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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Nuas, frias e secas

Me despedi
Despi das eternidades ditas
Pedi reembolso das despesas do mês passado
E sai com o rabo entre as pernas
Feito cão abandonado caminhei pelas ruas
Nuas
Frias
Secas
Encharcadas estavam apenas minhas meninas
Até os olhares que elas gritavam eram rachados
Suas palavras desenhavam os ecos de minha cabeça
Elipses infantil de tumultuadas dores
Secas
Nuas
Frias
Quentes estavam apenas a tatuagem que estampou em meu rosto
Até o riso que ensaiava ironicamente era gelado
Por me amar, se tornou cópia de meu amar
Carimbos de protestantismo afetivo em tintas azul e vermelha
Frias
Secas
Nuas
Cobertas estavam apenas as lágrimas que derramei depois
Depois que me despedi da prisão por amar
Sem reembolsado ser do coração que entreguei

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Amores sem fundos

Disse "obrigado, abraço" e um riso escrito em "rs"
No interior era tomado pela razão de que isso não se agradecia
Filia-se entre os nós que faleciam
Que não descansa em paz
E se cansa de paixões
Como um câncer
E era de touro com os pés no chão
Quando o amor fali e resta a educação o corpo inflama
Outrora inflamado por desejos
Agora congelado por despeitos
Antes houvesse pavor, dor e descontentamento
Quando os íntimos se distraem o que resta é vazio
E nele se atraca o meu âmago
Amargo ele se refaz em manhas
Todas as manhãs se desfaz das lingeries mal-dormidas
E se alimenta dos mal-comidos banquetes
Pus a banca e não banquei o meu peito
Assinei cheques de amores sem fundo
Fundi-me em banho-maria
Banhado de ira me fudi em copo sem fundo
Creditei o cu como garantia
Acreditei que haveria refluxos
Por Crer, ditei luxos contínuos
E leiloei a mim
Quando o estômago do amor se satisfaz, o que resta é o arroto
E nesse som não reconheci meu nome 
Por fim a conta paguei
Sem me dar conta de que já houvera sido contada essa estória
Sem me dar contra a parede
Nem entre as coxas 
Ele disse: pare de encontrar
Desencontre e entre
Eu parei
E ele foi
Parando foi
Educadamente
Educa mente a parede
Sem me dar conta de mim

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Sobre sintomas de pré-apaixonar

Um nó
fita e embrulha o peito
aperta o estômago
seco
torce a lágrima que cai
para que caia minha cor
e ela não para
macula o meu jeito
torto
magro
eu

torço pela perda
do peito
e deito
esqueço e lembro
o rosto queima
o coração cora e congela a saliva
as mãos acompanham o balanço das pernas
danço agora sem música
eu
e os pensamentos
sobre o peso do travesseiro
travesso e leve
sem razão
sem ação
são os nunca é
é o sempre seria
você

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Boa noite má

Tchau
Feche a porta ao sair
Se der
Tranque as cicatrizes 
Pra que suas dores não chorem
Deixe a minha dor 
Dormir em paz
Vá com o teu nome
Se distraia com as infâncias que escolheu
Saboreia a companhia dos doces que te encolhem
E se passarem dias
Abra a janela ao entrar
Alimentarei a saudades com minhas unhas
E assim não arranharei a tua face
Quando outrora me chamar de amor 
Mentindo pra mim
E destonalizando meus ais
Mente ao meu coração
E apague a luz
Durma bem, amor 
Boa noite

domingo, 6 de outubro de 2013

Simples assim

Eu teria te amado para sempre se não tivesse o amor acabado pra nós. Juro que cada uma de minhas juras não foram em vão. Cruzei o meu coração com as promessas de meu corpo e o corpo se cansou de se sentir em nós. Ansiou os meus poros outros suores, outros amargos, doces ou agridoces. Ele quis outras temperaturas e temperos. Outros corpos. E minha emoção precisa de corpo para habitar o seu sofrer, ou como gosta de chamar, amar.
Eu te quero livre. Te quero sem o compromisso de te fazer pensar que penso em ti. Quero apenas pensar. Sem pensar ou pensando. Quero pensar sem pesar. Livre. Simples assim.
Naquela última noite briguei com você, pois queria me despedir numa transa mais que sublime. Queria te despertar o melhor sexo, o melhor fazer amor. O melhor amor que já se cansara de ter sido feito. Quando brigamos sempre transamos melhor. Sempre é melhor depois das brigas e pratos quebrados, mensagens no celular apagadas, palavrões pelos corredores do prédio. Sempre é melhor amar depois do ódio. Sempre é melhor construir, fazer amor, depois da destruição.
Eu teria te amado pra sempre, eu juro. Eu sei. Ou acho que sei. Mas preferistes o pra sempre ao invés do amor. Do dia após as rugas. Que lástima!
Procuro agora nas paisagens que esboçam você em minha memória as lembranças de quando fomos felizes. De quando sorrimos. De quando tínhamos prazer no amargo dos chopps.
Os nossos gritos e insultos aprisionam os átomos do ar de meu apê. Eles pesam o meu ambiente solipsista. Deixo de procurar por você e esqueço dos sentidos das louças sujas sobre a pia, o par de taças manchadas do rubro das uvas fermentadas próximo ao fogão. O fogo apagou? Contemplo as taças e sorrio, mas não aprendi ler as marcas de seu sangue sobre o cristal. E minhas taças nem eram finas, eram de vidro mesmo. De cristal tornou o nosso antigo sangue quente. Cristal. Mais firme que as juras que jurei.
Pode amar alguém fazer bem? 



quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Quando forçamos ser amados

Carne 
Osso
Músculos
E artérias
Onde você respirou procuro meu pulmão
Em teus pensamentos não ditos
Esboçam as minhas memórias de felicidade
Passo
Traço
Marcas
Músicas de Maria beijam meus lábios
O sabor de teu mau hálito adoça minha madrugada
Meus braços em torno o travesseiro
O cheiro de teu colarinho sujo
Sinais que dormistes em minha cama
Pretérito mais-que-perfeito
Bem feito pro músculo 
Ao pensar saber malhar o amor rarefeito
Onde você respirou procuro meu nome
Onde me desconjurou lapido as juras do amor

domingo, 18 de agosto de 2013

Perhaps we were in love

I can´t remember my name, dear. So how could you take my attention for you? It was over. There´s nothing we can do for that dream to be forever. So sorry.
Don´t worry about me. My mom hasn´t taught me to cry, but the life told me how to do it to my heart. By the way my mind is always busy, thinking in you.
I have some question to do. How many time do I have to think in you to know I´m in love? How many time can I say your name and no one gets my stupid feeling? I don´t know how to lie, you know. I´m so sorry.
The life is so weird. Yesterday we were talking about love, passion, and now these things are the all the things I cannot believe or wait. The beats of my heart were the soul of your attitutes. But you moved your play and now they are something like a old doll. I ain´t a dirty shirt. Why are you so rude?
I cannot remember my name to tell to my heart that it should start to figure out its situation. I forgot my name. I forgot the secret of my heart. You didn´t play to it. I put it on sale. Don´t you remember? I told you: You do not need to be faithful.
Perhaps we walked on black. Perhaps we walked on white. The case is I´ve been walking on rainbow dream. In my head there are all of the colors, for me and for you, but I cannot paint your mind. Just you, babe.
I looked for your body in my bed this morning. Your body is all I had from you. I should hold me closer last night and let a deep tatoo in my skin. And even said goodbye. 
Please, is there someone who can remind me to breathe?

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

A porra é doce

Saudade
Salga o meu coração
Cor vermelha
Cora a minha emoção
Cora a dor
Cora o peito
Não tenho peito 
Para encarar
O tão caro
Tornou a ação 
De viver o são
E era apenas é
Ou nem foi
Quem fui
Foi eu
Cheio de primeira pessoa no plural
E singularizei
O peito
Que tive
Retive
Salgou
Com doce de açúcar da porra
Porrou o meu coração
Que de cor não conservou
Se fez servo da saudade
Que o sangrou de ais  
Sai saudade
Ainda tenho idade 
Para salvar o peito

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Se eu me apaixonar outra vez, eu esquecerei o pensar

Eu sai... Sem ao menos ter entrado em relação, sai. Despir-me das armaduras que atavam o meu peito de toda insegurança que a própria paixão reserva às cócegas das emoções. Me vi nua ao me ver descoberta por mim mesma. 
De repente as náuseas de tanto girar nos trezentos e sessenta graus da roda gigante se desenhou nos cento e oitenta graus de refluxos de intenções que sabia que sentia, mas ressentia pressentir. Mentir pra mim? 
Como construir as paixões se nego-me aos compromissos de sustentar a casa? Fique mudo. Fique na tua. Fique com ela. Ela, as tuas também seguranças.
Eu nem sei o que quero ou o que esperava das coisas que sabia. Queria apenas deixar ser, o rio correr e o álcool me inventar estabilidades, mas me esqueci que a vida tem sina em ser traiçoeira. E hoje ela gargalha de mim. Tira sarro dos olhares maduros que pra ela ensaiei. Ah, se tivesse sido pelo menos um sarro, mas foi o que nunca chegou a ser. 
Puta que pariu, já são oito horas da manhã e ainda não se desfez em minha memória as sensações desta madrugada. AH, se eu pudesse inventar carochinhas para o meu coração e disfarçar suas fantasias. Este besta músculo pensa que já está malhado e definido à me enganar. Ele está. Quem nunca esteve foi você e minha consciência que me cobriu de mim.
Mas acalme-se, menino. Não turbe o teu cabeça com o gozo que sufocará tuas vias. Deixe o teu prazer fluir e e viva mais esta noite. E viva outras mais e outras além das outras. O combinado foi feito e o trato aceito. Te tratei e nos tratamos. Nos movimentamos e nos atropelamos. Nos. Nós. Nunca nus. Sempre revestidos dos pensamentos. Todavia a paixão é como um mítico deus. E quando quer nos toma todo o pensamento, assim só nos resta o poderoso sentimento. Que mesmo sem poder nos ser, se é. Se faz. Se eu me apaixonar outra vez, eu esquecerei o pensar...

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Muralha da China

A tua voz já não ouço
Tua mão
Meu pescoço
Minha idas e os meus ais
Tuas voltas e vendavais

O meu riso
O desgosto
Arame liso
Muito esforço
Minhas tinas e os meus tais
Despedidas e temporais

Mudou
Secou
Mudei
Molhei
Meu rosto

A tua paz já não torço
Tua face 
Meu desgosto
Minhas piras e meus reais
Tuas tiras irracionais

Mudou 
Secou
Mudei 
Murei
Meu coração

terça-feira, 28 de maio de 2013

Quando me lembro dos antigos amores

Carta amarela
Fotografia amassada na gaveta
Papéis de balas, bombons e figurinhas
De repente o desamor me aplacou
Roubou o meu ar como engasgos nas veias
Bambiei os pés no chão
Bombiei oxigênios pra antigos suspirar
Gambiei minhas sinapses de tranquilidade
Nada ficou no lugar
Tudo deu lugar ao que em alguns segundos não era nada
Nadei feito peixe fora d'água em meu mar
Marejei os meus olhos e olhei sua sombra
Ela sorriu pra mim
Assim como sorriam os teus dedos quando me tocavam
Mas são outros esqueletos hoje o seu piano
Fomos transformados pelos círculos de não-intercessão
Choramos por amor
Choramos por dor
Choro hoje por inodora lembrança
Passou o teu cheiro
Ficaram as fezes das traças
E delas se alimentam as tintas de tuas cartas
Só pra não descartar de minhas gavetas 
Você


segunda-feira, 6 de maio de 2013

Quando o amor não é pra nós

Não há amor para nós
O que há é apenas nós em solidão
E o amor se conjuga em singular pluralidades
Sem julgamentos de bom português
Apenas línguas soltas, amarradas, livres
O amor se ama 
E nem fizemos o amor
Nos comprometemos sem compromisso
Omissos juramentos nos presenteamos
O amor realmente não era pra nós
Não, amor, não se desculpes
Não há amor
Como também não há culpa
Que culpa temos nós de não amar?
Deste pecado não podem nos condenar
Dispensa a a educação
Despes-te das mentiras adocicadas
Seja branco, pelo amor de deus

terça-feira, 2 de abril de 2013

Me ama. Me mente

Me ama
Me conta mentiras ao pé do ouvido
Duvido da conta que desconta tua culpa
Desculpa as tiras que me prendem
Me tiras as algemas dos tira
Pus meu coração em brincadeira de tiro ao alvo
Alvejei as minhas memórias
E esqueci de ensaboar as tuas mágoas
Meu alvo era o peito 
Mas invejei o coração
Coisas de corpo
Ou de alma
Sem calma
Ou com ou de calafrios
Que calam quentes as razões das verdades
De verdade, me ama
E conta as palavras que quero ouvir
Sem ouvir o que querem dizer
Elas se apressam nas pernas de minha incapaz audição
E estas marcam minha mente com pegadas profundas
Mentem pra mim
Mentiras cor-de-rosa
Mentirinhas brancas
Branco-bandeira-de-paz
Sem paz
Sem mais
Sem culpa
Com mentiras de você
Que eu recontei pra mim
Me ama
Me mente
Desmente a minha mente
Demente intente o teu amor
E eu esqueço da razão
E conta rá pra ela
Embora seja amanhã que ela rá-rá-rá pra mim

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Ainda há amores que morrem em si

Teu ofegar mudou
Não escreve mais pra mim um texto
Monossilaborizou
Soletra sons de um pequeno brinquedo
Suas rugas não sorriem mais
Tua caixa torácica não dilata o esqueleto,
Invertebrado amor
As folhas de nossas árvores acenam para mim
Ensaiam intimidade com o particular conhecido
E eu me desconheço em quarto fechado e coração aberto
Ferido
Atravessado quebranto
As pilhas de teus livros inclinam pra direita
Não caem
Nem pilham as lembranças de nossas sentimentalidades
Que fogem do mundo que capturei em fotografias
Envelhecidas e amareladas na estante
Um instante apenas para me despedir
E despir minha alma da esperança de colorir as lacunas dos cômodos de casa
Casa que casou com a solidão e me dispensou
A tua manteiga com sal embolorou
Segundo a canção que fazia seus passos pelo assoalho
Acorde o teu pão que descansa em coma
E coma de mim um alimento que nos retorne vida em cor
À cor de acordo de acordar pro amor

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Eu não preciso de tuas mentiras

Eu não preciso de tuas mentiras
O teu amor inscrito em minhas córneas
Já me cantam o teu te amo
E estas sonorizações perturbam o meu auto-amor
Auto-zelo
Auto-credo
Credo e cruzes, sigo-te como um piloto automático
Farejo o teu cheiro como cão sarnento e faminto
E satisfaço-me das migalhas
Que caem de teu pão sofrido por insônias
E refaço o meu humor
Acreditando que me queres 
E apenas se cala
Diante o medo do amor
Eu pinto pra mim a cena perfeita pra nós dois
Eu assovio a nossa trilha enquanto grito o teu nome
E despedaço minha pele correndo ao encontro de ti
Eu iludo minhas ilusões cansadas de arquitetar castelos de areia
Eu teatralizo Shakespeare, o inspiro
Eu sei que não gosta destes gêneros
Mas por eles hoje deixei de me matar seis vezes
Não teria coragem de morrer sem você
Eu sei que não vives por mim
Nem bebes de minha água
Eu sei
Eu sempre sei
Quem é que não sabe quando se sabe?

domingo, 20 de maio de 2012

Estranho conhecido amor

Milimetricamente eu conhecia em cor e salteado as nuances tímidas de teu corpo
Eu me sentia um deus demoníaco de braços cerrados em teu corcovado
Eu tinha e ainda me lembro vago, a temperatura que expelia o teu hálito matutino
Eu conhecia as dobras de tuas vísceras e as porosidades de teu útero frio
As minhas mãos germinavam o teu calor
Eu te dei o meu melhor
Entreguei o meu puro
E o que ganhei foi um coração duro, tão distante quanto o a do z
É estranho desconhecer quem antes conhecia e hoje é estranho
Isto sim me entristece, empalidece
Se eu pudesse
Se eu pudesse te roubar o medo e trazer pra mim
Seria mais fácil sete de setembro se tornar vinte e quatro de abril
As minhas insinuações e expectativas remotas se morrem em seu desprezo
Mas eu prezo pra que te marquem a memória
E te refaz prum outro qualquer amor
Não tenhas pena de mim
Dó e piedade despenam a minha honra de sentimentalidades
Quando sentir o teu coração tão pequeno como uma azeitona
Ao se lembrar de mim
Relaxe e mergulhe-o num Dry Martini
Embriague-se e se lembrará de nós
Mas não suscite em ti as promessas que te fiz
O meu amor é nobre e não ressuscita lembranças
Ele se esquece para sobreviver
Carente, só ou num outro grande maior amor de minha vida

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Pedro

Para findar a semana dos desamores, os INsanidades precisava falar de algo mais inusitado, embora tão quanto humano e poético...

Havia uma pedra no meio do caminho
No meio do caminho eu via umas pedras
Muitas pedras
Haviam pedras em todo lugar
Em toda rua
Em torno nua e crua
Havia uma pedra no meio do peito
Em um peito e meio sorria discreto
Haveria de haver gesto que assovia verdade
Ou mesmo protesto que denuncia maldades
Haveria de ver menos idade
Nova idade
Novidades
De quem muito amou
E pouco muito tinha pra dar
Haviam sim, muitas pedras
Muita brita que em concreto constrói defraudação em concreto eu
Discreto em casamento de areia e cimento
Ciumento
Mentor
Havia muito eu, muito meu, pouco nós
Havia do verbo haver e não houve mais
Havia prato
Havia preto, prego
Havia vôo que não avua
Haviam avuadas palavras em erros de Português
E havia discussões em Inglês
Havia Portugual
Havia o mundo em pedras que não constrói
Destrói
Herói
Havia uma beleza
Que não se põe em mesa
Havia pedregulhos em entulhos sentimentais
Havia um vazio rompido pelas pedras 
Lançadas no vidro da janela
Duvido que não haviam pedras nos sapatos
Dois patos na lagoa
Que codificava minha razão
De não saber ser 
Podre
Pobre
Odre novo
Havia eu que nunca full de você
Havia eu que nunca fui de você
Havia você que nunca
Pedra de mim
Havia pedra em masculino
Paixão em desalinho
Menino sem paixão

*baseado numa historia real 

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Tiffany

Ainda falando nos amores que foram flores e murchou... Mas este amor, foi recebido e não respondido. Talvez a única vez que me senti querido e apaixonante. Este amor ficou para a história, para os xotes e forrós...

You are the only person in the world that looked at me
In the way that made me feel weird
You confused my mind
Your eyes
My tears
Our dance, forró
For all the people that watched us
Just dreaming
Daydreaming
You told me yes
Told me always
Shew me the way
Just the way to be simple, alive
Arrived quickly, smooth
Shew me the way
To be strong
To live man
To discover the love
To make love
Oh my fucking God
How could I go back to that moment?
How could I go back to us?
How could I take her back to me?
Today the rain is coming down
My tears are dancing on my face
And I dance alone
By myself
There's no one looking at me
There's no her
There's just a half of me
There's a mute song

*Baseado numa história real e pessoal

terça-feira, 1 de maio de 2012

Luíza

Ainda no mesmo espírito de falar dos amores que não vivi, mas viveram em mim... Ainda desromantizando a vida e as paixões que se enterram no peito.

Não foi amor
À primeira vista
À primeira costa te vi
Se foi paixão
Que ficam as pistas
Olhar sem resposta que escrevi
Se foi pra sempre
Que param os relógios
E calam os lógicos. Eu sorri
Se foi pra ontem
Que ficam os remórcios
O sim sem divórcio. Assim prometi
Já teve carta branca
Todo livre acesso ao coração
Hoje tens meu regresso
Normativos processos
E eu recordação
Dia de amante
De rainha, esposa, mulher
Diamante precioso
Hoje esculpe em meu peito
Sentimento do qual nem sei
O que é
E não me importa
Minhas portas estão cerradas
E os risos contidos
Em tuas mãos pulsou o meu músculo
Hoje ele se contrai para si
Dias passados se sentiu minúsculo
E suas mãos não tocaram a mim
À mim
Aqui
No peito

*Baseado numa história real e pessoal

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Glaucy

O INsano-mor, resolveu abrir o baú de suas emoções e compartilhar em poesias as dores das desilusões que sofreu em seus quase trinta anos de vida. Alguém se identifica? Alguém já sofreu por amor?


Deixe a chuva chover
Veja o céu chorar suas lágrimas
Pois se eu não posso me conter
Se não posso contar minhas dádivas
Que sejam do som do céu que chora
O "eu te amo" que nunca te disse

Deixe o rio secar
E as lembranças de minhas quinze primaveras molhar
As tais flores que não te dei
As flores que secaram em mim
E perfumaram o amor que morreu em meu peito

O meu amor murchou as suas pétalas
No sim que apaixonada não disse pra mim
Nuances de esperança discreta
Silenciou as nostalgias que estavam por vir
E vieram nas madrugadas de noite fria
Onde te quis em meu colo
Em meu beijo
Primeiro beijo

Anônimo, secreto, conhecido em voz
Te falei ao pé do ouvido minhas emoções
Pé curto para percorrer os labirintos de teu coração
Te amei em silêncio profundo
Me declarei em telefonemas e mensagens sem nome
Mas que nomeavam os sentimentos que me lembravam você
Teu cheiro e doçura de ser Glaucy
De ser a mesma maciez que sonoriza teu nome
E pedrificam o meu coração menino

*Baseado em um história real e pessoal