calor aquecido de emoção.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Adeus soletrado em palavras poéticas

Cada dia mais eu creio nas sábias palavras que desde criança ouvi de meu pai ao me ensinar sobre sobriedade e conquistas: "na vida há tempo para todas as coisas. Para todos os propósitos..."
É incrivel como é natural nossa constante inconstância de meros mortais-humanos. Me encanto com esta mágica simplicidade de ser, mesmo não estando.
Me encanto com as construções e desconstruções da vida, com os sonhos e pesadelos, conquistas e derrotas. Encanto-me comigo e contigo.
Em 26 anos de vida é incrível perceber como e quantas vezes já emburrei, zanguei, briguei, sonhei, dancei, errei, acertei, amei, apaixonei e eternizei. Quantos "ei" ensaiei e nem em todos fui visto e vivido!
Desafio-me ao sacerdócio de ser humilde e menino, mesmo já gente grande e assim continuar a aprender e repreender os meus males.
Estado de paixão é contínuo na vida de quem vive, é natural, vital, real! E em mim não seria diferente. Amei ou me apaixonei, pois diferença ainda não sei qual é ou se realmente existe. Dizer que a paixão é passageira é dizer que nunca amei. Dizer que o amor é eterno é amputar em mim a capacidade de ser criança, menino e livre. E prisão não combina com amor.
Tem dias que o que eu mais quero é guardar o mundo em mim. Inteiro em mim e me perder em mim mesmo. Porém quando isto ensaiei, encontrei você.
O que é pensar na pessoa amada?
O que é pensar em se amar, amar e ser amado?
O que é pensar em não pensar e se perder em simples sentidos de dislexia?
Já tenho respostas para algumas destas perguntas que eu mesmo me faço. Sempre honrei o amor como ilustre na vida e embora nem sempre me permitir ao amor, amei e me honrei e fui honrado. Agora quero outras perguntas e encontrar outras respostas e descobrir outras coisas de mim, sem o intermédio de ti. Ou ainda a fantasia de nós.
Despeço-me não despedaçado, despeço e des-peço tudo que te pedi em olhares cruzados e ainda nos propositalmente arquitetados. Despeço e peço ar, ar pra respirar e ele está ao redor de mim.
Não sou uma pessoa sem passado, embora tudo o que hoje tenho seja novo. Estou amando e este amor amo diferente. Amo a minha vida e ele faz parte disto, mas um amor se cura na chegada de um novo, desde que para isto se permita.
Sou amante egoísta e não escrevo sobre minhas paixões no medo de minhas palavras roubarem de mim a essência de meu amar ou ainda dividir o amo, que geralmente bem pouco tenho, com os ouvidos meliantes que o rouba de mim aprisionado-o em corações que outrora nem apaixonado estava.
Eu que outrora não queria te mutilar em minhas inspirações de palavras, hoje faço uso das mesmas para despedir-me num adeus.

domingo, 10 de outubro de 2010

Atropelado por mim mesmo

Ontem pela manhã pensei já literalmente morto estar.
Vítima de atropelamento, junto com uma amiga, em plena Ataulfo de Paiva, no Leblon, por um motociclista irresponsável, pensei em ligeiros feixes de luz de sinapses desvendar o mistério do tal caminho escuro iluminado repentinamente por uma luz branca. Um susto! Um medo! Muitas dores!
Eram apenas 6 horas da manhã, o dia iniciara junto aos primeiros raios de sol e meu humor já amargava frustrações de uma noite não dormida e destemperada de boas emoções. O dia começava nublado, mas turvo também iniciava minhas experiências pré-morte.
Desde criança alimentava um grande sonho, o imenso desejo que me permeia até os dias de hoje: o sonho de voar, como Ícaro. Ontem eu voei e a queda, amortecida pela pancada de minha cabeça ao chão, foi inenarrável... Sonhos acontecem em quem crê e espera. Sonhos acontecem também em sinais de pesadelos.
A única coisa que pensava em todo aquele instante valorizado pela música incidental da sirene do Corpo de Bombeiros e múrmuros de curiosos que todos os palpites e opiniões não desejadas expressavam, era no que a mim era valor. Pensei o tempo todo em minha mãe, meus irmãos, família e alguns amigos, poucos amigos, bem poucos. O mais interessante foi recognitifar que não pensei em paixões, não pensei em amores... Eu não amei até a morte!
Teve um minuto que me retruquei da veracidade do acontecimento. E me culpei. Era um castigo dos céus. Mas o que de errado fiz para minha consciência me condenar?
Enfim, em honrar quem um dia foi importante, escolho honrar o meu presente. Ele é o join entre meu passado e futuro que ontem vi que por uma fatalidade pode não existir.
Por que as pessoas fazem qualquer coisa na vida?
Não sei. Sinceramente não sei.
Só sei que descobri que nada sei além do que a mim importa saber: não saber o saber e viver o saber vivendo nas ignorâncias do descobrir.
Amor é a gente querer, escolher e achar o que é de nós. Claro que na disposição de todos os dias de vida que temos, embora me encontro numa morte ilegível.

sábado, 9 de outubro de 2010

Estranho

É estranho amar quando se é amigo. É estranho amar quando se tem algo a perder, mas na vida não é sempre assim? Não temos sempre algo em especial a perder em retorno natural de outro ainda especial? É estranho quando se é simplesmente especial.
É estranho amar quando se sabe que não será para sempre e as músicas que agora ouço na procura de ouvir a melodia de sua voz será amanhã ou depois de amanhã apenas sub-tons desafinados em minha memória.
É estranho quando se olha e não é visto, quando se acena, mas não é recebido, quando se over se out.
É estranho quando se a todo tempo pensa, todavia não raciocina. É normal quando não se dá pra pensar em não pensar.
É estranho quando se tem gosto na boca e nunca experimentou. É estranho quando se dá água na boca.
É estranho quando se ensaia contos e conta paródias sem risos.
É estranho quando se quer e não se fode.
É estranho quando os sábios se idiotizam em suas próprias teorias e convicções.
É estranho quando se tem inveja, ciúmes, raiva, ódio, ira e paixão.
É estranho quando se entende amando e entende que amar não se entende.
Estranho me sinto!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Dias e Noites

Hoje o meu céu amanhaceu estrelado.
Um brilho diferente e constante iluminava a escuridão de meu dia, dissipando as nuvens carregadas de chuvas e tempestade.
Hoje minha noite está iluminada a raios de sol. Paradoxal, peculiar e romântica. Uma noite mágica, uma noite simples, uma noite iluminada pelo brilho dos olhos teus...


[CONTINUA...]

terça-feira, 28 de setembro de 2010

You got me totally confused

Incrível o dom que tens de mudar a estação de meu dia. Faz-me transcorrer do inverno à primavera num sorriso tímido que esboça pra mim.
Queria poder te dizer não te amo, queria poder poder não querer, queria poder te ver como um simples amo, porém hoje apenas sei querer te querer.
Incrível o dom que tens de mudar a estação de meu dia. Faz-me retrosceder da primavera ao inverno num sorriso tímido que esboça pra mim.
You got me totally confused!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Madrugadas em insônia

Mais uma noite mal-dormida. Mais uma madrugada em insônia. Eu acordei, controvérsias e pra mim mesmo disse que precisava de um amigo, porém o meu apartamento já estava vazio, embora ouvia os murmúrios da segunda-feira que feroz se iniciava nas ruas da Gávea.
São 7h da manhã e daqui a pouco me encontrarei na faculdade, fingindo com bela máscara tudo está bem e tranqüilo, gargalhando, sorrindo e imitando intelectualidades.
O que sinto e me perturba o sono é manifesto de maneira bem peculiar de minhas outras complexidades psíquicas, pois me confronta à obrigação instantânea de posicionamento. Mas eu não sou miojo.
Por um instante tive a certeza de estar sozinho, solipsista, até que senti e ouvi uma respiração conhecida, mas esquecida nos pertences antigos deixados em São Fidélis, se bem que na verdade nem sei se por lá deixei...
Ela porém falava com a mesma paz, carinho e até amor, isto fez mananciais de águas vivas brotarem impetuosos em meus olhos. Essas águas me lavaram a alma e fizeram inevitavelmente ressurgirem uma sede incomunal que tempos não me secara.
Isto me retornou à um amor antigo, amigo, primeiro. Eu não estou sozinho, eu também tenho uma alguém.
Bom dia!

sábado, 25 de setembro de 2010

Amor por amar amar

Existem amores que passam pelo coração
Uns que nunca por lá perto passam,
Passam quilômetros distantes de sentimentalismos
Existem amores que nascem exatamente no lugar da razão
Roubando o senso, o tino, a sobriedade
Conduzindo-nos a prazeres e prezares
Alguns amores falam de amor
Falam de si mesmo,
De simplicidades, verdades, ternuras
Como também amores que só traduz dores
Murcham as flores
E ainda assim disfarçam odores
Odores das mortes de outros amores
Os amores vêm e vão
E não se cansam de retornar
Nos trair
Abstrair
Retrair o miocárdio
Existem amores que colorem os olhos com todas as cores
Mas existem belezas em amores preto e branco
Amores com o branco no preto,
Amores esclarecidos
Mas que ainda conservam as sombras das inseguranças que nos comunicam as paixões
Existem amores que de nada amor tem a vista
Mas de tudo amor é constituído por dentro
E se revela nas naturalidades do cotidiano
Existem amores que se passam com o cotidiano
Amores que se iniciam constantemente
Amores que mentem
Amores que sentem
Amores quentes
Que passam pelo corpo
E se saciam de gozo, fogo
Amores loucos
Amores
Existem amores como o meu
Amor que é simples amor
E por isto ama
E inflama por paixão
Declama ilusão
Derrama o coração
Amor por amar amar.

Dias e dias

Tem dias que amo
Outros odeio, grito , judio
Tem alguns em que meu nome é paz e tranqüilidade
Mas eu sua maioria são dias de revoltas e rebeliões
Tem dias que sou homem apenas
Momentos feminino, criança, menino
Ainda existem dias que nem sei o que sou
Tenho medo, coragem, tenho força
Fraqueza, debilidades, saudades
Tem dias que quero,
Outros rejeito e me irrito
Tem dias que almoço, janto
Outros vivo de dietas e emagreço o humor
Tem dias que nem dias são e já me canso
Têm segundos que penso
Outros que pensam e decidem por mim
Tem momentos que lamento
Sofro, sangro, sambo em minha avenida
Ave Maria, tem dias que caminhos léguas
Outros nem da cama saio
Na verdade tem dias que gostaria de ter pessoas em minha cama
Uma, duas, três, isto é claro, depende de meu humor
Sou de lua, sou de sol, estou em nuvens
Tem dias que credito, acredito, venero
Tem dias que duvido, questiono, maculo, mesmo acreditando
Tem dias que sou eu, sou meu, sou louco
Alguns outros perambulo
Pulo
Fujo
Corro
E recomeço outra vez
Em dias que como todos os outros sou apenas humano.

A pact

You’re here in me
But I’m feeling alone
My heart’s melting a way
With the hard day
The time has gone
We can do a pact just for this night
Yep, there’s no trouble
Even you wake up with me
And after I’ll set you free
With everything you gave me at night
But just let some memories
Let’s play being actors
'cause the lie becomes the truth

If my love had wings I’d fly where you are
But my love just have a heart to give you
It’s up to you
To make or not the best of our love’s story
I’m here… but I can be there
Where you are

Full

Fill my heart with the best your part
Doesn’t matter if you’re not great
We can be better together
I just wanna try to be full

Full of love
Full of me
Full of you
Full

If we don’t have dreams
We can take the clouds and dream way
If we don’t have time
We can stop the sun at twelve noon
If we don’t have passion
We can look at the moon
If you don’t have yourself to give
Don’t be upset,
‘cause I can give you all of me
I wanna hug you so much
There isn’t anything else to compare
I already miss your touch
And I cannot bear to live

Full of love
Full of me
Full of you
Full.

Aridez

Eu anoiteço e amanheço você
E desconheço os reais sentidos de suas ações
Transpiro e expiro você
E espirro alergias contraídas de emoções
Acabo me acabando de acabar
Na palavra do profeta de que o amor liberta
Porém em mim é palavra que aprisiona
Vida de quem se apaixona
E vive inválido
No meu árido
Sertão.
Eu anoiteço e amanheço você
E reconheço minhas olheiras
Voto com voto de devoto que crê
E volto seco tropeçando pelas ladeiras
À caminho inválido
Caminho ao meu árido
Coração.

Pela culatra

A maior dor em amar não é não ser amado, mas não ter nos ímpetos das imcompreenssões ou ira o dom de ferir profundo o amo, em seu exercício soberano de indiferenças.
Mas não seria o amor a real liberação de não ser amado?
Por que amor sem o eco de paixões?
Por que um coração sem sangue quente e vivo em suas cidadelas?
A maior dor em amar não é não ter o dom de ferir o amo, mas ferir à si mesmo em tentativas de assassinato do que move a paixão, mas que sai na culatra de suicídio.
Queria não acreditar em ressurreições e suscitar tua ira.

Tempos verbais da paixão

A vida é uma questão de contra-nomes... Eu amava Você que amava Ele que amando todos os pronomes na realidade não amará ninguém.
Eu amava Você no pretérito imperfeito no indicativo do presente. Você amava Ele no perfeito temporal e na imperfeição de tua meninice. Ele, pois amou num comum de todos os gêneros nas circuntâncias do condicional.
Você é uma questão de mais-que-perfeito. Isto eu queriria se não soubesse que és um futuro pretérito.

In English or em português

Revertérios de conceitos e pensamentos confusos numa mente que vaga em alfa entre frases in English and another things in Português.
I don't know why I know everything and não sei nada...
I'd like to catch meu pensamento, mas he goes away from me. Yep, I'm talking about him, not its.... Eu estou in a turnabout!
The life nos infantiliza para just to let us viver na íntegra feelings que a racionalidade da maturidade nos rouba. Fall in love isn't a good coisa para se permitir, but the life nos engana e caímos literalmente em amor.
Mas eu já estou crescendo once again. I'll be melhor!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Segundo olhar

Não tenho razão ao cobrar de ti as concretizações das expectativas infantis que eu somente projetei em tuas generosidades de um bom amigo.
Fui eu mesmo quem escolheu se perder neste ninho de defraudações insinuantes. Já sabia que este seria meu mal, mas escolhi.
Escolhi projetar você como rei de um reino que a ti não inspirava poder, tesouro, tampouco admiração. Prepotências de um arrogante!
Escolhi priorizar você e assim estabelecer dívidas, das quais cobraria com exorbitantes juros ao longo dos dias, dos meses, dos anos. Maquinei, de princípio, te tornar devedor dependente, um escravo de mim.
Escolhi te ensinar à escolher, mas questiono-me em minha real motivação, no medo de encontrar nestas revelações os sinais de que almejei na verdade te manipular, só por um segundo e assim seria todo o tempo do mundo. Queria eu te perder de teu mundo?
Não foi você, meu bem, quem escolheu me ver, mas fui eu quem arquitetou o segundo olhar na busca de teus olhos, mas não os encontrei. Não pousaram em mim.
Programei a música incidental deste encontro, havia trilha sonora nossos momentos e eles posso chamar de nossos, foram reais, nos sentidos nobre e factual.
Dançei sozinho a nossa música, a minha música. Tirei, num monólogo, meus pés do chão numa pauta coreográfica ensaiada pra dois. Pas de deux de solidão!
Escolhi escolher você, encolhi à mim. E hoje me paraliso, na encolha, para não escolher à mim.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Fragmentos

[...] Dependência ou morte!
Este precisa ser o grito da dor de meu coração
Que sangra diante da perda da liberdade
Liberdade de vida, de escolha, expressão,
Escravizado por suas próprias vontades egoístas,
Aprisionado pelo medo, pela fraqueza, pela vergonha;
De se expor como perdedor, como fracassado.
Diante de uma fé que me deixa morto ou aleijado
Torna-me deficiente espiritual, físico, emocional.
Sinto minhas pernas atrofiarem,
Meu rosto empalidecer,
Minhas pupilas não se dilatarem mais,
O meu coração ensaia não mais bater,
Nem arrepios frios me arrebatam o corpo.
Estou falecido, moribundo, morto,
À caminho do cemitério que adormece minha mente.
À caminho com a dor que me paralisa de repente
À caminho, caminho caindo.
Caindo, tropeçando, mas do chão não passo.
Caminho cantando
Caminho vendo flor
À caminho do caminho.
Que nem sei onde me levará.
Sou pecador, sou errante, sou menino.
Levanto e caio, mas não me envergonho,
Eu prossigo.
Eu sigo,
Comigo, contigo ou “sem tigo”.
Eu vou!

Eu vou, mas...

Que dor,
Que dor invade o meu peito.
Que dor corta o meu peito com um punhal
Que dor corta minha respiração,
Que dor!
A dor me pegou de surpresa
A dor me pegou e me arrebatou!
A dor me tocaiou,
Seguiu-me de noite e dia
De dia e noite
E no meu peito morou.

Às vezes no Brasil é sempre noite

Uma criança que dorme embriagada de sonho
Um sonho que dorme embriagado pela desesperança de um amanhecer
Às vezes no Brasil é sempre noite
Noite fria e escura, de silêncio cortado pelo ruivo dos lobos
Lobos ferozes que sentinelam as florestas
Mas florestas sem flores, sem caules, sem verdes
Florestas de concreto que arranham o céu cinzento.
Cinza, a cor da estação
Estação de inverno rigoroso num país tropical.
Cinza, a cor do coração
Coração de um povo nobre de um país tropical
Hoje o verde não é a mata
O verde mata, como erva daninha
Hoje o verde não é a mata
A mata são cinzas oriundas das queimadas
Hoje queimada está minha pele
Castigada pelo sol inflamado a ódio, dor e rancor
Como resposta fria da natureza
Ao homem nobre e tropical, mas sem calor
Hoje o amarelo não é o ouro, as riquezas , o penhor
Hoje mais amarela está a raça que o branco explorou
Entre uma nação que não se fundiu, mas miscigenou
Hoje o azul não são as águas, os rios, ribeiros, riachos
Os rios estão negros, pretos
Preto, ausência de cor, ausência de água
Preto presença de odor, lixo, “cácas”
Hoje o branco não é a paz
De uma nação de desordem e desprogresso
Pois preso nas quatro paredes de meu quarto
Vejo um mundo quadrado de minha janela
Regado à chuva de bala
Ah! Não é a bala tipo doce, açucares
Pois a criança despertou do sonho e cresceu
Embriagada de um pesadelo
Mas o sonho ainda dorme embriagado pela esperança de um amanhecer
Às vezes no Brasil é sempre noite...
Ei, por favor, que horas são?

São Fidélis

Minha cidade tem sol, tem rios, cachoeiras
Minha cidade tem mangas, tamarindos, tem palmeiras
São Fidélis tem praça, tem ponte, tem luar
São Fidélis tem morros e verdes montanhas a nos guardar

São Fidélis tem assovios, tem psiu, tem “coizinha”
São Fidélis tem fulanos, tem ciclanos, “gente-vizinha”
Gente-vizinha que mora ao lado, no quarteirão ou outro bairro
Porém todos amigos, da família, entrem e sintam-se em casa

Quem me dera ter outras São Fidélis pelas terras em que passei
Ter outras risadas pelas casas, entre os vizinhos ao entardecer
Quem me dera correr descalço pelas ruas e brincar
Brincar de pique, pique esconde, de pelada ou boleba

Quem me dera ver outras Marias, outras Andréias ou Joaquim
Ver gente que acolhe, que abraça, ou dizem um “oi” pra mim
Quem me dera ir na tua casa e me sentar pra tomar um café
Com pão quentinho e muita manteiga, riso souto e prosear até

Quem de dera ser fidelense, dizem os mineiros, capixabas ou cambucienses
Quem me dera ser daqui, desta terra, deste sotaque, desta praça, desta gente
Mas à estes vizinhos dizemos todos: Fiquem à vontade
Pois pra sempre fidelense são os que passam por esta cidade.

Fim de vida

Não tenho em que ou em quem acreditar, não tenho mais tempo, não tenho mais gana, desacreditei de mim, não me importa quem acredita ou crer.
Hoje é o meu hoje sem amanhã, me sepultarei como um passageiro que andou por estas bandas com a missão de não influenciar ou mudar o rumo do mundo, vou passar por aqui como um Zé Ninguém, João Ninguém, vou partindo cantando estes versos:
Hoje como o último dia de minha vida,
Eu quero acordar com o perfume de rosa no meu travesseiro,
Quero vesti-me com a roupa mais simples
E não pentear os cabelos
Quero ler meus poemas para os meus amigos
E escrever poesias para os meus amantes
Hoje eu quero gritar o que eu mais quero
Quero andar no meio da rua, em meio aos carros
Quero que a cidade pare para festejar a vida
Quero que alguém pare pra ouvir minhas palavras
Quero que pare pra me ouvir falar de alguém
Quero que olhe nos meus olhos
Quero falar tudo o que não tive coragem de dizer
Quero um amigo que me conheça de cima à baixo
Quero uma pessoa que me tenha como herói
Também quero ter uma alguém como um.
Quero uma pessoa que só vá se eu for.
Hoje eu quero ter um dia de criança
Quero que a cachoeira corra pela avenida
Quero brincar com alguém em suas águas
Quero fazer tudo o que nunca tive vontade de fazer
Quero tocar todas as minhas cicatrizes do corpo
E contar vantagens na roda entre amigos
Hoje eu quero que alguém seja todo mundo
Hoje eu quero que o mundo todo seja alguém
Hoje quero que alguém seja uma flor, um amigo, um passeio
E hoje eu quero regar minha flor
Hoje quero abraçar um amigo
Hoje quero convidá-lo à um passeio
Hoje quero tirar o dia para passear
Hoje eu quero que o dia dure o dia todo.
Hoje reservei o dia todo só pra você!

Suicídio

Não me resta mais motivo pra viver, eu sou um perdedor, sou um fracasso, sou o maior erro que a natureza cometeu ao dar à luz. Sou fruto da vergonha e desprezo, sou o nada, sou quantos zeros forem precisos à esquerda pra exprimir o desprezível, sou o infinito à esquerda.
Eu perdi tudo na minha vida, tudo!
As minhas lágrimas, minhas lágrimas secaram, não rolam lágrimas do meu rosto mais, eu choro seco.
Os dentes que recheavam meu riso apodreceram.
O ar que propagava minhas palavras esvaiu-se.
As dores que atormentavam minha cabeça, até elas se foram, nem dores eu sinto mais, nem sangue escorre por minhas chagas, por estes ferimentos que levo oriundos das batalhas perdidas, mas travadas à mão.
Eu deveria pregar na porta de minha casa, que não tem porta, um pequeno informe, caso alguém resolva me procurar, por que bem sei que é dom do ser humano, procurar, bajular, perfumar, gasta horas da madrugada com os mortos.
Chorar perante o caixão seco, preenchido com o corpo frio esquentado de maneira delicada por flores fétidas.
“Agora vocês podem vir me ver meus amigos”.
Agora eu não falarei algo que não agradará vocês, agora estou moribundo, morto, agora ando calado, me deito calado.
Enquanto em vida, não tinham tempo pra mim, mas agora todos me procurarão, falarão de meus feitos em epitáfio de grandes amantes.
Anunciem meu falecimento. Eu o quero bem assim:
“Nota de falecimento,
É com um sentimento estranho
Que comunicamos
O falecimento de meu coração.
Minha esposa, a solidão;
Meus filhos, a covardia e a derrota
E demais colegas e desconhecidos,
Convidamos pra o meu sepultamento!”
Eu também quero que celebrem uma missa de sétimo dia em intenção à minha alma que queima no inferno.
“É com também estranho sentimento.
Que os convidamos à participar da missa de sétimo dia em intenção aos sentimentos de meu coração para que enterrado na terra do esquecimento descanse em paz!”
Deixo como herança à humanidade minha participação discrepante e ignota!
Deixo-os também na liberdade de não se lembrarem desta minha participação, passagem ou ausência. Sintam-se livre para realmente e agora definitivamente me enterrarem no cemitério do esquecimento, mas, por favor, que não seja no cemitério de tuas mentes, não quero vocês se lembrando de mim, não quero vocês recordando de bons tempos quando virem minhas fotografias amareladas, nem rindo ao se lembrarem de minhas poucas gargalhadas, por favor, me enterrem e me esqueçam!

Sofia e novamente o amor sexuado

_ Em matéria de paixão eu sou assexuada._ Defendia Sofia para o primeiro espanto de cada um de nós, não que isto era algo muito irreverente vindo dela, mas não imaginávamos que se denunciaria assim tão claramente pra nós. Às vezes, Sofia diz umas coisas que arrepiam os cabelos do dedão de meu pé. Eta, menina pra ter imaginação!
_ Pra mim não importa sexo, cor, gênero, eu amo é a beleza sendo fêmea ou macho, homem ou mulher, caçador ou presa. O meu negócio é a beleza, o que me faz bem aos olhos, me traz bom aroma às narinas. Gosto de boca, de lábios que se enrolam, brigam, mas se encontram, gosto de toque, tato, aperto e não é por prazer, mas por uma simples admiração, por encanto, isto sou encantada pela beleza das belas criaturas._ Sentenciou.
_ Sofia, você não é normal. Como você me diz que gosta de cheirar, de tocar, beijar mulher? Você não percebeu que não é como eu e o Peter? Você é ou pelo menos deveria ser menina. _ Retrucou o Joseph.
_ Joseph, seu pirralho ignorante, eu não estou dizendo que gosto de mulheres, estou dizendo que admiro a beleza da vida, das criaturas. Pra ver a beleza que existe nas coisas ou as que eles escondem é preciso ter simplicidade, particularidade, ser assexuada, desprovida dos paradigmas da concepção da beleza que a sociedade impõe. Sou livre disto, sou assexuada, sim. Admiro o que gosto e repudio o que me é feio, cafona, e poluído.
_ Hum! Igual que você é muito linda.
_ Você não acha, mas tenho meus fãs! Você viu como o menino da turma 1202 olhava pra mim? Ele com certeza me achava bela, ele sim sabe admirar a beleza de uma donzela como eu.
_ É minha amiga, não se iluda. É do Felipe que está falando? Felipe Bougom?
_ Sim, o filho da senhora Borgom, a dona do salão de beleza.
_ Garante que ele é como você. Admira a beleza assexuadamente.
Bem, Sofia não iria admitir, mas a piada do Joseph foi muito boa. Ele sim é o melhor zuador que conheço, isto sim é beleza e sexuada.

Sofia e a religião

-Não, a religião não é uma mentira!- disse Sofia, mas logo calou-se, tomando delicadamente uma porção generosa de ar- É uma verdade que corrói, destrói, aprisiona, sufoca, rouba, fere, paralisa, desumaniza... A religião é uma verdade que mata!
Declaro-me hoje publicamente como a pessoa mais anti-religiosa, cética, que pessoa existir na face desta terra que repudio andar.
Terra. Ser humano. Relacionamento. Pra quê? Por quê! Dê-me apenas um motivo!
Fui ferida por esta praga de religião, foi tornada câncer, câncer que me corrói as vias respiratórias, que me aniquila, que me mata.

Era doloroso ouvi as declarações de Sofia, mas não havia ter um outro sentimento sobre a vida diante de tudo o que sofrera.

-Tive meus sonhos destruídos, perdidos, assassinados por esta Morte da Religião. Foi destruída minha vida em nome de Deus!
Aprisionou-me a religião em suas garras peçonhentas, em seu líquido viçoso da morte que sufoca a alma, a mente, o raciocínio, o coração, os dedos, as mãos, os pés... A religião é uma estátua de sal que ao ser tocado pelo vento das doutrinas, dogma, liturgias, conceitos (leia-se pré-conceitos) me seca, cega, soca.
A maldita religião me roubou o que mais puro e belo eu tinha... o meu coração que cria!
A maldita da religião me feriu onde eu era mais nobre e apaixonada, tornou-me monstro, bicho, se bem que nem os bichos, os animais são tão animais irracionais, como a religião me propôs. A religião me “morfoseou”, me deixou desumana!- Nesta hora ela chorou, um único fio de lágrima avermelhada, mas nem o seu rosto manchou.
- Sofia, você desistiu de Deus?
Cautelosamente perguntou Joseph, sendo rispidamente atendido por Sofia.
-Não! Eu desisti da raça humana!

Sofia e o amor sexuado

[...] - Em matéria de amor, de paixão eu sou assexuada.
A paixão não tem sexo, não tem gênero, nem número ou grau, a paixão é por natureza avassaladora, destruidora, contagiosa, não é trivial, mesmo sendo um feijão com arroz, é novidade à cada olhar.
- Ah, pare já com estas palavras de mulher apaixonada, Sofia.
- Parar por que, Joseph? Esta é a mais pura verdade sobre o amor e paixão. Eles não têm sexo; eu amo à homem, mulher, criança, adulto, à todos da mesma forma e sem medo ou pudor. O amor nos liberta e não nos aprisiona!
- Na moral, Sofia, eu concordo com o Joseph, larga mão destes comentários de menininha apaixonada, por que isto não tem nada a ver com você. Desde quando o amor é assexuado? Isto está me cheirando mal...
- O que está te cheirando mal, seu moleque, é esta cabeça pequena e recheada de estrume de boi que você carrega pendurada neste teu pescoço de girafa.
- Calma lá, senhorita Sofia, não precisa apelar pra baixaria...
- Baixaria? Se vocês dois descerem mais um pouquinho, se arrastarão no chão -já irritada com os meninos, mas prossegue o discurso- O meu amor não tem sexo mesmo, eu amo, abraço, faço carinhos sem medo, recebo também, eu amo. Não te amo por que você é homem e não o amo por que ela é mulher. Eu amo! Como já disse o amor não tem sexo e por ser o amor eu sou assexuada! Sou livre desta prisão que é esta sociedade e seus paradigmas arcaicos.
Se o amor tivesse sexo, eu não amaria você. Você é homem, e é meu amigo, cresceu desde criança comigo, é meu amigo.
Se tivesse sexo, eu não amaria a Luana, é mulher como eu...
Se o amor tivesse número, quando eu cansasse de te amar com este amor, eu usaria um outro mais novo, e zerado, porém mais destreinado.
Se o amor tivesse grau eu nunca te amaria baixinho, no simples, no pequeno.
O amor é grande, gigante e às vezes pequeno, bem pequenino. O amor é único, peculiar, particular, imitável. O amor é assexuado, por isto amo à todo tempo todos à quem bem entender, e na forma que quiser.
- Como você é teimosa Sofia- diz Peter, já cansado dos assuntos confusos e confundidos de Sofia- Vai entender a mente, melhor, o coração das mulheres!
-Melhor decorá-las -diz Joseph.

Independência e morte

De repente percebo que entreguei o meu melhor, os meus tesouros mais finos pra este conquistador de terras longínquas, percebo que revelei espontaneamente o meu segredo.
Caminho hoje no sigilo de seu domínio, defraudação e indiferença. Qualquer transação comercial perde o valor quando técnicas outrora desconhecidas se tornam dominadas. Perdi o meu valor!
Perdi o meu vaor assim como um produto que se desvaloriza no mercado, ou se reproduz com velocidade astronômica. Tornei um produto comum, não-sofisticado, produto acahado em qualquer uma destas vendinhas nas esquinas e ruelas dos subúrbios.
Sou hoje um produto muito distante do que sonhou o meu projetista. Infeliz!
Sou produtos de todos, mas não sou produto de alguém. Sou produto internacional, multinacional, sem nacionalidade. Sou de globalizações.
De repente percebo que entreguei também o meu pior, os meus mais singelo desvalor. Nem população de classe baixa, almeja me consumir. Ou dividir-me em parcelas exorbitantes em carnês.
Revelei meus medos, minha pureza e sinceridade. Me permitir vulnerabilizar e perdi-me em paixões. Seria diferente se eu me desapaixonasse? Qual valor teria depois da pós-paixão?
Independência. Independência ou morte! Se é que morto já não estou.
Independência e morte, do tão fascinante tesouro que colonizadores estrangeiros atraiu à mim e sucumbiu-me à fantasia de ser relíquia.
Independência de você que ainda me domina com sentimentos de exploração. me tornas seco e desnutrido depois de seus olhares frios de cobiça e avareza. Egoísta!
Independência e morte!
Morte de tudo de belo e feio que há em mim, morte de meu próprio eu e seus pronomes mais ilustres de tratamento. Libertação em sepulcro!
Uma de meus mais nobres predicativos era o amor à vida, mas que me perdoe Deus, prefiro a morte à me re-apaixonar novamente.
Mate-me e beba meu sangue. Coma minha carne. E liberte meu espírito.
Independentemente da vida, escolho a morte!

Menino sem menino

É como se um mundo novo se apresentasse adulto e ancião ao menino ingênuo e provinciano. Eram muitas informações que o mesmo mal conseguia processar ou definir como digeridas, sofria, o coitado, de má digestões cognitivas ao passo de prisão de ventre seca e mal-humoradas. Isto se reflete em mistos comportamentos e intenções, produz medo, aflição, reivindicações de posicionamentos de escolhas, um sim ou um não. Não tem o menino tempo pro talvez ou espera.
Sua vida corria em tempo ligeiro, o mundo externo se alterava e o seu interior o engolia ruminando seus orgãos e assim desvendando suas emoções.
Eram desesperadores os seus olhos que denunciavam os seus mais secretos instintos e sublimações. E ele nem sabia como com este turbilhão lidar!
Sofria por não ter sido ao mundo lançado, mas se perdeu no tumulto feroz de suas entranhas. Sozinho. Pois hoje não tem o menino o conforto dos pais. Não tem o menino a compreenssão dos antigos amigos. Não tem o menino a juventude de menino e ele ainda nem isto percebeu. Cresceu ou teve o crescimento roubado e se perdeu nos desenvolvimentos do intelectuo ao desencontro do natural.
Perdeu-se no envolvimento com o transcendental ao encolhimento do natural.
Perdeu-se em si mesmo e achou em terceira idade em perfomance infantil.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Pensamento sobre humanidades

Por que é tão difícil pensar em Deus como um amigo fiel e sincero que sempre tenho e que é atraído por minhas simplicidades?
Por que é difícil, pessoalmente, falar da pessoalidade da pessoa de Deus?
As pessoas me afastam de Deus com suas convicções de santidade e pureza que, às vezes, sinceramente me fazem sentir como um dos piores mortais. Mas não deveria ser isto o que atrai Deus pra mim? Minha humanidade?
As tais pessoas teimam em vê-lo como um senhor-carrasco e cruel que simplesmente dita ordens e comandos para que então os servos abestados cumpram com vigor e excelência. Isto é relacionamento?
Hoje eu tenho inspirações para escrever um livro, mas o que quero são palavras para vivenciar uma única experiência, a de ser mortal.
Queria poder falar de Deus ao falar dos mesmos deuses, que talvez em escala menor de divindade, povoam os reinos deste tão cobiçado coração. Queria poder falar das flores, mas também das pedras. Desenhar os montes, mas também as pernas que calçam sua escalada. Queria poder falar da vida, porra!
Bem, se eu estivesse só falando em belezas, poesias e esculturas, sei que me entenderias, mas falo de minha inspiração. Falo de você, falo de mim. Falo do que encontro e me desencontra, do olhar que me cega, do cantar que desafina minha voz, falo de vida e imperfeições, ao mesmo tempo em que falo do que há de mais perfeito, o viver.
Tem dias que paro e fico a imaginar como seria a vida sem estes pudores, paradigmas e sigo a conclusão que seria um caos. Mas me implico em retrucar em como seriam meus dias e suas posteridades sem um, talvez, padrão de cobranças por negar-me à mim mesmo como religiosamente conceitua o social.
Não anseio por libertinagens e mesquinharias, mas por vida, vida de homem pra homem, não é justo vivê-la de homem para Deus.
Ainda bem que ele se fez homem entre nós, mas nem ainda assim foi compreendido e respeitado. O ser humano e sua complexidades!
Tem noites que fico a me intrigar no pensamento de como deve ser a mente de Deus, que tudo sabe e vê, mas por muitas vezes se cala, mas não consente por nossos tão pecaminosos pensamentos e desejos.
Eu falo por mim, pois eu bem sei o que povoa meus céus e se eu tivesse asas, juro que caçaria cada uma destas aves-peçonhas, e não desperdiçaria uma pena, porém com estas faria um bom colar, cocar, sei lá, algum adereço.
Ele sabe de meus desejos e suas intensidades e ainda assim escolhe se relacionar.
Ah, ser humano, juro que dá até uma santa vontade de “o botão do foda-se” apertar.

(Continua)

Bom apetite

Se eu pudesse ou conseguisse expressar um terço do que me domina por dentro ao te ver, juro que você se surpreenderia, pois nunca, fico a imaginar, planejou ter em tua vida, um louco alguém que pudesse te desejar com tamanha intensidade como esta que fere os meus olhos já doentios.
Você é a real personificação de meu mais tenebroso pecado, é a fúria que rumina no estômago de Deus ao olhar pra mim e me ver ainda hoje tão pecador e sensível como nunca aos desejos saborosos de cair, se render, ou se deitar em tentação.
Hoje, naquela hora em que juntos estávamos, o que eu queria era te beijar, te possuir, te gritar pelas ruas como uma parte de mim, uma parte de meu prazer, de meu poder, de minha fraqueza. Eu queria poder te desejar e ter, e não apenas fantasiar em minha mente brilhante as idéias mais absurdas que poderíamos juntos fazer.
Eu estava acordado e de uma forma pouco diferente dos demais dias em que sonhava contigo e não te encontrava ao despertar.
Eu falava de minhas províncias e você das grandezas da cidade. Eu falava de minhas coragens e você dos impecílios de uma viagem perigosa, eu tinha minha mente ao encontro das nuvens, mas você os pés no chão e o coração sentado, à espera de um assento no mesmo restaurante que se encontrava cheio.
Nossa comida tinha sabores diferentes, cheiros destonados, e temperos variados pela intenção de ali estar.
A minha fome não era pelo cardápio de Frango à Parmegiana, poderia ser salada, pão seco ou suco das frutas mais variadas ou exóticas, como melancias, para estes teria um espírito anoréxico, pois a minha fome era de você, de tua companhia, de teu riso, piadas e tiradas, daquele olhar que por poucas vezes vi me encontrar num singelo e rápido olhar de uma direção pra outra.
Mas eram neste mesmo almoço que se revelava sutilmente o relógio que controlava nosso tempo, o teu, pois pra mim, tempo não existia, não valia de nada, queria poder congelá-lo com o mesmo gás que paralisava teu coração, ou tesão por mim.
O arroz não acabou, nem o feijão que você degustou com tanto prazer, porém teu apetite se foi, se satisfez. Eu perdi a vontade em comer.
Pedimos a conta, e agora, quem paga? Quem faria a gentileza da casa?
Dividimos. Você ficou com a maior parte, não tínhamos trocado, mas restava outro impasse. Quem vai pagar ao garçom?
Poderíamos chamá-lo e estaria tudo resolvido, mas na verdade tudo o que eu queria era não findar a tal conta, queria ficar um pouco mais, até às dez para às três, um pouco mais.
Talvez nem faça tanto sentido relatar aqui este impasse, mas não poderia perder sequer uma oportunidade de te dizer que era você que eu queria como almoço, perdão, alimento para meu real apetite. Você.
Você. Eu queria você para saciar o você que criei em mim em meus sonhares acordado. Você é do real tamanho do você que eu criei, mas com café, almoço, janta e ceia, claro que com sobremesa depois de cada uma destas.
Você me faminta e sacia, me entorpece e vicia. Você.
Enfim, pagamos a conta, fomos ao banheiro, um de cada vez, eu primeiro e logo você que até os dentes escovou, eu não levei a minha escova, sorte tua.
Saiu do banheiro e brincou comigo, mais olhei em outra direção, era a minha lógica, sabia qual era a brincadeira, se tivesse me feito criança pelo menos por aquele momento, eu veria os teus olhos a me encontrar e ensaiaríamos juntos um belo riso.
E então partimos, caminhamos, gargalhamos, nos despedimos.
Te olhei ao atravessar, re-olhei já atravessado, e retornei por assim fazer, totalmente atravessado da certeza que para você foi só mais uma almoço para teu apetite de feijão, arroz, frango e salada, satisfazer.

Ao avesso

Virar-me ao avesso como sacola plástica
e esconder a estampa do mercado onde compras teus interesses
Que seja de meu íntimo que satisfaça teu prazer
Que seja no nosso ímpeto que se faça o meu viver

Curtinhos

Bastou o teu oi
E minha tristeza se foi
Bastou o meu oi
E tua presença se foi

There's no way

I really like the way you touch my body
you´ve been touching me without touch
that's the way you get me confused and fall in love

I really like the way you look at me
you've been looking at inside me without look
that's the way you get me confused and fall in love

I really like the way you hug me
you've been hugging my heart without hug
that's the way you get me shy and fall in love

I love the your way there's no way
I love to be confused and understand you by looking
I really love the way you get me out of myself

Nome doce

O que de mais belo eu poderia delinear hoje para escrever um terço da beleza que formoseia meu peito hoje é soletrar majestosamente o seu nome cercado da beleza do mar que agora molha meus pés.
Cada uma destas sonoridades denunciariam o doce que teu nome me produz nos lábios e o desejo de descobrir o teu céu.
Revele-me o teu mundo.

Baked Potatos

Eu já poderia ter te escrito há dias ou meses, mas ainda ando egoísta na função de te perder e despedir nos desenhos de cada letra destes caracteres. Hoje ainda mais que nunca quero você só pra mim.
Eu sei que hoje não é quinta, nem tampouco dia 24, mas ainda é tempo pra falar de você que permeia em meus cachos, invadindo meu casco e penetrando violentamente meu cérebro desconcentrando meus neorônios que teimam em se perder de você.
Como é lindo ver as pessoas se desvenciliarem de seus mitos e confortos e correr como criança em busca do primeiro raio de sol que invade a janela pela manhã e de pique brincar, correr e se esconder apenas das aparências.
Tudo bem, eu sei que já era meio-dia, mas ainda era tempo.
Encontrar com o belo é belo, é lindo, majestoso, mas encontrar com o humano é sublime!
E neste dia eu encontrei com você, de gente pra gente, de humano pra homem, de coração pra coração e quando as palavras se calaram, foram simplesmente o olhar quem arriscou em seu alfabeto, palavras ainda mais belas que todo o delinear de beleza que transparece violentamente de você.
Você definitivamente me constrange e me inspira querer, na realidade almejar, ser mais belo!
Você pode talvez não mudar meus traços físicos ou delicar minhas silhetas, mas você embeleza meu interior, meus pensamentos formoseiam-se no dom de ter você e ouvi de tuas verdades, coragens, sonhos. Tua presença enobrece o meu ser!
Sinto-me como criança, regresso-me sutilmente à infância que nostalgia-me em dias que te tenho longe. Ah, falo como se te tivesse!
Como sou ingênuo ao me comportar assim! E permitir o assunto migrar de regiões à outras distantes e o meu maior interesse pular como batata quente, a minha brincadeira infantil. Corro de ti para não lhe revelar meu enconto, mas neste dia não me contive e recheei minha batata de todas gastronomias mais suculentas, te alimentei de palavras doces.
Não tenho o que dizer além de obrigado por me permitir um pouco ainda mais te conhecer. (Leia-se, obrigado por me tornar mais belo).

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Amizade, paixão, beijo, abraço... enfim, gratidão

Todas as verdades foram vistas
Todos entendimentos subvertidos
Todas as descobertas vividas
Amizade!

Todas as palavras ja foram ditas
Todos os risos risos
Todos os olhares conquistados
Paixão!

Todos os sabores provados
Todos os calores abrandados
Todas as salivas umidificadas
Beijo!

Todos os corpos descobertos
Todos os pulsares ensaiados
Todos os anseios perdidos
Abraço!

Enfim, gratidão

sábado, 21 de agosto de 2010

Pensamentos6

"Se cada ser humano tivesse um espelho à sua disposição o dia inteiro, ele não feriria o próximo com a exteriorização de seu preconceito e egoncentrismo.
Poderíamos ser tão inteiros juntos, mas a falta do reconhecimento de quem na verdade somos nos separa de nós mesmos...
O preconceito mata, traz dor e sofrimento... mas no meu mundinho tenho tido a capacidade de transformar este pranto em canto, conto e poesia, um verdadeira dom!"

Pensamentos5

"você brinca com minhas dores quando desenha teus sorrisos..."
Hoje me aconteceu algo muito lindo!
Estava conversando com o meu filho, o Henrique e ele sentado ao meu colo, mexendo em meus cabelos, de repente parou e me fixou o olhar bem nos meus olhos e disse:
-Pai, tô me vendo no colorido de teus olhos. Nossa, eu tô pequenininho!
E começou à me bombardear de perguntas, tais como:
-Pai como eu posso caber aí dentro se esta bolinha é “mais pequena” que minha bolinha de gude?
Tive que rebolar para respondê-lo. Mas o meu filho não se contentou com rasa resposta, queria profundidades, respostas tão claras e exatas como era a sua confiança em mim como pai.
Não hesitei-me e foi minha vez de olhá-lo nos olhos e ver que meu reflexo os invadia, então eu não dominando as pulsadas de meu coração, o disse:
-Filho, tenho tanto medo de que cresça e vais embora.
Ele lindo me retrucou:
-Pai, pode ficar tranqüilo, não vou fugir de casa! Nem tem como, quem vai fazer meu “papá”?

Motivos

Eu não te escolhi pela beleza, ou pelas flores, por inspiração pelas cores, perfumes, pelo sol, pelo raio, calor, brilho... Afinal o que tem à ver você com as flores, com o sol, com as estrelas?
Eles não precisam de você pra que suas belezas plurais se intriguem e encantem, não precisam de você como os meus olhos, para que tenham um especial brilho, como minhas maçãs, para que corem um tímido vermelho ou minhas palavras, para que agucem doçura sem igual. O sol, a lua ou o mar, não ficam à tua espera para desfilar encantos, mas desfila antes, abrindo pra ti o caminho para um show da beleza ímpar.
Não haveria em minhas palavras coerência lógica, comparar-te com as diversidades da natureza, pois bem sei que por muitas vezes para deslumbrar-nos com seu espetáculo da vida, é ela quem de ti empresta o castanho de teus olhos, o mel de teus cabelos, as silhuetas de tuas curvas, o balançar de teu requebrado... Como deusa imponente e simples, é você quem a desafia.
Mas eu não te escolhi pela beleza, mas pelo conjunto de toda ela, te escolhi por teu encanto, teu canto, tua dança, teu riso, teu grito, tua doçura, te escolhi pela luz à que ninguém viu, pela luz que iluminou as feiúras do meu coração... Você fez natureza florescer em meu interior. Como podes?
Fez flores, rosas, jasmim, margaridas, invadirem-me e me perfumar. Criativa e surpreendente!
Embora não houvera te escolhido pela beleza, ela me escolheu e decorou como nunca antes havia sido. Tanta cor, perfume, que à todos deixavam mais lindos e atraentes.
Mas eu não te escolhi pela beleza, te escolhi pelas costas do amor e fui te vendo de costas indo em direção ao anoitecer que à todas flores murcham, secam, matam e com o seu véu mágico que as imperfeições escondem nos rouba a beleza que ao dia encantou, cantou, atraiu... Como não te escolhi pela beleza, quando se cansar das escuridões, das fugas, do pernoitar à procura de você, vem pra luz e ilumine meu amor.

Pensamentos4

"Mas ele era só um menino, uma criança em defesa de seus sonhos, o alimento que o mantinha franzino de pé. Uma injustiça imperdoável, sacrificar tão pouco, por grande ego, coração tão belo.
Gente grande é assim, vem, mudam tudo sem dar explicações, afinal, como eles falam, a gente não pode entender, somos muito novos pra isto.
Gente grande é assim, destrói nossos castelos na areia, nossos carrinhos de rolemã, os desenhos... sempre têem algo melhor.
Gente grande é assim, boba...
Eu nunca quero crescer, vou pegar minha bicicletinha e pedalar pra bem longe daqui, nunca vou crescer, vou fugir deste mundo."

Pensamentos³

"Eu queria te ver hoje, apenas só por mais vez...
Ver-te e não te ouvir dizer, eu te amo.
Hoje eu não queria te sentir tocar meu rosto, calar minha boca com teus beijos, ou desacelerar e nitrogenar as turbinas meu coração em fração de segundos...
Hoje por uma última vez eu queria te ver e sendo visto por você, na simplicidade do olhar de quem ama, ler por mim mesmo na minha interpretação da vida o teu “eu te amo”, não dito, mas vivido, sentir teu toque não tocado, mas muito mais quente que dez mãos envolvendo meu corpo, vez minhas palavras e conhecimentos se esvair na certeza da dúvida do que falar, sendo calado pela naturalidade das pequenas manifestações do carinho, respeito, amor...
Hoje eu queria muito te ver, mas minha insônia me impede te ver a beleza de meus sonhos."

Pensamentos²

"E na presença do Deus Altíssimo, ao ser questionado sobre o maior pecado que cometi em vida, senti uma faca afiada cortar minha respiração, um frio me congelar o estômago, se já não estivesse morto, partiria agora para o além, que na verdade está bem próximo daqui.
Não o pude contemplar nos olhos, a amplitude de minha visão se limitou aos seus pés, minhas mãos escondí-a-las atrás de meu corpo, tinham marcas de sangue, sangue puro, sangue inocente, eu era marcado pelo homicídio de escolher não amar e muitas vezes não ser amado.
Queria poder expressar à Deus mais que palavras, não eram vazias minhas palavras, eram contempladas de arrependimento, medo, nostalgia, mas que palavras podia eu oferecer à Ele que tem todas de vida eterna, com o poder de até o mundo criar, que palavras eu podia expressar à quem já conheceria todas as que um dia eu poderia pensar.
Fui errante em vida, pecador medíocre, indigno de perdão ou graça, fui egoísta, egocêntrico, fui pequeno ao privar o meu próximo do pouco de bondade e beleza que me mim existia, matei o amor me mim, matei à mim com amor, sujei de sangue minhas mãos, mas desta vez o sangue não purifica, mas condena e aprisiona..."

Despeço-me de ti (Texto de 2008)

E então já com os olhos marejados, na cor de fogo enfurecido, componho numa folha em branco de um caderno antigo de anotações de acontecimentos importantes sobre minha vida, a última poesia pra você. Despeço-me de ti que um dia pensei quem seria no pra sempre a companhia de todos os dias de vida e todo descanso de morte.
Despeço dos cheiros das rosas, das chuvas, dos doces, despeço das poesias, dos boleros, gafieira, despeço dos suspiros, calafrios, das borboletas no estômago, da cascavel nos olhos, despeço do brilho, da cor, do sol, nascendo ou se pondo, despeço das inspirações apaixonadas.
Eu fui matando as lembranças, fui retirando da estante as fotografias de nossos passeios, nossos risos imortalizados neste papel, minhas pseudo-exitações, fui queimando ao trazer luz, em minha mente os filmes ainda nem revelados, mas que não ficarão ou farão história.
E então fui permitindo-te matar cada uma de minhas emoções, sentimentos, gostos por você, matar minha sensibilidade, aos poucos eu sensibilizado, agora nem mais, apenas frígido de constante, sem ressonância de sentimentos.
Estes dias em um súbito expirar de queda, até ensaiei o retorno à você, mas minha intuição não mais me conduzem aos teus caminhos, não sei em que esquina te perdi, não me recordo mais do cheiro de teu perfume, não o meu cão se lembra de teu nome para que te cace ou minhas rodas de bicicleta a trilha pra que pedale minhas pernas ao rumo de tua casa. Queria apenas lembrar de teu rosto e da sonoridade de tua voz, mas a morte se fez por inteira. Quem diria, eu ensaiava nossos diálogos sempre encenado por meus monólogos, vendo o teatro com casa pura, sem luz, sem figurino, cenário, fantasia, e pouca merda. O teatro acabou e a realidade se fez notória.
E então deverei tomar mão dos medos e lançá-los fora na esperança de viver um outro verdadeiro amor, mesmo que esteja contido neste medo o medo de perder você, quem concluo nunca ter tido.
Viverei para a eternidade na presença deste ausente amor.
Nos momentos em que me invadir à memória em partilhadas frações de segundos, sentirei-me como que masturbar-me, e satisfeito, solitário em prazeres que me fogem pelas mãos nas madrugadas e acusam-me dotados de legalidade nas manhãs seguintes, me repudiarei por não resistir não à ti, mas à mim mesmo. Fraco amante, eu sou!
Viverei na vergonha e impotência de ainda amar você, odiando te amar! És a única pessoa pela qual vivo nas intensidades dos ímpetos sentimentos, amo-te tanto quanto me odeio, e se não inspiro amor por mim, me engano ao jurar amar você.
Te jurei amor, com palavras de amizade, te provei amor com palavras de carinho, te repudio amor com atitudes de respostas, vazias e soltas.
Não sei se o que me dominou foi amor, mas foi amor o que queria viver.
É tudo isso que com quase mil gagueira eu queria dizer.

Jesus

Quem me amaria como tu, meu Deus,
ao ponto de entregar o seu único filho à morrer por mim?
Quem me amaria assim como tu, Jesus,
ao ponto de despojar de toda a glória de um Deus e viver e morrer numa cruz por mim?
Quanto amor revelado em dor!
Quanta paixão revelada em compaixão!
Jesus, Tu és o motivo pelo qual suspiro, respiro,
és o próprio ar em mim,
és a própria vida em mim.
Como não te amar, Jesus?
Por você, meu amo, quero viver cada dia,
ao ponto de honrar com meus suspiro tua morte.
Tu és mais que meras palavras, mera filosofia verosemelhante da vida,
és a verdade absoluta da vida, és a salvação!
Eu poderia usar de muitas palavras para exprimir teus predicativos, como Rei, Senhor, Amigo, Sublime, ou em três revelar o que mais sinto por você, mas ainda maior que meus sentimentos está a palavra que te denota e completa a tua realidade adjetiva... declaro simplesmente Jesus!

Pensamento

E suas últimas palavras foram "perdi o dia todo, mas ganhei o mundo!"
Se eu me comparasse com o mundo, com o universo, o que estaria eu disposto a abrir mão para desvendar o teu desconhecido?
Um dos princípios do amor que inspira uma verdadeira, simples e eterna relação é o da renúnicia de seu próprio eu e o considerar o outro superior à si, uma das maiores tristezas (leia-se frustação) é descobrir que nada que possamos fazer poderia ferir o nosso alvo de amor.
Não sei se firo ou curo, mas ainda por você eu perdiria os 365 dias do ano em proporção de cinco horas do teu. Pra que tanto amor para uma única pessoa?
Tem certas história de amor que toda uma vida vida é bem pouco para vivê-la.