depois de tantas braçadas
de beber tantas águas
distante, em alto mar
depois do que nunca foi ontem
e me rouba o presente
sob o ardor de mil sóis
depois, dê, pois
depois, depôs
meu grito tem urgência
minha dor clama o chão
por que tal penitência?
sou também criação
meu grito tem nascença
minha dor tem mãe, não?
porque tal resistência
é meu bem, Salvação