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quinta-feira, 4 de setembro de 2025

ESPERE E VERÁS

eu te esperei 
aguardei
nos recôncavos da monta
de lembranças que guardei
no ruído dos louvores que, mal educadamente,
nos obrigava degustar
ouvia falar de tuas simplicidades e graça 
seu talento como bom contador de histórias 
e construtor de plot twists estratégicos
esperei por tuas surpresas
esperei por teu olhar de complacência indeléveis
esperei pela tão sonhada paz
eu era todo teu, Esperança 
depois de tua morte
e rezo nos grãos de minha mostarda 
pelo teu renovar 

que vida poderia suspirar 
sem a brisa leve 
de como um novo raio do velho sol 
acariciar meus rosto na manhãs

quarta-feira, 9 de julho de 2025

FREI VITÓRIO X SACRAMENTO

o que me alimenta é a saudade
do corcel branco que te conduzia,
pra me salvar da monotonia.
como quem rasga o tecido da tarde

na rua frei vitório, o vento sussurra
teus risos presos no calçamento,
e cada pedra da calçada murmura
o segredo antigo do nosso momento

ah, se a frei vitório nos denunciasse
ou se a sacramento quebrasse o pacto
de nos manter nas entrelinhas,
feito oração contida num ato

mas seguimos, sombra e desejo,
por essas esquinas de fidelidade,
onde o amor é silêncio e lampejo,
e o tempo se curva à nossa saudade

segunda-feira, 14 de abril de 2025

RECOMEÇAR

faça pão 
toma um vinho
faça dramas
abra caminhos

ensaia um não 
se dê um sim
costure as tramas
há começos no fim

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Meu mal bem

Meu bem
É o ciúme o meu mal
Ele se acostumou aos meus encostos
Costurou-se firme em minhas costelas
Em fio de nylon
Em nó cego
E me permitiu ver a circunferência do umbigo
Ali na doçura das confusões de minha interpretação
Me afoguei

Meu bem
Você pega o meu medo
E abraça até que ele se sinta
Como parte de nós
Assim como o prazer
Parte que à parte dos parte em dois
E sinaliza nosso mal querer
Querer latifundiar o que é por natureza inóspito 
O coração


sexta-feira, 11 de março de 2016

Rio

Todo mundo tem uma dor escondida
Uma ferida de estimação 
Um canto desafinado 
Todo mundo tem um não ter e desejar
Eu tenho um choro represado em torno as pupilas
Uma menstruação tingida nos olhos
Um Alasca nas íris 
Eu tenho um choro engasgado 
Que inundaria uma cidade 
Tendo um ombro amigo
Eu tenho um querer ter

quinta-feira, 10 de março de 2016

R.I.P.

As lágrimas que em mim rolam
São de meu corpo que se alivia
Do gozo que sufocamos 
As lágrimas que em mim rolam
Hidratam o agreste de meu peito
Onde em devoção sepultei o coração 

quarta-feira, 2 de março de 2016

Insônia

Em Sônia se revelou a noite
E trouxe junto a dor e caos
Nas tuas luas o som não permite
Fez silêncio o vendaval

Em Sônia desfez-se o infinito
E os sentidos não se salvam
No frio do sol são fritos
No frio do sol que me amava

Quando mais quero o sono não vem
Quando mais espero pra te ver
Os meus olhos não se fecham pro amor

Quando mais quero o sono não vê
Quando mais espero você não vem
Pros meus olhos te abrirem o amor

Em Sônia nasceu a madrugada
E o teu rosto de desfez por lá
Sobre minha cama enrugada 
Sob o teto que vi desfigurar

Em Sônia se findou as coisas bonitas
E o meu grito silenciou o chão
Sonhos protegidos por palafitas 
Fitas não protegem coração

Temática incerta

Não disfarce o intento que te perturba
Entube as vozes dos olhares adversos
E adicione o teu fogo ao meu
Case a nossa fome voraz 
Com a sede de nossos lábios secos
Confundamos os sentidos dos trens 
Fundamos o peso do globo sobre nós
Tenhamos o tempo pra nós
E o desfrutamos com tempo pro café
Nada é em vão
Assim como não é vão entre nossos corpos
Sempre quem pouco ama
Muito medo tem do amar
É o verbo morre sem ação
E eu quero conjugar o tudo
Transo com o inteiro
Sem frações 
Sem divisões
Sem matemática certa
Sou da soma de um com um formar um
Com trações 
Com visões
Com temática incerta
Sou da soma de eu com você 

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Sempre sem

Eu estou
Sempre estou sentindo saudades
Eu não sou
Nego, mas eu sou viciado em ti

Eu estou
Sempre estou vivendo em ciúmes 
Do vento que te abraçou
Do sol que te tocou

Volta pra mim
Venha por mim
Nem que seja um segundo

Volta pra mim
Fica em mim
Venha mudar meu mundo

Nem que seja por uma vez só 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Fique aqui

Senta aqui
Me conte um segredo do teu coração
Vem. Fica aqui
Revele teu medo
Eu te dou minha mão

Se achegue mais
Te empresto o meu corpo pro teu coração 
Vem. Fique em paz
Te beijo no rosto 
Te aqueço a emoção 

O mundo da volta
Você vai voltar
Mais vem sem escolta
Deixa o amor brincar

O mundo não para
Por que se esconder?
Desmaqueie essa cara
Eu quero ver você 

O que sente você?
O que sente você?
O que sente você...
Por ti...
Por mim...
Por ti...
Por mim?

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Fu

Eu quero é fu
Com democracia
Sem mocracia 
Põe o r
E erre de rua
Erre de rota
De rosto
De regras
E seja risco de gozo
Repetições de gozos
De risos
Outros gozos
De resto
Gozado
Imaginar
Que pode ser simples assim
Quando se quer
Fu
De verdade

Meu teu não mais teu meu

Nada parecia lhe cair bem
Minhas mãos não eram mais cobertores
Que lhe desnudavam o sexo
Meus beijos não eram bicas
Que lhe hidratavam o gozo
Minhas palavras não lhe eram novidade
Nem o meu cheiro desejo
Tampouco o meu gozar sua conquista ou mérito
Outrora fora parceria e encontro
Nada lhe parecia bem
Nem mesmo o levantar de meu mal

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Teu nu riso

Fio e cru foi o meu olhar
Nu foi o teu riso
De tão forma transparente revelou os meus nós
Sem muito fazer desatou o nó de minha armadura
Tal que repicou no chão
Estrondo tamanho que despertou antigos ais
Trouxe luz as intimidades que eu escondia
Trouxe calor a minha rigidez 
Trouxe a minha face o que eu mesmo desconhecia
Um sorriso refletindo o teu


terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Paixões não habitam meu aquário

A tua sequidão produziu
Um mar em meus olhos
E peixes não habitam nesse aquário
Era recente
Mas já se ressente o sabor do cheiro
Acesso o quarto que deixei aceso
Nao havia um quarto de real lá
Quem disse que ficaria no passado
O que não passado foi?
Revisito, revisto o visto que te dei
Você já se mudou de lá
Mesmo querendo não te direi adeus
À deus vou reclamar minhas chaves
E clamar pelo nome teu
A tua sequidão reproduziu
Um mar em meus olhos
E paixões não habitam nesse aquário
Infeliz

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Se você flor

Ele chegou
Sorrateiro chegou
Insaciado estou
Te quero

Me dar teu amor
Me faça um favor
Diz sim pro amor
Sem medo

Ele surgiu
De fininho fluiu
O meu peito abriu
Sem medo

O riso coloriu
Em paixão caiu
A fuga traiu
Te quero

É que ando pensando em teus beijos
Nego
Eu disfarço o canto
Mas me entrego
É que tenho vontade do teu corpo
Juro que digo a verdade
Eu me rendo

Se você flor
Eu beijo

domingo, 17 de janeiro de 2016

Fuga

Os teus olhos se desviam de mim
Se desvencilham dos anseios teus
Os meus mastigam tua boca
Desvendam as fendas de teus lábios
Os meus olhos chamam a hidratação de tua frieza
E você se inunda
Os teus poros se dilatam e expelem teus espasmos
Vejo tua respiração trêmula
Vejo o teu membro firme e grande
Vejo a timidez colorindo de verdade tua face
Eu vejo você que não foge de mim
E a gente ri
A gente se desarma e atira gargalhadas pro medo
Quando a gente se encontra no olhar
Tudo é belo
Tudo é feito criança
E não existe pecado
Não há espaço pro certo nem errado
Quando a gente se encontra no olhar
Até de deus não me lembro
A gente é o próprio deus 
Só porque a gente só fala de amor
Mas a gente não fala
A gente é silêncio impetuoso
Totalmente preenchido de olhar
E quando duas almas se olham
E reconhecem o amor
Ah, quando duas almas se fundem num olhar
Não há fuga para condenar

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Boca

Let me see your boca
Deixa-me encontrar em seus contornos
The words that it already said sobre me
Deixe-me ser ministrado by the echo of its eterninty
Let me and do not leave
Be leve
And leve me 
Leve no taste of your palavras
Leve me hidratado pelo suco de tua saliva
Umidifique the words I do not digo
Inunda meu corpo com os teus olhares que fogem de mim
Que escapem os fears
Que rolem as tears
Que eu kiss você
Yeah, I always quis

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Quando meu morrer

Quando eu morrer
Não quero choramelas nem velas
Proibirei o velório
Não quero palco nem plateia
Quando eu morrer 
Quero dialogar com a morte
Esquecer da vida
E me lembrar da feição dos dias em que não vivi

Quando eu morrer
Não mais quererei estar vivo
Não mais fugirei dos castigos
Talvez até mude meu nome em cartório
E assim confundirei os anúncios mesquinhos
Quando eu morrer
Serei eu, feliz e sozinho

Quando eu morrer
Serei sombra sob a pena
E para que não tenham pena
Não divulguem minha angústia
Não reclame a ignorância
Quando eu morrer 
Que se desfaça nossa lealdade
Para que disfarça o desamor

Quando eu morrer
Proibirei as desculpas
Macularei tuas rugas
Queimarei no fogo da aurora
Quando eu morrer
Traga minha mãe
Pra que me vista
E um beijo na teste me aposente
Quando eu morrer
Deixa que eu vá
E não condenem minha morte

Quando eu morrer
Esqueça tuas crenças
E o teu julgamento me verá no paraíso
Quando eu morrer
Me deixem descansar em paz
Talvez quando me cansar da paz
Eu até retorne
Vai saber?
Quem sabe torne a ser o mesmo homem
E tenha saudades do que sofri

Quando eu morrer
Não me diga o que nunca disse
Não me ame
Não insiste
Não divulgue minha carta
Minhas palavras foram pra despedir de ti 

Quando eu morrer
Por favor,
Deixe-me no direito de viver

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Esqueci do que iria escrever

O tempo parou
E nesse meio tempo
Fiquei meio que...
Ah, não sei o que queria dizer
Mas disse
Eu confessei o meu mal
E mal tive tempo pra...
Com fé sei...
Não, não sei
Sem tempo fica difícil ficar
Com tempo fica fácil fixar
E eu fissurei o contra-tempo
Não que fosse contra o tempo
Ou o tempo contra mim
Éramos conta-gotas
E de gota em gota desgastamos o gás
Gostamos dos desgostos
Outros nos tornamos
Sem ter 
Sem ter 
Sentido
Não operante
Errante no tom da ópera
Sem tempo pro que antes era dom
Erra o som
O bom da coisa
A tal coisa coisada
O mau coise que opera o com do tempo

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Minhas 28 primaveras

Não poderia ser menos INsano o convite para o meu aniversário.
Meu Deus, eu realmente fiquei louco. Alguém, por favor, me denuncia na cúpula da sociedade Protetora dos INsanos do Brasil, pois se piorar... 
Bem, este ano como de costume comemorarei meu aniversário em dois simples encontros, porém aquecido pelo colo e amor de meus amigos. Um no Rio de Janeiro e um outro na minha amada Cidade Poema. Mas este ano ela, Marilac resolveu fazer algo de diferente e me surpreender. (Risos). 

E ainda teve boatos que eu, Valdemy Braga, o seu INsano-mor, estava numa pior!



Se isto é estar numa pior... Feliz aniversário! O que é estar bem, né?

* Convide estendido a todos, sem restrição, mediante a confirmação pelo Blog. 
* Cada um é responsável por sua consumação

Obrigado. E se joguem!!!