Meu bem
É o ciúme o meu mal
Ele se acostumou aos meus encostos
Costurou-se firme em minhas costelas
Em fio de nylon
Em nó cego
E me permitiu ver a circunferência do umbigo
Ali na doçura das confusões de minha interpretação
Me afoguei
Meu bem
Você pega o meu medo
E abraça até que ele se sinta
Como parte de nós
Assim como o prazer
Parte que à parte dos parte em dois
E sinaliza nosso mal querer
Querer latifundiar o que é por natureza inóspito
O coração
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quinta-feira, 14 de abril de 2016
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
Flor de mim
Deixe a chuva cair
Sobre o meu mau humor
Eu quero ver brotar
Uma flor de mim
Sobre o meu mau humor
Eu quero ver brotar
Uma flor de mim
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Valdemy Braga
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
Mas turbo amor
Eu que de tanto gargalhar
Engasguei
Penetrados foram meus pulmões pelo gás da dor
Aguei a boca de tanto amargor
Bebi dos sucos de tuas vísceras
Bebi sem ter com quem brindar
Sete longos anos sem trepar me esperam
Mas a insônia é como uma amante
Que mesmo encharcada de gozo e prazer
Ainda escala montanhas à procura de novos mananciais
E eu sequei em mim
Fundi em banho-maria o pau de minha cara
Endureci o coração com lascas de mármore
Dispensei a febre e pus o ar ártico no lugar
Masturbo-me em meu ego por esquecer
Que à dois ou três seria melhor
Em silêncio afiado,
Feito o punhal que me contempla
Interrompido pela execução do perdão
O constante mantra que minha mente entoa
Para acalmar os resquícios do meu coração
Das lembranças amargas que saboreei
Calado
Porém sorrindo
E só
Engasguei
Penetrados foram meus pulmões pelo gás da dor
Aguei a boca de tanto amargor
Bebi dos sucos de tuas vísceras
Bebi sem ter com quem brindar
Sete longos anos sem trepar me esperam
Mas a insônia é como uma amante
Que mesmo encharcada de gozo e prazer
Ainda escala montanhas à procura de novos mananciais
E eu sequei em mim
Fundi em banho-maria o pau de minha cara
Endureci o coração com lascas de mármore
Dispensei a febre e pus o ar ártico no lugar
Masturbo-me em meu ego por esquecer
Que à dois ou três seria melhor
Em silêncio afiado,
Feito o punhal que me contempla
Interrompido pela execução do perdão
O constante mantra que minha mente entoa
Para acalmar os resquícios do meu coração
Das lembranças amargas que saboreei
Calado
Porém sorrindo
E só
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
Adeus
Sutilmente cercado por minhas íntimas cobras
Utilizado como consolo de meus prazeres
Ignorado pelas sinapses desta mente traiçoeira
Cai inóspito e oco nas sangrias de meu choro
Ignotas foram as juras das companhias amigas
Desleais os anseios que coreografei
Impactado por relâmpagos de realidade me calei
Observando a morte chegar chorei
Utilizado como consolo de meus prazeres
Ignorado pelas sinapses desta mente traiçoeira
Cai inóspito e oco nas sangrias de meu choro
Ignotas foram as juras das companhias amigas
Desleais os anseios que coreografei
Impactado por relâmpagos de realidade me calei
Observando a morte chegar chorei
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