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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

O carnaval não amou

O carnaval acabou 
Me fantasiei pra você 
Beijei o teus lábios 
Eu desvendei teu céu 
Num carrossel dancei
Em tom lua de mel

O carnaval já passou
Nele fui teu rei
Sambei em teus passos
Te roubei um anel
Num carretel fiquei
Ao som d'um frio bordel

Agora o que faço sem o teu amor?
Sem peito de aço 
Só ressaca sobrou
Em quarta de cinzas 
Meu coração ardeu
Vem, minha bailarina
O carnaval não morreu
Em quarta de cinzas
Meu sambar definhou
Sem você na avenida
O carnaval não amou

Tchum tchaca tum du rum dum
Tum tum tum 
Tchum tchaca tum du rum ah



sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Vida que segue

A vida segue
Entre trancos e barrancos segue
Sem perder as estribeiras segue
É jovem e consegue ser feliz 

Que seja leve como a dor

Ou mesmo breve como o vinho
Não a releve com ardor
Tampouco embale-a em carinho

A vida segue

Entre prantos e encantos segue
Sem pender-se em pirambeiras segue
É jovem e consegue ser feliz

Que seja pura como o ódio 

Ou mesmo dura como o riso
Não há brandura no sódio 
Tampouco ternura no siso 

A vida segue

Entre ranço e espantos segue
Sem prender-se pelas beiras segue
É jovem e consegue ser feliz

Vida que segue...



quarta-feira, 25 de novembro de 2015

In tensões

Se a força eu tivesse
E o meu cristo morresse
Não seri eu o contador de minha história 
Eu seria o som que se movimenta de sua boca
Que se costura em suas cordas vocais
E enforca minha reputação
Se a força eu tivesse 
E o meu bicho morresse
Não seria eu o perdão que te libera
O egoísmo que te acalenta e sorri generoso
Eu seria a agulha que estupra a tua fronte
O ar que foge de teus pulmões 
E sequela o teu tino
Se a forca eu tivesse 
E o meu cristo vivesse
Eu seria suicídio.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Ainda há amores que morrem em si

Teu ofegar mudou
Não escreve mais pra mim um texto
Monossilaborizou
Soletra sons de um pequeno brinquedo
Suas rugas não sorriem mais
Tua caixa torácica não dilata o esqueleto,
Invertebrado amor
As folhas de nossas árvores acenam para mim
Ensaiam intimidade com o particular conhecido
E eu me desconheço em quarto fechado e coração aberto
Ferido
Atravessado quebranto
As pilhas de teus livros inclinam pra direita
Não caem
Nem pilham as lembranças de nossas sentimentalidades
Que fogem do mundo que capturei em fotografias
Envelhecidas e amareladas na estante
Um instante apenas para me despedir
E despir minha alma da esperança de colorir as lacunas dos cômodos de casa
Casa que casou com a solidão e me dispensou
A tua manteiga com sal embolorou
Segundo a canção que fazia seus passos pelo assoalho
Acorde o teu pão que descansa em coma
E coma de mim um alimento que nos retorne vida em cor
À cor de acordo de acordar pro amor

quarta-feira, 21 de março de 2012

Sanidades de Valdemy dos Santos Braga, meu Pai

Por mais que clamasse o meu raciocínio para não expor em minhas INsanidades o calor de sentimento que povoa o meu peito neste dia vinte e um de março, eu não poderia sucumbir e fraquejar em minha transparência e honestidade. Sim, hoje o meu peito dói e esta dor é bem diferente de todas as outras que eu já senti. Esta é a única dor em toda minha vida que em mim produz força e alegria. Eu sei que este meu discurso parece por demais paradoxal, mas esta dor me lembra a falta de meu amado pai e profunda raiz que em meu peito o seu amor sustenta sua pessoa in memorian.


Mas então, paro e penso: se sobrevivo com constante dor e companhia da ausência de meu Neguinho de Gás, o que mais não suportaria na vida? Tudo! Até a morte!
Ele é a única pessoa que os anos não me permitiriam esquecer, o levo literalmente em meu nome em poesia, me chamo Valdemy, aquele que por seus amigos a vida daria. E o mais cômico foi que assim que ele se foi. Roubado a força e vitalidade por aqueles que ele muito amou. Meu pai não foi mártir, tampouco santo, foi homem e construiu sua trajetória calçado no amor!
Ele é o único homem que eu tatuaria na pele. Eu assinaria a sua rubrica em meu pulso esquerdo, e aqueceria o seu nome no calor de meu sangue que pulsa ao caminho do coração. Eu declararia o meu amor em arte, de corpo, alma e espírito!
Me recordo sorrindo a última vez que o vi. Deitado naquele leito frio do hospital, parecia criança que esperava ansioso pela chegada do pai, mas cheguei como filho e o prometi amor eterno. Prometi a minha vida. Eu morreria ali por ele. Mas ele preferiu viver em mim e repercutiu a sua escandalosa gargalhada nos risos tímidos que eu almejava traçar e colorir as minhas feições comas lembranças de seus gostos, carinhos e atitudes. Ele passou a viver em mim de forma natural e permitida. Vivo não como se fosse o meu pai, mas como se o meu pai não morresse em mim.
Morte, que palavra fria e inóspita para falar de um homem de tanto vigor e jovialidade! O que é a morte se não a vida em mim? Meu Deus, o que digo! Deus? Desculpe-me o riso irônico, mas foi a tua paternidade que esperei cego e sedento naquele mesmo dia vinte e um. Não sei se você não veio, ou me recuso a acreditar que não. Apenas sei que me levou o que mais me fazia ver você em sutilezas de verdades! Perdoe-me a arrogância de ser menino, mas que o meu pai me segure ou olhe com aquele olhar repressor quando estivermos cara a cara. Não sei se teria estômago o suficiente para travar o refluxo de desorientações que ainda povoam em mim, mas de qualquer forma, assim como o meu pai me ensinou, a ti mesmo rebelde darei toda glória. Ele te amou muito, Deus. Foi por isto que o levou pra si? Tudo bem, não precisa falar nada. O silêncio fala muitas coisas e eu terei toda uma eternidade para te ouvir.
É pai, não sei se ainda reconhece minha voz. Ela mudou, né? Os anos já tem passado pra mim e eu estou com barba, rugas, barriguinha e precisando de óculos, mas aproveite o silêncio que provocou Deus por sua falta de palavras e ouça o meu coração pulsar, ele chama o teu nome: Valdemy. E é ele que me permite em ti viver! Te amo!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Teu coração como prato principal

Depois de generosas doses de caipirinha ela começou a desafogar suas mágoas e revelar sua dor.
Era uma mulher jovem, aparentemente uns trinta anos, desculpe-me a indelicadeza de revelá-la a idade, mas penso ser importante saber quantas primaveras antecederam aquele inverno frio que a perturbava mesmo num verão escaldante num país tropical.
A tudo eu avistava da mesa ao lado. Parecia inquieta, sufocada por seus próprios cachos que cobriam-lhe o rosto meigo, branco, salpicado com algumas sardas, sensuais sardas de sol. À princípio pensei que se tratava de uma espera, um compromisso que por alguns constrangedor motivo se encontrava atrasado, muito atrasado, mas seu corpo comunicava ao longo do tempo que sofria por na verdade não esperar alguém.
Deus dó de ver moça tão linda no abandono de uns goles de bebidas, mas logo me lembrei da filosofia de minha irmã mais nova: tem muito pouco homem no mercado, e homem, homem de verdade é um produto em quase extinção. Confesso que um enorme sentimento de lhe ser um gentil cavalheiro me roubou o sossego por alguns minutos, ela era linda, porém quando um palma a bunda da cadeira levantei para em sua direção dirigir toda minha parcela de participação nos quase extintos machos existente. Meu deus, falo como se criado em cativeiro eu fosse, se bem, que foi assim que me sentir nos minutos antecedentes, um grande bicho-homem enclausurado em seu ser e medo. Mais uma vez minha irmã acertou: homem tem medo de mulher.
Mas ela não se deteve, e num rompante só de coragem depositou nos ouvidos do garçom todas as suas lamúrias e descontentamento. Fora traída, enganada e abandonada por disse ter dedicado o seu amor e escutado juras de eterna paixão. Num dado momento gritou em voz estridente preferir a morte à possibilidade de escrever os seus dias sem tal infinito amor. Resmungou: eu o amei muito que um dia pensei que poderia amar à mim.
Eu apenas pude ouvir, calado, indefeso, sentia sua aflição tanto quanto sofria com os dias de final de campeonato de futebol. Imaginava que realmente deveria ser a maior dor do mundo, como em final de campeonato não ter uma cerveja gelada na geladeira. Eu podia sentir seu descontentamento. Mas quem mandou amar?
Depois de passados três minutos do início do choro, juro que já comecei a me irritar. Por que mulheres choram tanto. Levam uma vida para se maquiarem, mas se destroem em segundos por tão pouco. Deveriam fazer valer a minha espera.
Bem, como um bom e exume garçom, ele ficou com ouvidos servidos pra tanto derramar de lágrimas. Ela foi se acalmando e logo pediu que a servisse algo para comer. Pediu o melhor da casa. Estava faminta, bêbada, realmente precisava se recuperar. Ele foi ligeiro, doce e categórico, a serviu o seu próprio coração como prato principal. Ela não entendeu a analogia e audácia de lhe servir uma iguaria de qual era dona. E se enfureceu com o mesmo pobre homem que a sustentou carinho e cordialidades.
Gritou enfurecidamente: Se eu quisesse comer o meu coração eu o assaria em casa e o engolia inteiro. Era uma mulher fora de si em meio a tantos choros e ranger de dentes, e prosseguiu o malgrado: Se tivesse pelo menos me servido os rins daquele maldito que a este coração destruiu... Tenho vergonha de todo este amor que o compartilhei sozinha. É bem, sabido que nesta hora houve mais choro, muito mais choros. Mas, gentilmente ele sorriu e poucas palavras soletrou: coma com prazer e sabor inigualável, senhora, e sinta-o pulsar inocente dentro você. Coma e tenha amor por ti.
Bem, eu? Neste momento eu... quase chorei, mas não chorei.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Sem tempo pra tempo perder

Você tem em mim o mesmo valor de teu desprezo e indiferença.
Você tem em mim a vida que sacrificou pela liberdade de viver e ser você em suas ingênuas práticas de egoísmo.
E quem nunca na vida parou para se perguntar o por que de apaixonado de estar por quem nem calor nos olhos tem por si? Muitas vezes critiquei e impliquei o meu amor em minhas indagações, mas hoje ensaio saliente e orgânico a pauta de saber que paixão, ao até mesmo amor é um artifício a mercê do tempo que urge e ruge ao seu tempo de masturbação. O tempo não pára para ouvir minha voz e clamor em prantos de choros, o tempo não avança para amenizar minha dor, o tempo não dá tempo pra nós. O tempo nos rouba em seu tempo, sem tempo para perder. É nesse tempo que vivemos solitários.
É sempre assim, somos traídos por nós mesmos e nossas expectativas e culpamos o outro por defraudado nos ter, mas espere um momento, quem é o próximo para ordenar as minhas emoções? Não posso crer que viverei algumas poucas dezenas de ano na diretriz de uma sensação ou outra. E ainda há os que dizem: Foi Deus quem mandou ou te sonhou pra mim.
Não, este último comentário chega até ser engraçado! Deus está tão recalcado por sua paixão por nós que se refaz em prazer sexual nas madrugadas de seu sonho conosco, meros mortais. Deus e o Diabo, realmente não devem ter nada de interessante para farem. O ser humano e seu umbigo são os seus maiores gozos e satisfações.
Pelo amor de Deus! Pelo amor de Deus por ele mesmo. Muita audácia em pensar que as duas maiores forças do universo não tenha mais nada pra fazer e criar que não gire em torno de nosso baricentro. Será que não há no céu uma anja linda ou no inferno uma quenga fogosa para os distrair? Se bem, que acho que Deus preferiria a quenga, ele tem cara de gostar de diversões maiores. (Risos)
Mas voltando ao eixo da questão, eu sei que jurei que você seria o grande amor de minha vida, e foi. Até o dia que descobri que ainda podia respirar e se eu respiro, sempre um grande amor pode acontecer e me surpreender. Sem menosprezos ou recalques, na mente eu até carrego um cemitério de emoções, mas no corpo nem minhas paixões são tatuadas e digamos que você tenha sido uma marca que cicatrizou sem graves rememorar. O que passou passou em e seu tempo e se me der um tempo, preciso ir, não tempo pra tempo perder.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Coisas que nunca encontrei respostas

A minha longa vida sempre foi marcada por questionamentos e dúvidas em relação aos mais variados assuntos. Já cheguei à graça do entendimento de saber que somos como seres humanos, pessoas sugestionadas à mutação, mudança de mente e hábitos, mas ainda sim, me encontro por horas no lugar de Zequinha, aquela criança-adolescente do seriado brasileiro, Castelo Rá-tim-bum, que entre muitos por quês desenhava as assimetrias que produziam lacunas em sua cognição, mas por que? Por que? E sempre um adulto sábio e experiente retrucava impaciente -Por que sim.- Mas por que sim, não é resposta.
Estou rindo sozinho aqui, só pensando no mundo de perguntas que já fiz ao meu pai, rs! A mais comum, aquela que todas as crianças fazem foi: Mas como eu fui feito? Como eu nasci? A resposta veio com toda maior tranquilidade e sutileza: Ah, para te fazer papai teve que se deitar com a tua mãe... Resultado, nunca mais permitir uma pessoa se deitar ao meu lado. Não sou normal, eu cresci também pensando que beijo na boca engravidava, sim, é estúpido, eu sei, mas naquela época eu não sabia, embora discrepantemente nunca tenha acreditado no Papai Noel.
Tantas coisas que nos ensinam e nos modelam de acordo à valores e pretensões que somente à estes mesmos paradigmas competem interesse. Mas então vem a vida e suas experiências e nos permite um pingo em alguns "i's" desenhar e um leve sentimento de liberdade nos ocorrer, mas o conhecimento nos aprisiona em nós mesmos, nos antissociabiliza e nem sempre podemos voltar à trás.
Religião? Eis um assunto do qual nunca encontrarei respostas. Francamente me remete o entendimento de ser a maior estupidez criada pela espécie humana. O que nos religa a religião? Ela só nos segrega e afasta. E eu não falo apenas em relação ao próximo, mas tomo como partida de meu próprio eu. Como posso amar ao meu próximo como à mim mesmo se o meu eu deve ser morto a cada dia como princípio de efetivamente seguir um credo? Credo em cruz! Estaria ai uma boa justificativa para uma chacina, eu mato você assim como eu mato à mim mesmo. Não acompanho!
Há uns anos atrás um adolescente me procurou pra conversar. Tinha completado suas quinze primaveras e sentia desesperadamente os seus hormônios pulsarem salientes em seu sangue. Um abraço era suficiente para sentir um Everest rugir em meio seus sustentáculos de locomoção, ou em metáfora mais adequada, sentia um Mauna Loa cuspir feroz e descontrolado suas lavas por entre sua cueca apertada.
E era exatamente sobre os vulcões que ele queria conversar. Como controlá-los? Em que pensar? O coitado havia sido orientado por uma pessoal liderança religiosa à correr, isto correr, running, jogging, cada vez que sentisse o tremor de suas placas tectônicas se chocarem, mas chocado fiquei eu ao saber que em pleno século XXI provocar e descobrir minhas erupções solitárias era pecado. -Deus criou o sexo para o homem e para a mulher e não para o prazer solitário.- Meu Deus, mas se eu não conhecer o meu prazer, como permitirei o meu próximo se encontrar comigo em momentos de prazer e volúpias? Não deveria ser aplicado ai o ao próximo como a si mesmo? Está na hora de deixarmos de abraçar o cadáver de uma cultura de fé e cultivá-la numa nova perspectiva.A de diálogo.
Este menino cresceu e hoje aos seus dezessete anos e em vida vulcânica ativa se condena amargurado por macular suas mãos perante deus. Na verdade ele ainda não desbravou suas matas virgens, mas por diversas vezes matou sua vontade de ver o corpo de sua namoradinha despido das convenções culturais e sociais e em toques delicados e curiosos, como de um historiador foi descobrindo nele o seu sexo in maturação. Nunca entendi o por que posso tocar a face de alguém, posso ver seus olhos, mas o nu ser proibido como pecado, sujeira e despudor. Me sinto um lixo, às vezes.
Este rapaz me disse em nossa última conversa que está apaixonado, como se isto mudasse todo o curso de sua história. Estupidez! O que seria a paixão senão um derramar de dejetos em substâncias orgânicas-hormonais em nosso sangue? Assim como a adrenalina, endorfina ou ocitocina. Orgânicamente falando uma hora o nosso cérebro deixa de nosso sangue poluir, por isso deixamos de apaixonado estar assim como uma roupa mudamos? Não. A paixão não se explica em palavras, mas se vive. Se joga, amigo! Seriam estas palavras que eu ouviria sem um pingo esforço de pensar. Cliché por demais. O que ele na verdade quer é descobrir o seu vulcão e isto não é mau, é de humano pra humano, de animal pra animal. É de vida, porra!
Mas eu disse: O que você quer é comer esta garota. Mas então fiquei a imaginar: Por que é o homem que come a mulher,na prática sexual se visivelmente é a vagina que engole, come o pênis e ainda é submersa por líquidos, fluídos, salivas?
Quase que eu não escrevi isto. Ou escrevi de uma forma mais rebuscada, polida, poética, mas pensei, por que não posso falar abertamente sobre sexo se somos todos com excessão de Adão e Eva provenientes de uma ato sexual? É, o meu, o teu, o nosso pai e mamãe transaram para que pudéssemos ser concebidos. Até teus pais fizeram sexo um dia na vida.
O sexo deve ter uma importância imensa pra deus e eu fico a me imaginar: Será que deus já transou um dia na vida? Sim, eu sei que os deuses mitológicos adoravam, melhor gostavam, por que adorar só a deus. Enfim, os deuses mitológicos curtiam uma boa transa. Zeus que o diga! Este como curtiu... um deus Facebook com uma lista de muitas amigas e amigos, diga-se de passagem! Mas e o deus Judaico-Cristão? Nunca li em seu livro um comentário que ele tenha dado uma fugidinha, rapidinha, ou pego em uma das esquinas das nuvens ou nas cozinhas de seu tabernáculo. Mas eu vou perguntar isto a ele quando eu chegar no céu, por que pelo menos para o meu julgamento final eu passarei por lá. Mas se for pra ficar só cantando eu vou preferir descer ao Hades, mais quentinho, sempre tem festa, bons vinhos e muitas mulheres e homens disponíveis. Eu não nasci pra viver só cantando pra toda eternidade, né?
Será que estou sendo muito pós-moderno ou pós-contemporâneo?
Temos o livre arbítrio, mas se não fizermos em exatidão o que de nós deus espera, sofreremos amargamente a consequência do castigo dos céus. Onde entra liberdade nisto? Desenha, por favor.
Gente, uma vida saudável e ponderada é estressante por demais. Por isto amo as mulheres, nunca estão satisfeitas com nada, sempre tem uma gordurinha, pneuzinho, estrias, celulites, sempre em volta a acessórios plásticos que as travestem em perfeições. São os travestis as mulheres perfeitas, sinceramente. Quem nunca viu um traveco na rua e comentou: Perfeita, até parece mulher!
Um amigo recém casado estava estes dias comentando de seus desencontros com sua mulher. Sempre a elogia, mas nunca estão perfeitas e quando ele diz ensandecidamente que tem algum erro em sua produção ela se transforma num grande monstro e ele jura que a teme. Estas eram suas palavras: Eu nunca entendo minha mulher. Quando é sim é não e quando é não é talvez!
Eu sentenciei que no dia em que ele a compreender poderá se definir publicamente gay, é, apenas um gay pode entender uma mulher, o gay ele transita entre os dois universos, ele é homem e é mulher, está no meio do caminho e não no meio do muro. Uma questão de sensibilidade e perspicácia natural de gênero e sexo.
Eu também já me perguntei o por que me permito ser bombardeado por tantas perguntas, mas isto eu também não sei e nem encontrei respostas. Alguém se habilita avaliar?