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terça-feira, 16 de setembro de 2025

ABBA PAI

 "Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês', diz o Senhor, 'planos de fazê-los prosperar e não de causar dano, planos de dar a vocês esperança e um futuro."

Jeremias 29:11

Viver é uma arte que exige entrega. Não é para os fracos, porque nem todos os dias conseguimos estar inteiros, de pé, crentes. Há momentos em que o coração se sente cansado, quando as forças parecem esvair-se como água em areia seca. Ainda assim, é nessa mesma fraqueza que somos convidados a mergulhar no abraço de Cristo e encontrar a alegria que renova, mesmo em meio à dor.

Penso que viver é como estar diante do vento do Espírito que sopra testificando vida. Precisamos nos deixar conduzir, como árvores que recebem o sopro do avivamento, como ramos que, mesmo secos, sabem que ao cheiro das águas florescerão outra vez. A alegria do Senhor é a nossa força. É Nele que descobrimos que não caminhamos sozinhos.

Assim como um pai terreno cuida de seus filhos e nada lhes deixa faltar, o Pai Celestial ministra sobre nós cura, refrigério e paz. Ele entra nos lugares mais íntimos da nossa fragilidade, se o convidamos. Deus é sinônimo de respeito e educação! O cuidado de Deus nos envolve até mesmo quando não vemos sinais, pois o nosso olhar é limitado, cercado por montanhas de adversidade. É então que Sua graça desce suave, trazendo paz que excede todo entendimento. Pensa, o pardal encontrou uma casa, a andorinha o seu ninho, e nós encontramos abrigo sob as asas do Altíssimo.

Quando os dias parecem longos e o silêncio de Deus pesa sobre a alma, é preciso lembrar: Ele conhece o futuro e nos convida a escrever cada capítulo. Seu tempo é perfeito e, ainda que a espera doa, ela gera em nós raízes profundas. 

Esperar em Deus é mais do que paciência. É confiança de que Ele trabalha mesmo quando não conseguimos enxergar. Ele nunca nos abandona. Ainda que a tempestade avance, Sua voz é ouvida entre os trovões. Ainda que o mar não se acalme, Ele nos fará andar sobre as águas. Ainda que o medo nos cerque, Seu amor lança fora todo medo. Ainda que faltem palavras na oração, Ele é Palavra viva, que habita em nós e nos dá vida eterna.

Por isso, não desista. Não se renda à noite escura. A esperança em Cristo é farol que jamais se apaga. Se o deserto se estender diante de você, creia que Deus já preparou oásis. Se a dor te fizer pensar que caminha só, lembre-se: já estás no colo do Pai, sendo conduzido ao lugar de paz. Por isso apenas duas pegadas nas areias que percorrestes.

Os planos de Deus são de vida, de esperança, de futuro. São sonhos maiores do que os nossos. O convite é simples e eterno: confiar, crer e permanecer em Cristo. Nele encontramos descanso, Nele encontramos força, Nele encontramos a certeza de que nada poderá nos separar do Seu amor. Ele não abre mão de nós e Seus em misericórdia se renova em cada manhã uma nova porção. É porque todo dia precisamos de um olhar novo. E quem tem olhado para ti?

Hoje, escolha descansar no Senhor. Espere Nele, confie Nele. A vida, em toda sua complexidade, encontra sentido quando repousa nas mãos do Criador. O amanhã já está guardado em Cristo, e o hoje é tempo de fé.

Que você encontre hoje o oasis que só você e o Pai sabem que precisa. E ali haja refrigério, alegria, renovo, paz e que você se permita ser criança no colo do Pai. ABBA PAI!


segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Pois é...

Mais uma vez, falho na tentativa de me deitar cedo. A claridade invasiva da tela do meu celular todo quebrado recorta o teto em linhas irregulares, lembrando-me das quedas que ele sofreu sob a minha teimosia taurina por não usar película ou capa. Às vezes me pergunto se não há, em algum lugar inconsciente, um prazer secreto nessa corda bamba que escolho caminhar. Talvez a rachadura no vidro seja um mapa.

Tenho pensado muito, nos últimos dias, sobre os pilares da vida, ao menos os que ainda sustentam a minha. É repetida a constatação de que a humanidade está emocionalmente enfraquecida, débil, doente, e mesmo assim assume pseudônimos de heroísmo que nem a si mesma convencem. E quem vence nesse teatro de máscaras? Não sei. Pergunto-me qual remédio você tomou hoje para fugir de si. Eu tomei o que resta da paciência e mais um comprimido que deveria embalar o sono, mas que apenas me deixou acordado, quatro horas depois, com as sinapses articulando manobras radicais.

Observo os bares cheios pela janela alheia das redes sociais. Há uma efervescência de alegria, celebração, algo que parece não honesto em sua essência. Meu Deus, quem sou eu para julgar o júbilo alheio? Ainda assim, vejo em tudo isso uma antropologia de vontades: olhamos o outro como se estudássemos uma espécie em extinção ou em expansão. Por que não antropofagia, me pergunto, já que nos devoramos todos os dias numa carnificina social, virtual, sexual, econômica? Comer o outro tornou-se ritual sutil.

Queria ter um amigo para sentar no chão da sala, abrir uma garrafa de vinho e me perder entre a cozinha e a sala, preparando algo para servir ou mesmo petiscar um pacote de Doritos sem a obrigação de justificar qualquer tristeza. Talvez, se eu tivesse percorrido os 48 quilômetros de asfalto negro, teria chegado a algum tipo de festa de viver. Ontem alguém me disse que estava feliz. Eu sorri por dentro e reconheci a velha sensação de fraude. Ainda não dei certo. Ainda não alcancei o mínimo para sorrir com a alma. Não me interprete como ingrato. Só procuro uma cifra íntima de completude que não cabe nos bolsos.

O ventilador gira com a mesma insistência de sempre, hélices que abafam os passos de quem transita as escadas logo atrás do quarto onde agora repouso. É curioso perceber que o ruído tem corpo e não tem pele. Ele sopra contra a parede, porque frio já basta o meu coração. E a parede, que sussurra? Talvez conte as histórias que tive vergonha de nomear. Talvez guarde provas de todos os boicotes e sabotagens que me afetam, sentenciando um protocolo lento de autodestruição. Sou uma bomba relógio armada por ressentimento e, ainda assim, não explodo. Apenas fico ali, tic tac, observando.

Sinto a presença doce de um querer que amarga minha boca virgem de certezas. Sinto e ressinto, como se o mesmo sentimento tivesse pernas e voltasse para me perseguir. O recinto se enche de uma escuridão que nem a dama da noite parece capaz de dissipar, mesmo com o incenso pegando fogo e se consumindo em espirais. Sou incêndio e nada queimo, como se cargas de sensibilidade estivessem defasadas no meu circuito.

Lembro de abril da infância, quando a vida tinha alturas e quedas que não matavam. Brincava na roda gigante e prometia não temer a altura, nem a proximidade com o chão. Hoje eu contemplaria a vista e guardaria nas retinas todas as pessoas que cruzassem meu olhar. Isso é vida, pensei sempre. Hoje, ser capaz de me movimentar, remar um pouco, já é vitória. Uma amiga me disse para não remar para longe dela. Havia poesia honesta naquele pedido e aceitei o desafio. Fomos ao Paraíba do Sul, banhamos-nos como crianças, e o rosto molhado serviu para esconder as lágrimas que ousassem assinar a sorte. Foi perfeito enquanto durou.

Ainda assim, há dias que se reclamam de mim com vozes antigas. Às vezes acordo com a sensação de que alguém pisou no limiar do meu quarto, ouço um som mais forte na escada e o corpo responde com vigilância. Talvez seja apenas o prédio assentando-se. Talvez seja a vizinhança respirando. Ou talvez haja, em algum lugar entre a parede e a noite, um aviso escondido como um papel dobrado. Fico ali, parado, e imagino todas as histórias possíveis. O suspense não mora no que acontece, mas no que poderia acontecer a seguir. Essa é a crueldade da solidão: ela fabrica possibilidades e as deixa penduradas, como lâmpadas que titubeiam.

Não quero parecer denunciador nem profeta do fim. Só relato, honestamente, o hábito de me sentir descompassado. E repito a pergunta que me salva e me condena. Qual remédio você tomou hoje para fugir de si? Talvez a resposta seja abrir a porta e descobrir que do outro lado há, como sempre, só mais solidão. Ou talvez haja uma mão que não me julga e me oferece um copo de vinho, um pacote de Doritos e a coragem de rir até dar dor. Por enquanto fico com a ampulheta e o ventilador, com a tela rachada que insiste em luzir, e com a sensação de que, a qualquer momento, algo pode bater na porta e transformar a noite em história.

O rosto molhado esconde as lágrimas que ousarem nos assinar a sorte. Simplesmente porque há dias e pessoas que merecem o gargalhar, daqueles que saem do âmago, vem escalando passagem entre vias e vielas das sentimentalidades, desatando os nós na garganta, o rancor no paladar e ministrando paz ao objetivo de nossa devoção. Se onde estiver tesouro estará também meu coração que seja o acreditar minha pedra de rubi. E eu acreditei em você! Pois é...

sábado, 13 de setembro de 2025

AQUI

só Tu tens o poder pra curar a minha vida
estou cansado, ferido e mal creio no que prometeu
nesse mundo perdido, carente, coleciono feridas
a beleza da vida se ofusca no que escolheu
eu mesmo

já nem sei como orar, ou chegar em Tua presença 
a vergonha me acusa e condena do que eu vivi
mas há partes em mim que reside a Tua essência 
estou aqui, Pai, perdoa-me

sopra sobre o vale de ossos secos
ensina-me sonhar os sonhos Teus
leva-me aos Teus braços e me perco 
Teus sonhos são maiores que os meus

tão pequeno e pobre, eu me rendo 
entrego o meu Isaque que me deu
quebrantado em choro, mas eu venho
creio na Palavra do Deus meu

Filho Meu, descanse em Mim
Filho Meu, sempre estive aqui 


quinta-feira, 4 de setembro de 2025

ESPERE E VERÁS

eu te esperei 
aguardei
nos recôncavos da monta
de lembranças que guardei
no ruído dos louvores que, mal educadamente,
nos obrigava degustar
ouvia falar de tuas simplicidades e graça 
seu talento como bom contador de histórias 
e construtor de plot twists estratégicos
esperei por tuas surpresas
esperei por teu olhar de complacência indeléveis
esperei pela tão sonhada paz
eu era todo teu, Esperança 
depois de tua morte
e rezo nos grãos de minha mostarda 
pelo teu renovar 

que vida poderia suspirar 
sem a brisa leve 
de como um novo raio do velho sol 
acariciar meus rosto na manhãs

quinta-feira, 10 de julho de 2025

PROMESSAS

porque fé não é só milagre visível —
é permanecer de pé
quando tudo em volta diz que não vai dar

é estar 
cansado, mas ainda crendo,
ferido, mas ainda firme…

caminhar por dentro
ver com os olhos fechados
florescer no escuro
porque ouviu Deus prometer
e isso… foi suficiente 

só isso —
uma promessa
dita no silêncio,
cravada na alma,
forte o bastante pra sustentar
os dias que doem mais que mostram

fé não é fuga da dor,
é aliança com o propósito
é dizer “amém”
mesmo com as mãos vazias
e os olhos molhados

Mas ainda assim —
com o coração rendido

quarta-feira, 9 de julho de 2025

UM GRÃO DE MOSTARDA

Estamos todos cansados
Uns, já tão frustrados de tanto recomeçar
Outros, se vendo a força se maquiar

Estamos todos com medo
Uns, reféns dos segredos que trazem solidão
Quantas vidas eu vejo sem a vida, em vão

Estamos todos cansados
No meio de uma oração sem crer. É desistir?
O fardo que levo é pesado, e resisto ao sorrir

Mas vim só pra dizer
Que toda noite é parte do dia
Que todo mal que te parte
Até faz ferida
Cura só vem onde a dor chegou
onde o peito se quebrantou
E onde a fé
A mais pequena 
Desperta a florir

FÉ PRA RECOMEÇAR

tão fraco, vazio
descrente, impotente
me sinto sozinho
refém de minha mente

És Tu que preciso 
de Tua proteção 
da paz, Teu abrigo
me leva pra perto do Teu coração 

Jesus, eu rendo
não posso mais
só Tua graça traz-me a paz 
eu te oferto minha vida faz
o que queres, Senhor

Jesus, entrego em Tuas mãos
meu quebrantado coração 
o meu tudo no nada está 
nas notas deste clamor
na graça do Teu favor
na espera de Ti, Senhor

pois quando eu sou fraco, eu forte sou
quando nada tenho, chega o Senhor
quando era o fim
a fé recomeçou 

terça-feira, 24 de junho de 2025

LINHAS

Deus não escreve por linhas tortas,
pois tua sensibilidade inspira perfeição
mesmo quando tropeço e fecho portas,
Teu amor me abre outra direção

Deus de imensidão,
mas em meu peito faz morada
Senhor da criação,
que dos meus tropeços dá risada

Deus não escreve por linhas tortas,
mas entende os desvios do coração
mesmo onde deixei trancadas as portas,
Ele entra com chave de compaixão

Deus que sussurra nos ventos
e acalma as tempestades,
me guarda nos desalentos
e me livra de toda maldade

Deus de beleza que se curva às minhas falhas,
onde habita realeza e faz da dor lição,
me chama por nome entre as batalhas
e me coroa em meio à contradição

Deus não escreve por linhas tortas,
mas sabe ler minhas tentativas tortas,
traduz silêncio, cruza as minhas portas
e dança comigo em minhas derrotas

Deus de maravilhas,
que me conduz a ilhas — internas, solitárias
que ama, partilha,
e não desiste das minhas partidas diárias

Deus não escreve por linhas tortas,
mas faz poesia do que rejeitei
E quando penso ter perdido as rotas,
descubro que foi ali que mais me encontrei

sexta-feira, 1 de março de 2013

E quando se acaba a fé?

Já não tinha as lágrimas pra despencar das janelas da vida. Coitado, nem palavras tinha. Tinha, era tudo o que possuía. Tinha, do verbo ter e não ter mais.
A tua mente era povoada por toda sorte de ensinamentos que a eficácia deveria produzir fé e esperança. Mas nota de falecimento: A esperança morreu. E em seu peito sepultou as montanhas que outrora se transportavam com as sementes de mostarda.
Será possível que você não percebe que nesta vida tudo muda? Será que ainda não conseguiu a capacidade de distinguir sonho da realidade? E o que é o real, realeza? Caia nela.
Como se pode envolver com algo tão antagônico a você? E não me venha com esta de que opostos se atraem. Pois os oposto se atraem, mas não se misturam. Assim é dentro de seu peito, sonhos que não se fundem à realidade de suas possibilidades. Na realidade, se confundem.
Você percebeu que tuas unhas dos pés voltaram a crescer? Estão tão grandes como estavam na semana passada quando cortei. Corte o mal pela raiz ou se arranhará o peito. Abandoe estes teus pés que não te caminham conquistas. 

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Quem tem fé remove maquiagem da face

Nesta noite eu conversei com Deus e confesso, ouvir a tua maciez em voz por alguns instantes acalmou o meu turbulento coração. Eu quase sorri pra Deus.
Nesta noite quase fui eu quem dei colo à Deus, que se emocionara ao ver minha face olhar em seus olhos. Ele chorou. Na terra isto se revelou em chuva. Enchente. Vendaval. Ele sempre exagerado e desajeitado em dizer "eu te amo". E este "eu te amo" não tinha os comuns sons de "bom dia". Mas o meu coração estava ocupado demais com o movimento de seus batimentos para dar ouvidos ao coração de Deus.
Fotos, fatos, feixes de luz entre escuridão submergia a minha mente nas lembranças das escolhas e construções que se desmoronavam em si. Eu culpava Deus. Ele tem o dom e é dono da vida, a mesma que sentia fugir de meus dedos como areias, e eu não sabia contá-las os grãos. Analfabeto! Na vida a gente também destrói para construir. Naturalidades! Era necessário retornar, recomeçar os primeiros vigésimos quartos passos para se rir outra vez. Mas as musculaturas de meu rosto estavam cerradas para o bom viver.
Nesta noite eu desconfiava do amor e fingia não crer ser ele possível à mim. Seria mais fácil? Nesta noite eu me deparava com o sepulcro caiado que me tornei e via o perfume das próprias mortes que em viviam me contornar a aura. Era preciso deixar o cadáver e sepultar não somente na mente e coração as mentiras que me projetei defraudador. E então corri pra janela dos fundos do apartamento que dá para o Corcovado e ordenei que o mesmo se movesse, mas a montanha não respondeu a pergunta que não fiz. O Cristo não se aproximou para que eu me entregasse em teus braços. 
Esta noite demorou amanhecer. E quando se fez manhã o sol tardou a chegar. Dia nublado e frio, mas não retornou a chover.

quarta-feira, 21 de março de 2012

PALAVRA INSANO: Negócio Mundial da Fé

Hoje Os INsanidades conta a participação de um grande amigo, não menos INsano que eu... Vai Vinição Costa, se joga!



Hoje me deparei com cenas que me causaram espanto. Ao ligar a TV, vejo uma reportagem sobre um Pastor Evangélico, fundador de uma denominação neopentencostal, onde este era acusado de enriquecimento ilícito a custas de seus fiéis. Fiquei pasmo! Fala sério, amigo! E você ainda fica?
Segundo a Justiça, apesar dos altos valores arrecadados pelo “apóstolo”, a sua congregação tem dezenas de templos ameaçados de fechar por ordens de despejo.
Espera aí, apóstolo??? Não me lembro de estar no séc I, nem de ser contemporâneo de Pedro, Tiago, Paulo, Judas Tadeu.... que eu saiba esses eram apóstolos. E nem me lembro de algum dia ter lido passagens bíblicas onde estes, cobrassem bênçãos ou graças, dadas gratuitamente pelo Senhor Deus. É que ele esqueceu que era pra ser de graça! E então se permitiu tirar uma graça dos fiéis. Oh, God! Mas prossiga... Bem, também não me lembro de estar no séc. XVI onde alguns homens de má fé (sacerdortes ou não) usavam o nome da Igreja a fim de adquirir dinheiro a partir do temor que as pessoas tinham à Deus. Estaria eu, ficando louco??? Oi? Louco? INsano? Sim, somos. E isto é bíblico. Deus usa coisas loucas para confundir os sábios. Estaria eu como o personagem de Owen Wilson no filme “Meia Noite em Paris” (2011), pegando uma carona num carro antigo ou uma carruagem e voltando ao passado? Não! Definitivamente não! Estou eu, no mês 3, ano de 2012, séc. XXI.
O erro que tanto pregaram e ainda pregam contra a Igreja Cristã Medieval, erro que justificou e culminou na evasão de centenas de milhares de fiéis, sendo repetido por pessoas que seguem tal idéias de seus reformadores. Seria isso aceitável? Acho que não.. pelo menos não é nada coerente. Mas tendo em vista que um erro não justifica outro, a mentalidade das pessoas na Idade Média era outra. Podemos até dizer, que era do tempo do atrasado, afinal, não havia tecnologia, as informações não andavam velozmente pelos cabos de fibras óticas. Entao, será que esse ser, que se auto-intitulou de apóstolo, que dizia operar milagres em nome Daquele que é imaculado, achou que por isso ele estaria livre de suspeitas?
E ainda por cima ir para a televisão dizer que as autoridades estão loucas, que fizeram tudo errado, que não sabem investigar e não tem nada a descobrir sobre ele. É um pouco demais!!! O pior de tudo que ainda buscará na bíblia, textos que justifiquem seus atos e que tudo não passa de PERSEGUIÇÃO. Que está escrito! Que nos últimos dias seria assim! ESTÄ ESCRITO IRMÃOS. Agora preciso de “tantos” mil para pagar meu advogado e minha fiança, para poder voltar a “pregar” a vocês. E os irmãos contribuirão mais um pouco, sabe por que? Por que quem busca a salvação não é culpado. Estes estão abertos a graças, a bênçãos e nada tem haver com a corrupção daqueles que um dia disseram ser seus líderes espirituais. Mas francamente, né? A Bíblia está ai ao acesso de todos. Por que não leem? Ela diz que o povo de Deus tem sido destruído por falta de conhecimento e i povo se nega a conhecer. Isto também é pecado. Creio que Deus nos chamou para a responsabilidade. Ou comodismo surdo e cego? Será que Deus não fala mais no século XXI?
Ah! E claro, haverão aqueles que dirão: Quem são vocês para julgarem? Tire a trave do teu olho antes de acusar teu irmão. HIPÓCRITAS!
Aí volto a mais uma indagação:
- A cegueira está mesmo em que vê o óbvio?
-Ah lembrei, estes estão certos. Ele será liberado porque DEUS está com ele.
-Opa! Deus está com ele, ou a justiça é cega?
Definitivamente, séc. XVI não combina com séc. XXI. Não há mais espaço para venda de indulgências ou terrenos celestes. Costumo dizer que Lutero, sim, Martinho Lutero, se pudesse ver o futuro e soubesse a confusão que ia dar, teria pensando mais ao lançar suas idéias. A idéia aqui, não é que ele não devia ter dito e pensado da forma que pensou, ele tinha razão na época, mas de como tudo aquilo se transformou: Uma verdadeira Babel, onde todos protestam, mas ninguém fala a mesma língua. Cada um prega Deus conforme quer que Deus seja. Aqui, nesta realidade, o Homem cria Deus a sua imagem e semelhança, e prega a palavra para o seu desfrute e prazer (carros, viagens, mansões, fazendas, plásticas, etc)
Enfim, que Deus ajude a justiça terrena a punir este enganador e que Sua justiça não demore. Pq assim como ele há muitos líderes, seja de qual for a religião, inclusive a minha, precisando de punição.

“Aqui expresso minha opiniao como um cidadão, tanto que não escondo os erros cometidos pela Igreja que eu sigo. Nao adianta tapar o sol com a peneira, afinal quem sou eu. Quem não se lembra da maior demonstração de expiação pública da história do catolicismo no ano 2000: O Papa (João Paulo II) redigiu um documento de noventa páginas pedindo perdão por uma série de pecados cometidos pela Igreja em seus 2000 anos de existência. Se o Papa admite, quem sou eu para esconde-los.”

E eu,meu caro, estou achando é pouco!


Vinicius Costa, Católico e professor de Biologia da rede Estadual de Educação.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Oração por Heitor Silva


Deus, é só olhar através de minha janela, que vejo nestes raios de sol que nos aquece em São Fidélis a soberania de teu poder e graça. Pai, você nos fez em cuidado e inteligência, de fato, nos sonda e conhece cada centímetro, milímetro e curva das células que nos cobre, como pele, que assinam tua sensibilidade artística.
Tua palavra, Senhor, fala de vida, fala de renovo, de ar, de sopro e por ela que anseio neste momento. Eu anseio ouvir você nos falar ao pé do ouvido e colocar aquele ingênuo e amigo menino de pé. Deus, foi você que desenhou o Heitor. Foi o Senhor que construiu o seu coração, não somente de músculos, mas de gentileza, doçura e amor!
Deus, a gente espera ouvir mais uma e muitas vezes o som de seu violão que acalmava os nossos corações, cantar sua alegria em melodias de romances e paixão. Queremos ouvir tua voz, como criança, agradecer à você e festejar sua cura. Deus, o Senhor, pode isto e tudo muito mais. O Senhor tem o dom da vida. Tuas palavras tem dom de vida eterna e paz. Canta pro Heitor desta vez, meu Paizinho! Canta uma melodia angelical com sua doce voz que me lembra o som de muitas águas, isto, você tem um oceano em tuas palavras, eu, apenas tenho o salgado rio de sinceras lágrimas em meu olhar, mas tenho fé, tenho graça, tenho você como Deus!
Hoje o meu coração se une a muitos outros corações, e estes se casam para bombear fé ao coração delicado do menino Heitor. Hoje nos unimos em família, em corpo, numa só voz. Fala através de nós, em nome de Jesus, o teu Filho.
Obrigado, Deus, pelo o que creio que fará por esta família, que hoje só por você pode esperar. Amém!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Coisas que nunca encontrei respostas

A minha longa vida sempre foi marcada por questionamentos e dúvidas em relação aos mais variados assuntos. Já cheguei à graça do entendimento de saber que somos como seres humanos, pessoas sugestionadas à mutação, mudança de mente e hábitos, mas ainda sim, me encontro por horas no lugar de Zequinha, aquela criança-adolescente do seriado brasileiro, Castelo Rá-tim-bum, que entre muitos por quês desenhava as assimetrias que produziam lacunas em sua cognição, mas por que? Por que? E sempre um adulto sábio e experiente retrucava impaciente -Por que sim.- Mas por que sim, não é resposta.
Estou rindo sozinho aqui, só pensando no mundo de perguntas que já fiz ao meu pai, rs! A mais comum, aquela que todas as crianças fazem foi: Mas como eu fui feito? Como eu nasci? A resposta veio com toda maior tranquilidade e sutileza: Ah, para te fazer papai teve que se deitar com a tua mãe... Resultado, nunca mais permitir uma pessoa se deitar ao meu lado. Não sou normal, eu cresci também pensando que beijo na boca engravidava, sim, é estúpido, eu sei, mas naquela época eu não sabia, embora discrepantemente nunca tenha acreditado no Papai Noel.
Tantas coisas que nos ensinam e nos modelam de acordo à valores e pretensões que somente à estes mesmos paradigmas competem interesse. Mas então vem a vida e suas experiências e nos permite um pingo em alguns "i's" desenhar e um leve sentimento de liberdade nos ocorrer, mas o conhecimento nos aprisiona em nós mesmos, nos antissociabiliza e nem sempre podemos voltar à trás.
Religião? Eis um assunto do qual nunca encontrarei respostas. Francamente me remete o entendimento de ser a maior estupidez criada pela espécie humana. O que nos religa a religião? Ela só nos segrega e afasta. E eu não falo apenas em relação ao próximo, mas tomo como partida de meu próprio eu. Como posso amar ao meu próximo como à mim mesmo se o meu eu deve ser morto a cada dia como princípio de efetivamente seguir um credo? Credo em cruz! Estaria ai uma boa justificativa para uma chacina, eu mato você assim como eu mato à mim mesmo. Não acompanho!
Há uns anos atrás um adolescente me procurou pra conversar. Tinha completado suas quinze primaveras e sentia desesperadamente os seus hormônios pulsarem salientes em seu sangue. Um abraço era suficiente para sentir um Everest rugir em meio seus sustentáculos de locomoção, ou em metáfora mais adequada, sentia um Mauna Loa cuspir feroz e descontrolado suas lavas por entre sua cueca apertada.
E era exatamente sobre os vulcões que ele queria conversar. Como controlá-los? Em que pensar? O coitado havia sido orientado por uma pessoal liderança religiosa à correr, isto correr, running, jogging, cada vez que sentisse o tremor de suas placas tectônicas se chocarem, mas chocado fiquei eu ao saber que em pleno século XXI provocar e descobrir minhas erupções solitárias era pecado. -Deus criou o sexo para o homem e para a mulher e não para o prazer solitário.- Meu Deus, mas se eu não conhecer o meu prazer, como permitirei o meu próximo se encontrar comigo em momentos de prazer e volúpias? Não deveria ser aplicado ai o ao próximo como a si mesmo? Está na hora de deixarmos de abraçar o cadáver de uma cultura de fé e cultivá-la numa nova perspectiva.A de diálogo.
Este menino cresceu e hoje aos seus dezessete anos e em vida vulcânica ativa se condena amargurado por macular suas mãos perante deus. Na verdade ele ainda não desbravou suas matas virgens, mas por diversas vezes matou sua vontade de ver o corpo de sua namoradinha despido das convenções culturais e sociais e em toques delicados e curiosos, como de um historiador foi descobrindo nele o seu sexo in maturação. Nunca entendi o por que posso tocar a face de alguém, posso ver seus olhos, mas o nu ser proibido como pecado, sujeira e despudor. Me sinto um lixo, às vezes.
Este rapaz me disse em nossa última conversa que está apaixonado, como se isto mudasse todo o curso de sua história. Estupidez! O que seria a paixão senão um derramar de dejetos em substâncias orgânicas-hormonais em nosso sangue? Assim como a adrenalina, endorfina ou ocitocina. Orgânicamente falando uma hora o nosso cérebro deixa de nosso sangue poluir, por isso deixamos de apaixonado estar assim como uma roupa mudamos? Não. A paixão não se explica em palavras, mas se vive. Se joga, amigo! Seriam estas palavras que eu ouviria sem um pingo esforço de pensar. Cliché por demais. O que ele na verdade quer é descobrir o seu vulcão e isto não é mau, é de humano pra humano, de animal pra animal. É de vida, porra!
Mas eu disse: O que você quer é comer esta garota. Mas então fiquei a imaginar: Por que é o homem que come a mulher,na prática sexual se visivelmente é a vagina que engole, come o pênis e ainda é submersa por líquidos, fluídos, salivas?
Quase que eu não escrevi isto. Ou escrevi de uma forma mais rebuscada, polida, poética, mas pensei, por que não posso falar abertamente sobre sexo se somos todos com excessão de Adão e Eva provenientes de uma ato sexual? É, o meu, o teu, o nosso pai e mamãe transaram para que pudéssemos ser concebidos. Até teus pais fizeram sexo um dia na vida.
O sexo deve ter uma importância imensa pra deus e eu fico a me imaginar: Será que deus já transou um dia na vida? Sim, eu sei que os deuses mitológicos adoravam, melhor gostavam, por que adorar só a deus. Enfim, os deuses mitológicos curtiam uma boa transa. Zeus que o diga! Este como curtiu... um deus Facebook com uma lista de muitas amigas e amigos, diga-se de passagem! Mas e o deus Judaico-Cristão? Nunca li em seu livro um comentário que ele tenha dado uma fugidinha, rapidinha, ou pego em uma das esquinas das nuvens ou nas cozinhas de seu tabernáculo. Mas eu vou perguntar isto a ele quando eu chegar no céu, por que pelo menos para o meu julgamento final eu passarei por lá. Mas se for pra ficar só cantando eu vou preferir descer ao Hades, mais quentinho, sempre tem festa, bons vinhos e muitas mulheres e homens disponíveis. Eu não nasci pra viver só cantando pra toda eternidade, né?
Será que estou sendo muito pós-moderno ou pós-contemporâneo?
Temos o livre arbítrio, mas se não fizermos em exatidão o que de nós deus espera, sofreremos amargamente a consequência do castigo dos céus. Onde entra liberdade nisto? Desenha, por favor.
Gente, uma vida saudável e ponderada é estressante por demais. Por isto amo as mulheres, nunca estão satisfeitas com nada, sempre tem uma gordurinha, pneuzinho, estrias, celulites, sempre em volta a acessórios plásticos que as travestem em perfeições. São os travestis as mulheres perfeitas, sinceramente. Quem nunca viu um traveco na rua e comentou: Perfeita, até parece mulher!
Um amigo recém casado estava estes dias comentando de seus desencontros com sua mulher. Sempre a elogia, mas nunca estão perfeitas e quando ele diz ensandecidamente que tem algum erro em sua produção ela se transforma num grande monstro e ele jura que a teme. Estas eram suas palavras: Eu nunca entendo minha mulher. Quando é sim é não e quando é não é talvez!
Eu sentenciei que no dia em que ele a compreender poderá se definir publicamente gay, é, apenas um gay pode entender uma mulher, o gay ele transita entre os dois universos, ele é homem e é mulher, está no meio do caminho e não no meio do muro. Uma questão de sensibilidade e perspicácia natural de gênero e sexo.
Eu também já me perguntei o por que me permito ser bombardeado por tantas perguntas, mas isto eu também não sei e nem encontrei respostas. Alguém se habilita avaliar?