Estava limpo o chão da sala
Exorcizada a copa por incensos indianos
Os pisos da casa estavam lustrados a cera
Preparados para coreografia que executaria
Eu
Ao encontro do chão
O teu lado na cama estava frio
O travesseiro que usara infectado por teu perfume
O mesmo cheiro que habitara o meu corpo
Mas em meu corpo já não havia teu suor
Tampouco em minha saliva o teu ácido sabor
Sobre mim se levantada todas as noites
Cinco covardes e solitários soldados
Sobreviventes da guerra que travara a paixão
Esses tais sufocavam o meu pescoço
Bombeavam minha cabeça de toda lembrança que desprezava
Sentia o sangue contaminado por teu veneno me preencher
E esvaziar o meu pequeno corpo
Do que jurei ser amor
E foi só o chão da minha casa
Que estava suja pela manhã
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quarta-feira, 16 de setembro de 2015
segunda-feira, 20 de abril de 2015
I lost my soul (Já nem sei quem sou)
Sometimes when I think of you
I get some parts of me
Why cannot touch your face, my love?
I saw you far from home and I cry
Tell me God why the loves die
I will try to fly away
Go into the Heaven and say
I love you (That I miss you)
I cannot remember what I have inside
I lost my control
I know nothing about myself
I´ve been trying to walk on me
Am I trying to forget you, my love?
You don´t know what I have inside
There are some thoughts walking inside my mind
Am I trying to forget your face, my dear?
I´ve trying to pray and say
I need your presence
I need your embrace
I need the touch and the love
That can cure my fears
I lost my soul
I lost my soul
I lost my soul
Já nem sei quem sou
I get some parts of me
Why cannot touch your face, my love?
I saw you far from home and I cry
Tell me God why the loves die
I will try to fly away
Go into the Heaven and say
I love you (That I miss you)
I cannot remember what I have inside
I lost my control
I know nothing about myself
I´ve been trying to walk on me
Am I trying to forget you, my love?
You don´t know what I have inside
There are some thoughts walking inside my mind
Am I trying to forget your face, my dear?
I´ve trying to pray and say
I need your presence
I need your embrace
I need the touch and the love
That can cure my fears
I lost my soul
I lost my soul
I lost my soul
Já nem sei quem sou
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Love is word
I was talking to the butterfly
that sat down in my bed today
I don´t know if it could
or not
understand one of my flights
anyway
I let my breath tell about my heavens
I set up my rules
hunt for prey
raven
that´s not because you are
but who you have been
you´re here and you´re far
´cause they told about sin
are they be able to drink me?
are they ready to taste my blood?
No
that´s the real answer
they talk about the King
but they do not know Him
they just kill to wash their mind
they just kill to cash their bind
are they be able to sink me?
are they ready to fast?
Me!?
I will be
I will be
I´ll be back
Don´t be sad
Love is word
Words are mad
that sat down in my bed today
I don´t know if it could
or not
understand one of my flights
anyway
I let my breath tell about my heavens
I set up my rules
hunt for prey
raven
that´s not because you are
but who you have been
you´re here and you´re far
´cause they told about sin
are they be able to drink me?
are they ready to taste my blood?
No
that´s the real answer
they talk about the King
but they do not know Him
they just kill to wash their mind
they just kill to cash their bind
are they be able to sink me?
are they ready to fast?
Me!?
I will be
I will be
I´ll be back
Don´t be sad
Love is word
Words are mad
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sábado, 7 de fevereiro de 2015
Ruas
Quando cheguei foi sol
Foi chuva
As tetas das árvores salivavam
As bocas dos paralelepípedos me chamavam
Elas gritariam amanhã meus toques em suas peles
Anunciariam ao clitóris da esquina que seu amo chegou
Chegou aquele que ama a noite
A rua
Os ermos
Chegou aquele que nunca vem
Porque nunca se vai
Se penetra
Adentra
Se com vida é
Foi chuva
As tetas das árvores salivavam
As bocas dos paralelepípedos me chamavam
Elas gritariam amanhã meus toques em suas peles
Anunciariam ao clitóris da esquina que seu amo chegou
Chegou aquele que ama a noite
A rua
Os ermos
Chegou aquele que nunca vem
Porque nunca se vai
Se penetra
Adentra
Se com vida é
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
Verão em invernos
Quando passou a cor do outono
Eu deixei de vestir o coração que me deu
O descansei com respeito no nosso guarda-roupa
Troquei os tons avermelhados das folhas
Pelos acinzentados vestidos da última estação
Não era porque você deixara de ser canção
Simplesmente deixei de dançar aquele tango
Minhas pernas estavam cansadas do mesmo 1,2,3
E meus dedões calejados do conhecido peso de teu pisar
Meu corpo ansiava por coreografia nova
Meus cabelos necessitavam de outros ventos
Outros bagunçar
Entende?
Sim, você sempre entende
E eu só queria ser confundida
Fundida entre ideias incongruentes
Fodida em verões constantes em meu equador
Você nunca encontrou,
Mas em meu equador represava um rio
Que quase secou na ausência de tua penetração
Não se desculpe, ex-amor meu
Não se turbe
E fique com a paz que me ofereceste
Troque teu luto
Pelo branco-pastel que lhe cai bem
Circule tua ciranda
E quando partires desocupe do meu guarda-roupa
A parte que não lhe pedi
Ainda sim,
Obrigada
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
Leva eu
O meu corpo chamou pelo teu
Mas teu toque era frio
Tuas mãos seguiram meu som
Houve asco, calafrios
É estranho encontrar o amor
Tons agora desconhecidos
Fui o teu corpo ardendo em calor
Hoje corpo apodrecido
Leva eu
Entrega eu pro ontem
Lava eu
Enterra eu no ontem
Leva eu
Oh, leva eu
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
Nuas, frias e secas
Me despedi
Despi das eternidades ditas
Pedi reembolso das despesas do mês passado
E sai com o rabo entre as pernas
Feito cão abandonado caminhei pelas ruas
Nuas
Frias
Secas
Encharcadas estavam apenas minhas meninas
Até os olhares que elas gritavam eram rachados
Suas palavras desenhavam os ecos de minha cabeça
Elipses infantil de tumultuadas dores
Secas
Nuas
Frias
Quentes estavam apenas a tatuagem que estampou em meu rosto
Até o riso que ensaiava ironicamente era gelado
Por me amar, se tornou cópia de meu amar
Carimbos de protestantismo afetivo em tintas azul e vermelha
Frias
Secas
Nuas
Cobertas estavam apenas as lágrimas que derramei depois
Depois que me despedi da prisão por amar
Sem reembolsado ser do coração que entreguei
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
Amores sem fundos
Disse "obrigado, abraço" e um riso escrito em "rs"
No interior era tomado pela razão de que isso não se agradecia
Filia-se entre os nós que faleciam
Que não descansa em paz
E se cansa de paixões
Como um câncer
E era de touro com os pés no chão
Quando o amor fali e resta a educação o corpo inflama
Outrora inflamado por desejos
Agora congelado por despeitos
Antes houvesse pavor, dor e descontentamento
Quando os íntimos se distraem o que resta é vazio
E nele se atraca o meu âmago
Amargo ele se refaz em manhas
Todas as manhãs se desfaz das lingeries mal-dormidas
E se alimenta dos mal-comidos banquetes
Pus a banca e não banquei o meu peito
Assinei cheques de amores sem fundo
Fundi-me em banho-maria
Banhado de ira me fudi em copo sem fundo
Creditei o cu como garantia
Acreditei que haveria refluxos
Por Crer, ditei luxos contínuos
E leiloei a mim
Quando o estômago do amor se satisfaz, o que resta é o arroto
E nesse som não reconheci meu nome
Por fim a conta paguei
Sem me dar conta de que já houvera sido contada essa estória
Sem me dar contra a parede
Nem entre as coxas
Ele disse: pare de encontrar
Desencontre e entre
Eu parei
E ele foi
Parando foi
Educadamente
Educa mente a parede
Sem me dar conta de mim
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
Se preciso for não ame
O amor não seria revelado de uma única vez
Mais que um sentimento ele se revela como entidade que nos consome
É carbono em sarça
Ardente
Some teus ais aos deleites dos prazeres
Sem prazos
Sem prestações
Lhe preste ações e este se encarregará de te subtrair traições
Traia o amor
Atraia o seu corpo para tua cama
Acalma a calma que agita o teu peito
E aqueça o seu jeito com tuas conjugações
O amor se conjuga em primeira pessoa
Em pronomes de tratamentos ridículos esse responde aos desesperos
Perturbe o amor
Retribua os seus gestos com maliciosas mãos
Tribute suas juras com migalhas
Odeie-o e ele se tornará verbo em carne
Em cheiro
Em suor
Entre gozos e sedes
O amor vai amar você
Nada nesse mundo
Submerga-se nessa superfície virgem
Nada nesse mundo teria tamanhos ais
Seduza o amor
Se faça intrusa em seus medos
Se entrosa com sua língua
Masturbe o amor
Transe com ele se preciso for,
Mas não ame
.
.
terça-feira, 30 de setembro de 2014
Hoje revi um ex-amor correndo na Lagoa
Talvez eu nunca tivera conhecido a dor da partida se não tivesse hoje te namorado na Lagoa.
Meus olhos te viram com o mesmo sabor dos beijos que nunca demos. Minhas mãos transpiraram os mesmos prazeres que nunca demos. Os Demos retornaram a ser os mesmos demos. As mesmas aflições de nunca ter sido e sempre nunca tido. Sempre no nunca.
Talvez continuaria a contar pra mim as mesmas carochinhas que fantasiavam o teto de meu quarto. Se eu não tivera visto teu corpo penetrar a paisagem de graça e paz da Lagoa eu até não choraria como chove agora.
Um amor mal velado é como vela que apaga e reacende com o vento. E é preciso molhar os dedos que indicam o ponto e pontua o tudo, bem na saliva ácida da boca e tocar as chamas que muitas vezes queimam e deixam marcas. Marque um amor comigo.
Amor mal velado e defunto que cultuamos vivo no arcaico aramaico das preces. Como todos os cemitérios sempre fora do convívio da cidade, mas dela sempre é parte. Parte que fica e parte.
Talvez se eu não tivera te visto hoje correndo na Lagoa eu correria pra te encontrar no anti-horário de teus passos. Um amor que não passou e passou de repente por mim.
sábado, 27 de setembro de 2014
Uns verão de uma andorinha só
Sou criança e choro
de sorrir e gargalhar
a esperança é coro
de quem rir e quer chorar
Sou lembrança e brinco
de pintar o coração
véi que é menino
e se cair
danço no chão
Sou criança e sinto
o que nem sei contar
juro que não minto
é tão simples como o ar
Sou lembrança e digo
uma andorinha faz verão
o céu vai colorindo
atraindo mais irmãos
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sexta-feira, 26 de setembro de 2014
Eu não beijo os beijos que beijo
Eu não
Você talvez
De vez e outra
E outra e tal
Vez de eu
Eu de todos
Dos teus e eus
De muitos e poucos
E poucos não
De todos sim
De sim
De menos
Nos mesmo ais
Em cais
Em esmo
Com sais e cios
Sem cia
Com ia
E foi
E vai
E nunca
Em sempre
Quem pressente
Te sente
Ou não
O beijo
Que nunca beijou
Você talvez
De vez e outra
E outra e tal
Vez de eu
Eu de todos
Dos teus e eus
De muitos e poucos
E poucos não
De todos sim
De sim
De menos
Nos mesmo ais
Em cais
Em esmo
Com sais e cios
Sem cia
Com ia
E foi
E vai
E nunca
Em sempre
Quem pressente
Te sente
Ou não
O beijo
Que nunca beijou
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quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Senti Mentos na boca
Nos vultos de seu olhar
Eu via as lembranças de minha vó esculpida
Entre íris e pupilas salientava pra mim
Que
Todo amor estava fadado a mentir
Por isso me beijou com gosto de Mentos
E eu acreditei
As erupções que salientaram em minha língua
Tatearam o céu
De minha boca
E ela me traiu revelando
O que eu mesma
Velando o corpo do falecido negava
Eu caí em amor
Vi estrelas em outro céu
Essas estrelinhas não me pontuavam o saber
Eu ainda não sabia jogar o amar
E amamos na primeira pessoa do singular
Pluralidades era o que produzia
Minhas canções
Minhas intenções e tensões cor-de-rosa
As deles
Cor-de-burro quando foge
Todos os homens me lembrariam o falecido
Todo amor estava fadado a mentir
E eu estava remodulando contos de fadas
Sem um conto de réis para pagar pelo meu coração
Penhorei minhas palhaçadas
E fiz de palhaça minha feição
Perdi minha própria casa
A casa própria ao acasalar com paixão de inquilino
Meu ventre
Livre
Eu ventríloquo, falaram por mim
Talvez o próprio coração
Em desapropriação de si
Aprendi quebrar o nariz do Pinóquio
Administrei a academia de negar
Inventar
Em ventar os sentimentos
Senti Mentos na boca
Soprei e o vento não
Soprou de volta
Dei a volta
Meia volta
Ventilei antigos medos
E gostos
Desgostos
Esgotos
E no goto prendi e aprendi amar
Eu via as lembranças de minha vó esculpida
Entre íris e pupilas salientava pra mim
Que
Todo amor estava fadado a mentir
Por isso me beijou com gosto de Mentos
E eu acreditei
As erupções que salientaram em minha língua
Tatearam o céu
De minha boca
E ela me traiu revelando
O que eu mesma
Velando o corpo do falecido negava
Eu caí em amor
Vi estrelas em outro céu
Essas estrelinhas não me pontuavam o saber
Eu ainda não sabia jogar o amar
E amamos na primeira pessoa do singular
Pluralidades era o que produzia
Minhas canções
Minhas intenções e tensões cor-de-rosa
As deles
Cor-de-burro quando foge
Todos os homens me lembrariam o falecido
Todo amor estava fadado a mentir
E eu estava remodulando contos de fadas
Sem um conto de réis para pagar pelo meu coração
Penhorei minhas palhaçadas
E fiz de palhaça minha feição
Perdi minha própria casa
A casa própria ao acasalar com paixão de inquilino
Meu ventre
Livre
Eu ventríloquo, falaram por mim
Talvez o próprio coração
Em desapropriação de si
Aprendi quebrar o nariz do Pinóquio
Administrei a academia de negar
Inventar
Em ventar os sentimentos
Senti Mentos na boca
Soprei e o vento não
Soprou de volta
Dei a volta
Meia volta
Ventilei antigos medos
E gostos
Desgostos
Esgotos
E no goto prendi e aprendi amar
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
Quando broke-upamos o amor
Os meus olhos te negarão
O meu nariz vomitará ao teu cheiro
Minha boca secará ao pronunciarem teu nome
A língua se trançará em tons de braile
Não tocarás mais o meu corpo
O copo
A culpa
Ou copular
Acabou
Ao cabo que
Chamarei-te pelo nome de ex
Extinto e acabado
Pois mal-acabadas eram tuas poses
Renunciaremos aos antigos paladares
Desaprenderemos as antigas coreografias
Dançaremos solitariamente por outras chuvas
Terras rachadas
Corroídas
Corro lapidando em mim as marcas de tuas pegadas
Quero possuir as terras em que habitou
Desconstruir os gozos que voluntariei
Estou
Seguindo em gerúndios os pretéritos passados
O passo que em uva-passas se broke-upeou
O meu nariz vomitará ao teu cheiro
Minha boca secará ao pronunciarem teu nome
A língua se trançará em tons de braile
Não tocarás mais o meu corpo
O copo
A culpa
Ou copular
Acabou
Ao cabo que
Chamarei-te pelo nome de ex
Extinto e acabado
Pois mal-acabadas eram tuas poses
Renunciaremos aos antigos paladares
Desaprenderemos as antigas coreografias
Dançaremos solitariamente por outras chuvas
Terras rachadas
Corroídas
Corro lapidando em mim as marcas de tuas pegadas
Quero possuir as terras em que habitou
Desconstruir os gozos que voluntariei
Estou
Seguindo em gerúndios os pretéritos passados
O passo que em uva-passas se broke-upeou
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terça-feira, 23 de setembro de 2014
O tal lençol velho e rasgado
A minha tentativa era de tragar cada fumaça daquele sono.
Eu percorria as silhuetas da saliente cama, mas essa transava indecentemente com o lençol velho e rasgado que há uns onze dias não trocava. Está aí uma palavra que nunca vejo em poemas. Onze. O que tem o onze de errado pra ser desprezado pelas buscas de palavras que fazes pra me enganar com teu amor? Tão pequeno, tão doce, maior que dez... Se tivesse, pelo menos, me proporcionado onze prazeres estaria cansada agora e adormeceria na paz desta sala escura onde repousa o meu corpo sobre a cama fria.
Por que não mentisses pra mim, poeta salivante?
Se perdes nas verdades traiçoeiras e me rouba os sonhos eróticos que latejam minhas pernas e dobraduras. Vocês, senhores poetas se perdem nos sentir e esquecem o amor. Eu, amante, procuro os gostos e desconheço o saciar, alimentar, nutrir, e perco o sono.
Como acordarei amanhã sem as lacunas preenchidas por tuas palavras salpicadas como chuva serôdia de tuas salivas? Quero ser chupada agora por você. Ser sugada como laranja de gomo em gomo por teus lábios rubros que me lembram as almofadas que mamãe distribuía nas poltronas de sua casa. Distribua tua maciez bruta em meus lábios e eles se responsabilizarão de acomodar o teu corpo e pensamentos que não pensará tua cabeça. Lance o teu cérebro em mim. A tua intenção. Tensão. Intento.
Me canse. Me transe. Me farte. Furte o meu calor e frio. Me evapore ou misture o meu labor ao teu. Me faça parte de tua respiração, me tumultue e quando eu encontrar o monstro moribundo que por toda essa madrugada procurei, me cante uma cantiga de ninar, mas me cubra com este mesmo lençol velho e rasgado, cheio de bolinhas e manchas escuras e claras, só pra que a temperatura se concentre nas marcas de minha pele nua. Se sente e centre. E eu amanhã acordarei deliciosamente encharcada.
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Esqueci do que iria escrever
O tempo parou
E nesse meio tempo
Fiquei meio que...
Ah, não sei o que queria dizer
Mas disse
Eu confessei o meu mal
E mal tive tempo pra...
Com fé sei...
Não, não sei
Sem tempo fica difícil ficar
Com tempo fica fácil fixar
E eu fissurei o contra-tempo
Não que fosse contra o tempo
Ou o tempo contra mim
Éramos conta-gotas
E de gota em gota desgastamos o gás
Gostamos dos desgostos
Outros nos tornamos
Sem ter
Sem ter
Sentido
Não operante
Errante no tom da ópera
Sem tempo pro que antes era dom
Erra o som
O bom da coisa
A tal coisa coisada
O mau coise que opera o com do tempo
E nesse meio tempo
Fiquei meio que...
Ah, não sei o que queria dizer
Mas disse
Eu confessei o meu mal
E mal tive tempo pra...
Com fé sei...
Não, não sei
Sem tempo fica difícil ficar
Com tempo fica fácil fixar
E eu fissurei o contra-tempo
Não que fosse contra o tempo
Ou o tempo contra mim
Éramos conta-gotas
E de gota em gota desgastamos o gás
Gostamos dos desgostos
Outros nos tornamos
Sem ter
Sem ter
Sentido
Não operante
Errante no tom da ópera
Sem tempo pro que antes era dom
Erra o som
O bom da coisa
A tal coisa coisada
O mau coise que opera o com do tempo
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quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Gozo, peido e paixão
O que buscava era qualquer dor que lembrasse o rosto que me feriu. Qualquer tom, qualquer quer, qualquer qual.
É que chega um momento na paixão que a única verdade que podemos exibir é a mentira. Tiras de fantasias são amarradas aos laços de fidelidade. O engraçado é pensar que nem fiel à mim fui.
Armadilhas brancas são costuradas às estabilidades transitórias. Juras que cobram juros sem correção, mas erros libertinos. Risos são trocados por gargalhadas. Arrotos e peidos amargos por educação fria e cognitiva. As rugas salientam-se como profundos rios que nunca naveguei, nem ri. Águas que nunca fluíram em meu gozo. Gozado imaginar que hoje estamos secos. Ou encharcados de tantos esforços.
Eu morreria hoje se hoje me amasses. Ouvi dizer que era pra sempre o amor e a morte um até breve. Eu te veria outra vez e outra vez haveria o amar.
Se preciso fosse eu iniciaria uma guerra. Silenciaria as batalhas que travo com meus pulmões. Se preciso fosse eu deixaria de precisar. Apenas seria penas. Ar. vento. Calmaria. Mas não seríamos paixão. Caixão.
Eu revi minha mágoas. Cada puta que amei e não pariu a graça.
Se o nosso olhar se cruzasse at least por uma vez mais, descobririam os intentos que tramamos contra os queres. Querer querer não querer mais.
quinta-feira, 26 de junho de 2014
Toda verdade sobre mim é mentira - PARTE II
Hoje vi uma borboleta. Sei que pode não haver absolutamente nada de interessante em começar falando isso. Borboleta. O que são borboletas? Mas me perguntei: quantas vezes vejo uma borboleta na semana? No ano? Na vida? Vejo lagartas em todas formosuras que conheço.
Poucas coisas têm mudado em minha vida. Meses passados eu mudava de grande amor a cada transa. Trepe, gozei, beijei na boca? Deixei de amar. Agora sinto-me preso ao último adeus que soletrei. E me pergunto se deveria ter me despedido com um "eu te amo". Por que as mulheres querem tanto ouvir isso, caralho? Se ao menos houvesse me pedido antes da transa, seria mais fácil, teria um motivo, razão e circunstância. Mas de graça? Gratuitamente, pra que mentir? Mas quer saber de uma coisa? Saquei algo. Amor castrado não é como coito interrompido, como costumo dizer. Amor castrado é como amor castrado, não vivido, podado. Não há outros parâmetros de comparação. É foda! Quero dizer, não é... O homem quer fuder. As mulheres querem que os homens se fodam. E assim seguimos o instinto de nos satisfazer. Esquecemos que há uma parte que também gozaria tão igualmente daquele momento. Só momentos...
(AARON e CINDY se encontram na bancada de um bar)
CINDY - Você tem fumado mais que o normal.
AARON - E você parece muito bem.
CINDY - Obrigada. Fui ao salão hoje. Percebeu. (Risos)
AARON - Tá sozinha?
CINDY - Ninguém nunca tá sozinha a essa hora no Print's... Estou com a tequila.
AARON - Tequila te...
CINDY - Tequila não "me". Tequila "nos". (Vira a tequila e beija ardentemente AARON)
AARON (Rindo surpreso) - Cindy.
CINDY (Levanta o anelar direito para o garçon, indicando outro shot) - Aaron Ford.
AARON - Eu estava achando que a gente...
CINDY - Achando? (Ri) Eu já encontrei. (Debruça no balcão) Disfarça e olhe pra trás. O moreno alto, forte, cabelos curtos e de camisa azul claro...
AARON - É o Marx.
CINDY - Sabe de uma coisa!? Ele beija bem, muito bem. Pegada, dança, pau, calor... Mas não fuma. E nada melhor que o gosto de tequila e cigarro misturado. (Risos)Tesão! Se importaria de me dar um...? Cigarro.
Sabe quando vem aquela vontade avassaladora de chorar? Dizem que ela nos atinge como um chute bem dado no saco, exatamente no ovo esquerdo - esse dói muito mais, uma dor que persiste, aguda. Eu nunca tive essa vontade. Em toda minha vida, chorei apenas uma vez. Mas não vou falar sobre ela. Eu nunca falo sobre. Nem a menciono. E já mencionei. Sou cercado por muita gente que chora pra se convencer de que sofre. Testificar a dor, carência, perda. Gente que troca atos de piedade e falso amor por mazelas de sofrimento. Valha-me Deus. Apenas observo o jogo que se constrói em volta do querer e o desdenhe. Nega que me quer que te convenço a me querer. Sem paciência pra tamanha brincadeira. Quando eu quero, eu quero mesmo. E quando não me quererem, poucas vezes me faço me quererem. Pra quê? Mas dou corda. Bato palmas pros loucos dançarem. Até que percebam que sou eu o meu querer. Minha masturbação. Meu gozo. Eu ri agora. Ri pra caralho. Porra! Meu antigo terapeuta sempre dizia que eu me desminto a todo momento. Eu continuo dizendo que ele deveria tomar no cu. Terapeuta da porra! Vou levantar agora dessa cama e fumar um baseado. De leve. Verde esperança. Paz! Tranquilidade. Agora estou olhando perdido para o teto. Eu não disse, mas nem sai da cama, o baseado sempre fica nessa caixinha preta com recortes de filmes em PB colados. Coisas que herdei dela. Essa cama... Não havia me dado conta do tanto que era imensa. Sabe quando vem aquela vontade avassaladora de chorar? Então, acho que caiu um cisco no meu olho.
Será que amanhã eu poderia te contar que nunca brochei?
[...CONTINUA...]
quarta-feira, 25 de junho de 2014
Toda minha verdade é mentira - PARTE I
As pessoas
tendem a nos julgar segundo os seus próprios medos e fraquezas. Se não
temêssemos tanto os efeitos das drogas, viveríamos todos mergulhados em gostos
e cheiros de maconhas ou sintéticos. Drogas não tem esse nome porque não
prestam. São drogas porque se fossem doces a julgamento seria em torno de que
engordam. Não vou dizer que não estou fazendo apologias, não me sentiria um
ponto e vírgula culpado se tuas forças te motivassem ao primeiro teco. Na
desculpa, é claro, ter sido sugestionada por mim.
O meu vício foi
e é esse senso de liberdade que corrói minhas veias, engano-me a mim no
propósito de ser dono de meu nariz e razões. Hipócrita, eu sou. Somos todos
escravos de nós mesmos. No anseio de o outro dominar.
(AARON e CINDY
sentados lado a lado no sofá bege. O menor do conjunto de três e dois lugares.
AARON bebe uísque, fuma e balança as pernas. CINDY enrola os cabelos com os
dedos. Ambos olham fixamente pra frente)
AARON - Por que tá chorando?
CINDY - Não sei. Acho que mesmo sabendo que não é você tem uma parte de mim que queria que tivesse sido.
AARON - A gente vai continuar amigo.
CINDY (Roendo a unha do anelar esquerdo) - Não, Aaron. A gente para aqui.
AARON - Por quê?
CINDY - Porque já tem muita parte de mim dentro de você. E eu que dei. Me dei. E já não posso reivindicar.
AARON - Se arrepende...?
CINDY - Eu vivi. E é essa história que vou contar.
AARON - Boa?
CINDY - História.
AARON - Boa?
CINDY - Toda história fica boa um dia. É só esperar.
AARON (Vira todo o uísque) - Eu...
CINDY - Não. (O encara) Você não foi a pessoa que mais amei.
Ando
meio assim. Ando meio anão. Ando pela metade. Desando. Talho. Azedo. Avesso.
Ando meio talvez. Pra não assumir minha culpa fui incorporando esta mentira no
meu diálogo. A mentira de que havia amado. Eu nunca a amei. Desejei. E tive.
Penetrei e exorcizei de meus músculos toda sorte de volúpia e paixão. Tendemos
confundir o que é ótimo no agora com o que poderia ser bom no pra sempre. Eu só
queria o ótimo, perfeito. E acabou. Fui me convencendo de que era verdade o meu
conto, afinal, poderia contá-lo mil vezes ou mais. Sou paciente... Assim como
esse trago de cigarro que agora dou e não libero. Fumo a fumaça. Essa sim me
preenche e dá prazer. Tomo um gole do uísque e umedeço as palavras que nunca a
disse e a fumaça sussurrará feito incenso. Lenta. Bailarina. Ladra.
Prostituta. E amiga. Mas não era essa exaltação que ansiava o meu deus.
Libero-a lentamente. A fumaça. E ela. Torno a tragar. Posso contar essa mentira
que criei pra nós pelo resto de nossas vidas, mas ela nunca deixará de ser
mentira. Contando e recontando, no máximo, ela passar a ser a nossa realidade.
E o REAL nem sempre é o VERDADEIRO. E o verdadeiro é essencial?
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quarta-feira, 11 de junho de 2014
Sobre sintomas de pré-apaixonar
Um nó
fita e embrulha o peito
aperta o estômago
seco
torce a lágrima que cai
para que caia minha cor
e ela não para
macula o meu jeito
torto
magro
eu
só
torço pela perda
do peito
e deito
esqueço e lembro
o rosto queima
o coração cora e congela a saliva
as mãos acompanham o balanço das pernas
danço agora sem música
eu
e os pensamentos
sobre o peso do travesseiro
travesso e leve
sem razão
sem ação
são os nunca é
é o sempre seria
você
fita e embrulha o peito
aperta o estômago
seco
torce a lágrima que cai
para que caia minha cor
e ela não para
macula o meu jeito
torto
magro
eu
só
torço pela perda
do peito
e deito
esqueço e lembro
o rosto queima
o coração cora e congela a saliva
as mãos acompanham o balanço das pernas
danço agora sem música
eu
e os pensamentos
sobre o peso do travesseiro
travesso e leve
sem razão
sem ação
são os nunca é
é o sempre seria
você
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