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terça-feira, 25 de março de 2025

LA PETITE MORT

"Não sou o último romântico, mas faço questão de ser o primeiro a ecoar as rimas dos poetas que conclamam o amor. 
Somos cínicos e melindrosos quando a pauta é a exposição de nós. Caminhamos receosos no ruído inicial de uma entrega e nos reservamos calados em nossos medos.
Nunca houve uma sociedade onde ser forte fosse tão propagado, exigido e cultuado. Efêmeras projeções de perfeição. Proclamamos a independência de nossos sentidos e nada sentimos. Somos sequenciais ressentimentos sem cura."
Essas eram as palavras que ecoavam em sua mente vasta enquanto Lulu Santos cantava "O último romântico", logo após as poesias de Cazuza. E isso não houvera sido combinado. Mas uma vez a vida se divertia rindo das peripécias que pregava para o coroar tolo da corte que o cortava friamente o sorriso da calma.
A casa, como de costume, seguia vazia. No sofá cor-de-alguma-pele repousava o seu corpo cansado de nada fazer e refeito de todas as sensações que inspirara gozar. La petite mort o sepultou sozinho, refém de sua mão.
Seus movimentos eram arcaicos, frígidos, doloridos. Sua voz, desculpa para um abraço. Seu olhar, reclamações de um cuidado que esperava receber na cumplicidade de ser acolhido ou, de fato, amado.
Nas paredes da sala pequena rasuras de promessas não cumpridas confundiam a esperança de que o minuto passado poderia reviver e cada frustração ser projeções únicas de seus medos.
Não se enganem, nessa vida o que te cabe é a responsabilidade de si, mas você nunca será pureza de quem é. O mundo vai mentir pra ti e de ti tirar a castidade do suspirar.
Ele soluçou vivaz. Seguiu-se desmontando num suspiro seco. Em sua face o que ficou foi a poeira da exposição de si. E Lulu nem cantava mais.
Cada um sabe da dor de si. Cada um procura a metade que perdeu ou o quarto que lhe restou feito o inquilino educado, doce e discreto. Ao outro o que cabe é o ferir.
O que é o homem senão o dom de iludir?
Ou o que é a ilusão senão uma puta que em pequenas mortes nos vela a cura?


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

I used to say lies

I used to say:
"You belong my mind
As my body belongs your sight"
I only laughed
You did the same
Always like an angel
But you didn't come from the Heaven
The love never comes
It's like a curse
It's like a song that's always on my mind
It's like a pain I never asked for
I used to say:
"I don't know how I can do without my rainbow 
You're my colors"
I broke my rules
Your grace turned down the lights 
I became black and blue
Come to my soul 
And see where all my demons hide from you
Come to my eyes 
And look at my soul 
It feels dark and low 
I used to say:
I will never lost the control 
And fall 
In love


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Love is word

I was talking to the butterfly
that sat down in my bed today
I don´t know if it could
or not
understand one of my flights
anyway
I let my breath tell about my heavens
I set up my rules
hunt for prey
raven
that´s not because you are
but who you have been
you´re here and you´re far
´cause they told about sin
are they be able to drink me?
are they ready to taste my blood?
No
that´s the real answer
they talk about the King
but they do not know Him
they just kill to wash their mind
they just kill to cash their bind
are they be able to sink me?
are they ready to fast?
Me!?
I will be
I will be
I´ll be back
Don´t be sad
Love is word
Words are mad