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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Bata a porta ao sair

Queria sorrir
Do fundo do meu coração raso, queria
Todavia só tinha forças para o desvencilhar 
Eram poucas as energias que me mantinham vivo
Me autofagia nos cemitérios de minhas recordações 
Ah, se eu pudesse te dizer de minha dores
Talvez pudéssemos replantar aquelas flores verdes
Não
Novas flores
Sim
Ainda há samba em mim
Bossa nova em desarmonia com jazz
Mas esse esqueleto em ruínas não dança mais
Dancei

Ali jaz minha voz 
Que repetidas vezes te amou
Repetidas vezes repeti em amor
Repetidas vezes vi as flores murcharem
Tão quanto murcharam minhas pálpebras 
Fluiu tanto sal que os olhos secaram
E o coração, por loucura, não conseguiu mais parar
A alma se abrigou nas pautas de tuas cartas
E nao descarta me deixar de vez
De vez em quando a gente morre
De vez em outra sorri

Quando sair bata a porta, por favor

segunda-feira, 11 de maio de 2015

colo e rir você

Os dias têm andado cinza 
Isso nos dias que o dia anda
Ele não anda
Os dias se congelam turvos
Tons pastéis se misturam às cinzas
Meu estômago queimou em chamas
Se desfez nas lembranças
E elas não chamam por ti
Venha e desinventa a minha tristeza
Ou a distrai no sabor da saudade
Mesmo que não tenha tinta pra colorir o dia
Dê colo pr'eu rir do mesmo dia
E não solta de minha mão 
Só ria

domingo, 17 de março de 2013

Meio feliz. Meio triste. Total me

Entre. Apague a luz e deite-se ao meu lado. Silêncio.
Entre o apagar dos lados silencio meu levantar. Luz.
Escuridão que grita minhas dores.
Todas lateralidades da pele desperta em teu toque.
Me toquei de que nunca fui acariciado. 
Descobri que também houvera nascido pro lado a lado.
E ando sozinho. Bêbado de mim. Sóbrio de minha emoção.
O vazio preenche meus labirintos.
Tristezas preenchem minha solidão.
Preenchimentos tristes solidificam o meu nome.
Mas todos me chamam de alegria.
Ou se alegram das chamas que me de todo contrariedade.
Não sou feliz.Ou sou?
Sou o ou. Sempre a outra alternativa.
Psiu. Não fales. Silêncio.
No fundo eu entendo. E no intento me afundo.
Boa noite. Durma bem.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Uma tristeza oval

Quando eu fico triste
Não rolam lágrimas de meus olhos
A alegria egoísta insiste
Em roubar da tristeza a alegria
O meu corpo reclama os dias de alvoroço
Quando eu fico triste são os meus risos que gargalham
Quando fico triste eu engano o meu mundo
Sou eu aquele que tem o dom de disfarçar a tristeza sorrindo
Que se calem os que dizem que relinchando os males espantam
Sou como cavalo cego e desfalecido que carrega sobre o lombo o peso de muitas novelas
 Quando fico triste eu canto para a distração te trair
E como sirenes  este canto me atrai pra profundos mares
Tão doces quanto o sabor deste rio que manancia em meus olhos
Quando fico triste apenas os meus olhos falam de mim
E da alegria escondo o soluçar
E ela responde:
Oh Val quadrilatere teus pesares 
E deste esforço construa teu descansar
Dispenso
Tristeza, por favor, não vá embora
Embora não te queira aqui
Ou quero?
Respiro
E logo expirro a alergia destes guardados prazeres
Tomo fôlego sem ar e prossigo
Respiro fundo
Permito o ar adentrar frio e cortante em minhas narinas
E aliviado libero palavrões pela boca
Nos dias que fico triste eu sorrio como eu
Simples e sem maquiagem
Reto
Direto
Sem oval 
Val, polipolar