O meu corpo chama pelo teu
E eu me queimo
As marcas se latifundiam na alma
E na pele se funde o silêncio ao pavor
Sem medo me povoo
Distribuo os meus calafrios aos risos fúnebres
Eu salivo tua fúria e defraudação
Na língua esculpo minha intenção
Para que se lembre as chamas de meu tecer
Teço minha trama fina
Maculo minha organza
E me deito em camas frias
Acariciado das mãos de teus bacanais
Sou flâmula de voce
Beijos de teus desaforos
Sou desejo atraído por paixão
Sou paixão sem carbono
Sou brisa fria
Mostrando postagens com marcador insanidades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador insanidades. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 2 de junho de 2016
quarta-feira, 20 de abril de 2016
Puro desconhecimento
O amor não é puro
Assim como é santo o ciúme
O amor é desconhecimento sabido
Terra virgem que se prostitui
O amor é equação de terceiro grau
Efetuada por terceiros
Quem irá nos proteger de nós?
Quem irá desatar os nós de nossa garganta?
Quem beijará o sapo que não transamos engolir?
Quem gozará por nós?
Se o amor fosse luz
Onde se esconderiam minhas traições?
Se o amor fosse incondicional
Onde treparia a dor com querer?
O amor é trama ilegal
Subsequenciais medos arraigados com o risco
Tesão que não sambam as pernas
Porra que sempre é louca e quente
Porra que sempre é louca e quente
Amor é o querer você me dominar a não desejar
Ai, amor
segunda-feira, 11 de abril de 2016
O tempo do lar
O tempo parei para ti
Por ele paguei em solidão
Tão sólido olhar sobre mim
Foi tudo em vão
Um vão se instaurou dentro em mim
Ruptura razão e coração
Nem cora o teu rosto sentir
Minha desilusão
Quem muito ama pouco se quer amar
Em outras camas construirei meu lar
Ou então
Tire a teia de aranha
Me olhe, desmonte essa banca
Se entregue por inteira
Não se acanha
Sem manha
Amanhã é tarde demais
Por ele paguei em solidão
Tão sólido olhar sobre mim
Foi tudo em vão
Um vão se instaurou dentro em mim
Ruptura razão e coração
Nem cora o teu rosto sentir
Minha desilusão
Quem muito ama pouco se quer amar
Em outras camas construirei meu lar
Ou então
Tire a teia de aranha
Me olhe, desmonte essa banca
Se entregue por inteira
Não se acanha
Sem manha
Amanhã é tarde demais
domingo, 10 de abril de 2016
Gozo
Deixa a noite dançar de organza
Seduzindo a estrada que nos municipaliza
Deixa as deixas das insinuações nos levar
E dance ao som do vento que acaricia o ar
Deixa as provocações alcançarem suas rixas
Não se lixa pras crases mal colocadas
Se permita a novas contrações
E aglutine corpos físicos
Se seja espasmos
Esteja entregue
Entregue tuas represas ao mar
Gratuitamente
Não temas naufrágio
Pois o amor é fogo
E o amar sequências de oceanos
Por hora rio
Outrora riacho
Diacho, o verbo é água
E o imperativo não represar
Deixe as unhas desse gozo cavar seu leito
E não sucumba as represálias do deserto do mal olhado
Permeie lentamente os poros da pedra
Acaricie em preliminares atentas
E não se atente aos conselhos meus
Sempre quando vem chuva
O céu é novo
Seduzindo a estrada que nos municipaliza
Deixa as deixas das insinuações nos levar
E dance ao som do vento que acaricia o ar
Deixa as provocações alcançarem suas rixas
Não se lixa pras crases mal colocadas
Se permita a novas contrações
E aglutine corpos físicos
Se seja espasmos
Esteja entregue
Entregue tuas represas ao mar
Gratuitamente
Não temas naufrágio
Pois o amor é fogo
E o amar sequências de oceanos
Por hora rio
Outrora riacho
Diacho, o verbo é água
E o imperativo não represar
Deixe as unhas desse gozo cavar seu leito
E não sucumba as represálias do deserto do mal olhado
Permeie lentamente os poros da pedra
Acaricie em preliminares atentas
E não se atente aos conselhos meus
Sempre quando vem chuva
O céu é novo
segunda-feira, 4 de abril de 2016
Toco uma pra ti
Tomo o teu corpo como um piano
Preto e branco
Componho minha música
Entre ais e encaixes
Entre desejos e movimentação
Entre entradas e permanências
Nos teus olhos tatua o gozo sua alucinação
E ela rege nossa manifestação
Com o receio que se perde no lençol
Descobrimos as bases que mascaram nossa imperfeição
E masco tua saliva temperada com Halls preta
E gosto do frescor
Sem frescura tonalizo o humor
Eu rio
E nos inundamos
Nesse oceano que em mim seca me afogo
E o fogo nos brinda em flamejantes lampejos
E silenciosamente a sinfonia dança outra vez
Preto e branco
Componho minha música
Entre ais e encaixes
Entre desejos e movimentação
Entre entradas e permanências
Nos teus olhos tatua o gozo sua alucinação
E ela rege nossa manifestação
Com o receio que se perde no lençol
Descobrimos as bases que mascaram nossa imperfeição
E masco tua saliva temperada com Halls preta
E gosto do frescor
Sem frescura tonalizo o humor
Eu rio
E nos inundamos
Nesse oceano que em mim seca me afogo
E o fogo nos brinda em flamejantes lampejos
E silenciosamente a sinfonia dança outra vez
domingo, 27 de março de 2016
Onde morri
Foi a solidão que me acompanhou noite afora
Enquanto choveu no meu rosto a tristeza do teu desamor
Fez-se posto de abastecimento de dor
Uma sensação de perda se depositou nas palavras que vi
A lua rejeitou o sol que se esfriou
Calado eu canto meu pranto já sem ardor
Foi a tua mão que me coordenou à estrela que eu vi cair
Enquanto eu dançava no teu fulgaz amor
Me encontro aonde morri
Porque me deixou
Logo já não vou chorar
Vou recompor a minha cor
Você vai se assustar
Ao ver o sol brilhar
Em meus olhos
Logo já eu vou vestir de colorido meu rancor
O dia vai surgir
Quem nunca chorou por amor?
Enquanto choveu no meu rosto a tristeza do teu desamor
Fez-se posto de abastecimento de dor
Uma sensação de perda se depositou nas palavras que vi
A lua rejeitou o sol que se esfriou
Calado eu canto meu pranto já sem ardor
Foi a tua mão que me coordenou à estrela que eu vi cair
Enquanto eu dançava no teu fulgaz amor
Me encontro aonde morri
Porque me deixou
Logo já não vou chorar
Vou recompor a minha cor
Você vai se assustar
Ao ver o sol brilhar
Em meus olhos
Logo já eu vou vestir de colorido meu rancor
O dia vai surgir
Quem nunca chorou por amor?
sábado, 26 de março de 2016
Desenhos
Eu poderia estar agora desenhando o teu corpo nu
Mas ainda desenho minhas intenções
Para que você compreenda meus olhos
Imploro tuas mãos
Ainda frias
E exploro no teu beijo teus secretos labirintos
Eu segrego de você a razão da fúria
Mas no incêndio polar você polipolariza as chamas
E outra vez não se chama
Mas ainda desenho minhas intenções
Para que você compreenda meus olhos
Imploro tuas mãos
Ainda frias
E exploro no teu beijo teus secretos labirintos
Eu segrego de você a razão da fúria
Mas no incêndio polar você polipolariza as chamas
E outra vez não se chama
sexta-feira, 11 de março de 2016
Rio
Todo mundo tem uma dor escondida
Uma ferida de estimação
Um canto desafinado
Todo mundo tem um não ter e desejar
Eu tenho um choro represado em torno as pupilas
Uma menstruação tingida nos olhos
Um Alasca nas íris
Eu tenho um choro engasgado
Que inundaria uma cidade
Tendo um ombro amigo
Eu tenho um querer ter
Uma ferida de estimação
Um canto desafinado
Todo mundo tem um não ter e desejar
Eu tenho um choro represado em torno as pupilas
Uma menstruação tingida nos olhos
Um Alasca nas íris
Eu tenho um choro engasgado
Que inundaria uma cidade
Tendo um ombro amigo
Eu tenho um querer ter
quinta-feira, 10 de março de 2016
R.I.P.
As lágrimas que em mim rolam
São de meu corpo que se alivia
Do gozo que sufocamos
As lágrimas que em mim rolam
Hidratam o agreste de meu peito
Onde em devoção sepultei o coração
São de meu corpo que se alivia
Do gozo que sufocamos
As lágrimas que em mim rolam
Hidratam o agreste de meu peito
Onde em devoção sepultei o coração
quarta-feira, 9 de março de 2016
Espaço
Mastigo o meu amor pra você se alimentar
Você não sabe o sabor de viver
Só sabe sonhar
Eu dei o meu melhor pra você
Você desdenhou
Pintei você em papel machê
Mas já desbotou
O pirão tá ralo
E o peixe escaldado
Bota farinha pra não engasgar
Você não sabe o valor da calma
Não me cozinha do ponto vou passar
Na parede está tatuada a raiva
E no colchão estampado o amor
Está caindo teto
Está ruindo a casa
Eu já fui pro espaço
Acabou
Você não sabe o sabor de viver
Só sabe sonhar
Eu dei o meu melhor pra você
Você desdenhou
Pintei você em papel machê
Mas já desbotou
O pirão tá ralo
E o peixe escaldado
Bota farinha pra não engasgar
Você não sabe o valor da calma
Não me cozinha do ponto vou passar
Na parede está tatuada a raiva
E no colchão estampado o amor
Está caindo teto
Está ruindo a casa
Eu já fui pro espaço
Acabou
terça-feira, 8 de março de 2016
E nem paga aluguel
Há um amor que mora em mim
Na espera de visitar o teu peito
E tomar um chá, um suco, cerveja
Quem sabe faxinar aquele quarto de guardados
Trocar a luz da varanda
Ou apenas pendurar umas samambaias
Ou pintar o amarelo das paredes
Há um amor que vivi em mim
No desejo de fugir do fundo do peito
E fazer serenata em tua janela
E desafinado fazer teu rosto sorrir
Ainda intrépido saquear teu jardim
Roubar-lhe o melhor beijo
Mas ele já selecionou as melhores sementes
Pra em ti semear fartura de prazer
Há amor pra viver e doar
E numa casa só
Com você conviver
Na espera de visitar o teu peito
E tomar um chá, um suco, cerveja
Quem sabe faxinar aquele quarto de guardados
Trocar a luz da varanda
Ou apenas pendurar umas samambaias
Ou pintar o amarelo das paredes
Há um amor que vivi em mim
No desejo de fugir do fundo do peito
E fazer serenata em tua janela
E desafinado fazer teu rosto sorrir
Ainda intrépido saquear teu jardim
Roubar-lhe o melhor beijo
Mas ele já selecionou as melhores sementes
Pra em ti semear fartura de prazer
Há amor pra viver e doar
E numa casa só
Com você conviver
Labels:
aluguel,
amor,
insanidades,
Valdemy,
Valdemy Braga
Você vai me destruir
Você vai me destruir
Os teus costumes costuram em minhas costas
A liberdade que anseio contemplar
No pico master de meus seios
Contente
Dedilha o teu egoísmo
Na esperança de que eu atente ao teu desprezo
E num gesto de coragem
Tente me superar da espera de ti
Você quer me destruir
E me instrui ao caminho de tua escuridão
Nele sou iluminada pela obsessão de ti
E me atiro
De ti tiro o meu sustento que não nutre
Que não sacia o cio por teu tempo
Como animal doméstico conjugo o meu suor ao teu
E o jugo me abate friamente
O teu jogo em minha face bate com delicadas luvas
E cada toque violento o meu entregar
Lento me castra as emoções
Sem trégua guerreio comigo
Sem arreio cavalgo em mim
Em mim me destruo
Na devoção de esperar tuas poucas palavras
Me alegrar com bafo do beck e café
E me destruir
Os teus costumes costuram em minhas costas
A liberdade que anseio contemplar
No pico master de meus seios
Contente
Dedilha o teu egoísmo
Na esperança de que eu atente ao teu desprezo
E num gesto de coragem
Tente me superar da espera de ti
Você quer me destruir
E me instrui ao caminho de tua escuridão
Nele sou iluminada pela obsessão de ti
E me atiro
De ti tiro o meu sustento que não nutre
Que não sacia o cio por teu tempo
Como animal doméstico conjugo o meu suor ao teu
E o jugo me abate friamente
O teu jogo em minha face bate com delicadas luvas
E cada toque violento o meu entregar
Lento me castra as emoções
Sem trégua guerreio comigo
Sem arreio cavalgo em mim
Em mim me destruo
Na devoção de esperar tuas poucas palavras
Me alegrar com bafo do beck e café
E me destruir
Labels:
amor,
blog,
insanidades,
Maria Bethânia,
Valdemy
sexta-feira, 4 de março de 2016
Sexo, transa ou amor. Sei lá...
Fale mais baixo
Nossas paredes têm ouvidos
Geme alto
E distraiamos o cupido
Que cante o nosso corpo
A musicalidade que o acalme
Que clame o nosso corpo
Pelo cansaço do tempo
E ele nos deixe em paz
Eu vou te matar, amor
Eu vou te matar, amor
Eu vou te assassinar de amor
Derrame em mim o teu gozo
Tatue no silêncio o nosso prazer
Execute o balé de fogo
Deixe o suor se envolver
Arranhe meu espírito
Desfrute de meu invadir
Nas paredes ecoe teus gritos
O fogo nao irá se extinguir
E rejeitaremos a paz
Eu vou te matar, amor
Eu vou te matar, amor
Eu vou te assassinar de amor
Ah, se vou...
Nossas paredes têm ouvidos
Geme alto
E distraiamos o cupido
Que cante o nosso corpo
A musicalidade que o acalme
Que clame o nosso corpo
Pelo cansaço do tempo
E ele nos deixe em paz
Eu vou te matar, amor
Eu vou te matar, amor
Eu vou te assassinar de amor
Derrame em mim o teu gozo
Tatue no silêncio o nosso prazer
Execute o balé de fogo
Deixe o suor se envolver
Arranhe meu espírito
Desfrute de meu invadir
Nas paredes ecoe teus gritos
O fogo nao irá se extinguir
E rejeitaremos a paz
Eu vou te matar, amor
Eu vou te matar, amor
Eu vou te assassinar de amor
Ah, se vou...
Vidrado
Para justificar teus erros
Eu construí um deus de bronze
Para alimentar teus eus
Eu me despi de mim às onze
Esperei a meia-noite chegar
Esperei os olhares dormirem
Cinderela fugiu do beijar
E você ainda vidrado em si
Para aquecer teu fogo
Eu distrai o medo do diabo
Para temperar teu molho
Eu refiz as citações do ditado
Esperei a meia volta rodar
Esperei as más línguas dormirem
Cinderela se cansou de esperar
E você ainda vidrado em si
Eu construí um deus de bronze
Para alimentar teus eus
Eu me despi de mim às onze
Esperei a meia-noite chegar
Esperei os olhares dormirem
Cinderela fugiu do beijar
E você ainda vidrado em si
Para aquecer teu fogo
Eu distrai o medo do diabo
Para temperar teu molho
Eu refiz as citações do ditado
Esperei a meia volta rodar
Esperei as más línguas dormirem
Cinderela se cansou de esperar
E você ainda vidrado em si
quarta-feira, 2 de março de 2016
Insônia
Em Sônia se revelou a noite
E trouxe junto a dor e caos
Nas tuas luas o som não permite
Fez silêncio o vendaval
Em Sônia desfez-se o infinito
E os sentidos não se salvam
No frio do sol são fritos
No frio do sol que me amava
Quando mais quero o sono não vem
Quando mais espero pra te ver
Os meus olhos não se fecham pro amor
Quando mais quero o sono não vê
Quando mais espero você não vem
Pros meus olhos te abrirem o amor
Em Sônia nasceu a madrugada
E o teu rosto de desfez por lá
Sobre minha cama enrugada
Sob o teto que vi desfigurar
Em Sônia se findou as coisas bonitas
E o meu grito silenciou o chão
Sonhos protegidos por palafitas
Fitas não protegem coração
E trouxe junto a dor e caos
Nas tuas luas o som não permite
Fez silêncio o vendaval
Em Sônia desfez-se o infinito
E os sentidos não se salvam
No frio do sol são fritos
No frio do sol que me amava
Quando mais quero o sono não vem
Quando mais espero pra te ver
Os meus olhos não se fecham pro amor
Quando mais quero o sono não vê
Quando mais espero você não vem
Pros meus olhos te abrirem o amor
Em Sônia nasceu a madrugada
E o teu rosto de desfez por lá
Sobre minha cama enrugada
Sob o teto que vi desfigurar
Em Sônia se findou as coisas bonitas
E o meu grito silenciou o chão
Sonhos protegidos por palafitas
Fitas não protegem coração
Temática incerta
Não disfarce o intento que te perturba
Entube as vozes dos olhares adversos
E adicione o teu fogo ao meu
Case a nossa fome voraz
Com a sede de nossos lábios secos
Confundamos os sentidos dos trens
Fundamos o peso do globo sobre nós
Tenhamos o tempo pra nós
E o desfrutamos com tempo pro café
Nada é em vão
Assim como não é vão entre nossos corpos
Sempre quem pouco ama
Muito medo tem do amar
É o verbo morre sem ação
E eu quero conjugar o tudo
Transo com o inteiro
Sem frações
Sem divisões
Sem matemática certa
Sou da soma de um com um formar um
Com trações
Com visões
Com temática incerta
Sou da soma de eu com você
Entube as vozes dos olhares adversos
E adicione o teu fogo ao meu
Case a nossa fome voraz
Com a sede de nossos lábios secos
Confundamos os sentidos dos trens
Fundamos o peso do globo sobre nós
Tenhamos o tempo pra nós
E o desfrutamos com tempo pro café
Nada é em vão
Assim como não é vão entre nossos corpos
Sempre quem pouco ama
Muito medo tem do amar
É o verbo morre sem ação
E eu quero conjugar o tudo
Transo com o inteiro
Sem frações
Sem divisões
Sem matemática certa
Sou da soma de um com um formar um
Com trações
Com visões
Com temática incerta
Sou da soma de eu com você
Labels:
amor,
biologia,
blog de poesias,
Cidade Poema,
física,
insanidades,
insanidades de valdemy,
matemática,
paixão,
química,
São Fidélis,
sexo,
Valdemy,
Valdemy Braga
terça-feira, 1 de março de 2016
Amor do verbo desapessoar
Pessoas riem
Pessoas choram
Pessoas dizem "não vá embora"
Enquanto no peito grita
Por favor, me deixa em paz
Pessoas calam
Pessoas pecam
Pessoas vivem enquanto morrem
Enquanto no peito grita
Por favor, me toque um pouco mais
Eu prefiro ficar sozinho
À viver essa multidão abandonado
Eu prefiro ficar num cantinho
Construindo meu mundo estrelado
Eu prefiro te olhar nos olhos
À ter tua boca me dizendo amar
Eu prefiro executar meu solo
Mas eu pré-firo o real amar
Pessoas desapessoadas
Pessoas desapossadas
Pessoas desprovida
De um bocadinho de amor
Pessoas choram
Pessoas dizem "não vá embora"
Enquanto no peito grita
Por favor, me deixa em paz
Pessoas calam
Pessoas pecam
Pessoas vivem enquanto morrem
Enquanto no peito grita
Por favor, me toque um pouco mais
Eu prefiro ficar sozinho
À viver essa multidão abandonado
Eu prefiro ficar num cantinho
Construindo meu mundo estrelado
Eu prefiro te olhar nos olhos
À ter tua boca me dizendo amar
Eu prefiro executar meu solo
Mas eu pré-firo o real amar
Pessoas desapessoadas
Pessoas desapossadas
Pessoas desprovida
De um bocadinho de amor
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
Ventos, tempos e marés
Dentre todos as ventanias que violentaram minhas vias
Foi no teu perfume me reconheci o meu ensejo
E ele soprava em mim um aroma de liberdade
E me dei
E me lancei forasteiro sobre o mar traiçoeiro
As nuances dos azuis que tingiam a maré povoaram meus desejos
E cri que amanhã seria brisa e sol
E sol surgiu com manha e tamanha frigidez
Me recolhi ao esperar e silenciar dos ais
Tais que nunca cessaram sua sinfonia de engano
Em teus abraços desconheci o meu corpo
Nos teus braços não depositei meu suor em espasmos
Em tua ausência de beleza produzi meu pão rústico
E me satisfiz do alimento pobre
Na tua brandura encontrei-me com a sabedoria que procurara
E ela executava partituras de rispidez e virilidade
Tão fria como o tom da fumaça de teu cigarro artesanal
O único ser que conhecia a temperatura de teu toque
Ou mesmo a textura de teus lábios que mentiam pra si
Os meus olhos a traduziam como reflexo de luz
Mas luz não havia
Em quem descansa em paz
Na proteção de se perder no alívio que só o amor constrói
Você se destrói em mim arquitetamente
Não por receio de mim
Mas pelo medo se render à única luz
Que no teu peito tocou
Vá com os deuses
De teu culto devocional à si
E me deixes na paz do reencontro de mim
Foi no teu perfume me reconheci o meu ensejo
E ele soprava em mim um aroma de liberdade
E me dei
E me lancei forasteiro sobre o mar traiçoeiro
As nuances dos azuis que tingiam a maré povoaram meus desejos
E cri que amanhã seria brisa e sol
E sol surgiu com manha e tamanha frigidez
Me recolhi ao esperar e silenciar dos ais
Tais que nunca cessaram sua sinfonia de engano
Em teus abraços desconheci o meu corpo
Nos teus braços não depositei meu suor em espasmos
Em tua ausência de beleza produzi meu pão rústico
E me satisfiz do alimento pobre
Na tua brandura encontrei-me com a sabedoria que procurara
E ela executava partituras de rispidez e virilidade
Tão fria como o tom da fumaça de teu cigarro artesanal
O único ser que conhecia a temperatura de teu toque
Ou mesmo a textura de teus lábios que mentiam pra si
Os meus olhos a traduziam como reflexo de luz
Mas luz não havia
Em quem descansa em paz
Na proteção de se perder no alívio que só o amor constrói
Você se destrói em mim arquitetamente
Não por receio de mim
Mas pelo medo se render à única luz
Que no teu peito tocou
Vá com os deuses
De teu culto devocional à si
E me deixes na paz do reencontro de mim
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
Subjuntivo amor
Se quiseres dormir
Posso ser tua cama
Ou lençol que te cobre a pele clara
Posso sustentar teus sonhos
Aqueles que a vida te rouba a melhor parte
Eu posso ser tua parte e partido
Se tiveres fome serei o teu inteiro
Eu teu todo
A melhor parte do dia ou do bolo
Eu posso ser a tua fome
E devorar a tua carne como num ritual profano
Se tiveres frio
Leva-me para ser teu sol
Ou teu suéter, casaco
Traga-me por tua mão
E deslize a rispidez de meus dedos sobre teus calos
Se quiseres me calo
Se preferires posso ser tua voz
E te ministrar orgias entre as pernas
E te conduzi pra mim
Entre os caminhos secretos que tracei
Pra quando quiseres acordar
E perceber que
Se quiseres
Podes me querer
Se quiseres posso ser o tempo
Que não tens pra nós
Eu posso até ser a melhor desculpa ou mentira
E posso ainda esculpi-las em longas pernas
Pra que nunca a alcance a tua razão
Se tiveres cansaço posso ser o teu livro
Cravejado com meu cheiro
Se quiseres posso encontrar paixão
Nas cinzas das horas em que solitário me amou
Posso ser tua cama
Ou lençol que te cobre a pele clara
Posso sustentar teus sonhos
Aqueles que a vida te rouba a melhor parte
Eu posso ser tua parte e partido
Se tiveres fome serei o teu inteiro
Eu teu todo
A melhor parte do dia ou do bolo
Eu posso ser a tua fome
E devorar a tua carne como num ritual profano
Se tiveres frio
Leva-me para ser teu sol
Ou teu suéter, casaco
Traga-me por tua mão
E deslize a rispidez de meus dedos sobre teus calos
Se quiseres me calo
Se preferires posso ser tua voz
E te ministrar orgias entre as pernas
E te conduzi pra mim
Entre os caminhos secretos que tracei
Pra quando quiseres acordar
E perceber que
Se quiseres
Podes me querer
Se quiseres posso ser o tempo
Que não tens pra nós
Eu posso até ser a melhor desculpa ou mentira
E posso ainda esculpi-las em longas pernas
Pra que nunca a alcance a tua razão
Se tiveres cansaço posso ser o teu livro
Cravejado com meu cheiro
Se quiseres posso encontrar paixão
Nas cinzas das horas em que solitário me amou
sábado, 20 de fevereiro de 2016
Põe orégano, amor
Sou um passarinho sambando
Em fio de alta tensão
Um equilibrista emocional
Em teus neurônios
Fui tatuando minha real intenção
Você desprezou o meu amor
Você reclama do sal
Você reclama do ponto do arroz
Amante do colesterol
Come a sobremesa
É o amor pra depois
Azeite extra virgem derramo
No calor de teu coração
Modo saturado, substancial
Na Física fui reformulando
Padrão de ação e reação
Você desdenhou o meu labor
Você reclama do sal
Você reclama do ponto do arroz
Amante do colesterol
Come a sobremesa
É o amor pra depois
Põe orega no amor
Em fio de alta tensão
Um equilibrista emocional
Em teus neurônios
Fui tatuando minha real intenção
Você desprezou o meu amor
Você reclama do sal
Você reclama do ponto do arroz
Amante do colesterol
Come a sobremesa
É o amor pra depois
Azeite extra virgem derramo
No calor de teu coração
Modo saturado, substancial
Na Física fui reformulando
Padrão de ação e reação
Você desdenhou o meu labor
Você reclama do sal
Você reclama do ponto do arroz
Amante do colesterol
Come a sobremesa
É o amor pra depois
Põe orega no amor
Assinar:
Postagens (Atom)