Nos vultos de seu olhar
Eu via as lembranças de minha vó esculpida
Entre íris e pupilas salientava pra mim
Que
Todo amor estava fadado a mentir
Por isso me beijou com gosto de Mentos
E eu acreditei
As erupções que salientaram em minha língua
Tatearam o céu
De minha boca
E ela me traiu revelando
O que eu mesma
Velando o corpo do falecido negava
Eu caí em amor
Vi estrelas em outro céu
Essas estrelinhas não me pontuavam o saber
Eu ainda não sabia jogar o amar
E amamos na primeira pessoa do singular
Pluralidades era o que produzia
Minhas canções
Minhas intenções e tensões cor-de-rosa
As deles
Cor-de-burro quando foge
Todos os homens me lembrariam o falecido
Todo amor estava fadado a mentir
E eu estava remodulando contos de fadas
Sem um conto de réis para pagar pelo meu coração
Penhorei minhas palhaçadas
E fiz de palhaça minha feição
Perdi minha própria casa
A casa própria ao acasalar com paixão de inquilino
Meu ventre
Livre
Eu ventríloquo, falaram por mim
Talvez o próprio coração
Em desapropriação de si
Aprendi quebrar o nariz do Pinóquio
Administrei a academia de negar
Inventar
Em ventar os sentimentos
Senti Mentos na boca
Soprei e o vento não
Soprou de volta
Dei a volta
Meia volta
Ventilei antigos medos
E gostos
Desgostos
Esgotos
E no goto prendi e aprendi amar
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quinta-feira, 25 de setembro de 2014
terça-feira, 2 de abril de 2013
Me ama. Me mente
Me ama
Me conta mentiras ao pé do ouvido
Duvido da conta que desconta tua culpa
Desculpa as tiras que me prendem
Me tiras as algemas dos tira
Pus meu coração em brincadeira de tiro ao alvo
Alvejei as minhas memórias
E esqueci de ensaboar as tuas mágoas
Meu alvo era o peito
Mas invejei o coração
Coisas de corpo
Ou de alma
Sem calma
Ou com ou de calafrios
Que calam quentes as razões das verdades
De verdade, me ama
E conta as palavras que quero ouvir
Sem ouvir o que querem dizer
Elas se apressam nas pernas de minha incapaz audição
E estas marcam minha mente com pegadas profundas
Mentem pra mim
Mentiras cor-de-rosa
Mentirinhas brancas
Branco-bandeira-de-paz
Sem paz
Sem mais
Sem culpa
Com mentiras de você
Que eu recontei pra mim
Me ama
Me mente
Desmente a minha mente
Demente intente o teu amor
E eu esqueço da razão
E conta rá pra ela
Embora seja amanhã que ela rá-rá-rá pra mim
Me conta mentiras ao pé do ouvido
Duvido da conta que desconta tua culpa
Desculpa as tiras que me prendem
Me tiras as algemas dos tira
Pus meu coração em brincadeira de tiro ao alvo
Alvejei as minhas memórias
E esqueci de ensaboar as tuas mágoas
Meu alvo era o peito
Mas invejei o coração
Coisas de corpo
Ou de alma
Sem calma
Ou com ou de calafrios
Que calam quentes as razões das verdades
De verdade, me ama
E conta as palavras que quero ouvir
Sem ouvir o que querem dizer
Elas se apressam nas pernas de minha incapaz audição
E estas marcam minha mente com pegadas profundas
Mentem pra mim
Mentiras cor-de-rosa
Mentirinhas brancas
Branco-bandeira-de-paz
Sem paz
Sem mais
Sem culpa
Com mentiras de você
Que eu recontei pra mim
Me ama
Me mente
Desmente a minha mente
Demente intente o teu amor
E eu esqueço da razão
E conta rá pra ela
Embora seja amanhã que ela rá-rá-rá pra mim
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
À Santa Hipocrisia
Por que eu sou substituto de mim
Santa Hipocrisia
Graças à ti sou quem não sou
E protegido do medo que tenho de mim
Eu não quero ser eu,
Tu és suficiente
Amo a maneira que me representas desonestamente
Me cobre com o teu manto
Contra os olhares que me diagnostificam eu
Tu me constrói de tudo o que nunca poderia ser
Santa Hipocrisa
Sei que todos duvidam das histórias que conto
Mas tu, Santa Hipocrisias, és mãe de todos
Não quero me encarar
Quero tragar cada fôlego de tua verdade
É demais para mim ser eu
Tua vida circula em minhas entranhas
E já não estranho quem me tornei
Santa Hipocrisia
Sou grato
Quando fecho os meus olhos
Desconheço o homem que vejo turvo
Proteja-me dos raios de sol
Não quero marcas sobre mim
Pra que voar como os pássaros
Se posso adornar a minha gaiola?
Santa Hipocrisia, crave tua âncora em mim
Não quero os espelhos
Se posso construir minha beleza em suas máscaras
Posso ser doce ou amargo o fel
Na sua proteção caminho distante do inferno e do céu
Você me protege-me em suas asas
Eu fujo do mundo que sonharam pra mim
Santa Hipocrisia
Graças à ti sou quem não sou
E protegido do medo que tenho de mim
Eu não quero ser eu,
Tu és suficiente
Amo a maneira que me representas desonestamente
Me cobre com o teu manto
Contra os olhares que me diagnostificam eu
Tu me constrói de tudo o que nunca poderia ser
Santa Hipocrisa
Sei que todos duvidam das histórias que conto
Mas tu, Santa Hipocrisias, és mãe de todos
Não quero me encarar
Quero tragar cada fôlego de tua verdade
É demais para mim ser eu
Tua vida circula em minhas entranhas
E já não estranho quem me tornei
Santa Hipocrisia
Sou grato
Quando fecho os meus olhos
Desconheço o homem que vejo turvo
Proteja-me dos raios de sol
Não quero marcas sobre mim
Pra que voar como os pássaros
Se posso adornar a minha gaiola?
Santa Hipocrisia, crave tua âncora em mim
Não quero os espelhos
Se posso construir minha beleza em suas máscaras
Posso ser doce ou amargo o fel
Na sua proteção caminho distante do inferno e do céu
Você me protege-me em suas asas
Eu fujo do mundo que sonharam pra mim
quinta-feira, 1 de março de 2012
História INsana: Um amor, umas mentiras, uma verdade
O que sinto é uma espécie de amor que me inspira as mais idiotas mentiras. Minto ao meu fígado a todo instante e desmancho minhas sentimentalidades como manteiga ao sol. Eu amo você em unilateralidade, em mão única, em egoísmo cênico, em Cassandra que ninguém ouve as verdades cantadas em cantos de melodia sem melodias.
Eu sei que fui eu quem criei pra nós este conto de romances que nada contam ao invés de nuances de paixão. Minha paixão.
Eu desenhei em mim o teu nome e te lembrei como ferida aberta que perfura a alma, mas dói numa dor saborosa e doce, fina, sufocante, mas querida e esperada. Te apaixonei em sado e masoquismos. Esperaria dez mil valsas da lua para me banhar de tua graça, pois não era de urgências que se alimentava o meu amor, ele é paciente e contemplativo, mas tua fúria sufoca e fere.
Não são de tuas traições que maldizem o meu paladar, mas das mentiras que contei pra mim, dos sentidos que nunca existiram, dos planos e sonhos que nunca costuraram nossos feixes de luzes cerebrais. Foi uma história que nunca foi contada, quanto mais vivida por nós.
O que sinto é uma espécie de amor que inspira as mais idiotas verdades. Quais? as que sempre houveram mentiras.
Agora não me venha com este teatro amador. Não queira me manter em tua platéia mesquinha com espectador de tuas dramaticidades vazias. Já conheço o teu teatro pobre. Já li as tuas pautas premeditadas. Dispenso o teu ápice, de despeço com aplausos uivantes para mim.
Não me vejo besta na estupidez de meu amor entregue a ti como colírios que a alma revelam as cores. Não me entendo indigna por teus beijos que experimentei. Te usei como papel descartável, a diferente que o dobrei com a um origami e construí um homem pra mim. Eis a verdade que sempre existiu e o meu choro borrou.
Eu sei que fui eu quem criei pra nós este conto de romances que nada contam ao invés de nuances de paixão. Minha paixão.
Eu desenhei em mim o teu nome e te lembrei como ferida aberta que perfura a alma, mas dói numa dor saborosa e doce, fina, sufocante, mas querida e esperada. Te apaixonei em sado e masoquismos. Esperaria dez mil valsas da lua para me banhar de tua graça, pois não era de urgências que se alimentava o meu amor, ele é paciente e contemplativo, mas tua fúria sufoca e fere.
Não são de tuas traições que maldizem o meu paladar, mas das mentiras que contei pra mim, dos sentidos que nunca existiram, dos planos e sonhos que nunca costuraram nossos feixes de luzes cerebrais. Foi uma história que nunca foi contada, quanto mais vivida por nós.
O que sinto é uma espécie de amor que inspira as mais idiotas verdades. Quais? as que sempre houveram mentiras.
Agora não me venha com este teatro amador. Não queira me manter em tua platéia mesquinha com espectador de tuas dramaticidades vazias. Já conheço o teu teatro pobre. Já li as tuas pautas premeditadas. Dispenso o teu ápice, de despeço com aplausos uivantes para mim.
Não me vejo besta na estupidez de meu amor entregue a ti como colírios que a alma revelam as cores. Não me entendo indigna por teus beijos que experimentei. Te usei como papel descartável, a diferente que o dobrei com a um origami e construí um homem pra mim. Eis a verdade que sempre existiu e o meu choro borrou.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Amores novos platônicos
Não era paixão, afinal ninguém pode se banhar no mesmo rio ao mesmo tempo, mas eu sabia que no fundo de meus olhos o que eu escondia era um fogo diferente revelado em desculpas profissionais.
O que o meu corpo desejava era ser escrevinhado por seu grafite 0,7 milímetro e então naquele A4 em branco debruçar minhas sombras pecaminosas.
Que vontade insaciável eu tinha de morder aqueles lábios vermelhos aveludados. Que vontade eu tinha de me inundar naquelas salivas gosto de laranja gelada, eu queria me refrescar naquelas minúsculas e sensíveis vitaminas e não ser curado deste vírus que me aquece centígrados mil. Que vontade eu tenho!
Eu via em seus olhos a mesma reciprocidade ardente, eu via através de suas lentes a cegueira que o mesmo tinha de suas insinuação. Eu me fazia de besta! Fingia não ler o óbvio, fingia não enxergar os risos. Fingia fugir de si. Fingia fingir pra mim e me preocupava com a próxima desculpa que sem desculpas criaria para trazer pra mim o mais novo platônico amor.
O que o meu corpo desejava era ser escrevinhado por seu grafite 0,7 milímetro e então naquele A4 em branco debruçar minhas sombras pecaminosas.
Que vontade insaciável eu tinha de morder aqueles lábios vermelhos aveludados. Que vontade eu tinha de me inundar naquelas salivas gosto de laranja gelada, eu queria me refrescar naquelas minúsculas e sensíveis vitaminas e não ser curado deste vírus que me aquece centígrados mil. Que vontade eu tenho!
Eu via em seus olhos a mesma reciprocidade ardente, eu via através de suas lentes a cegueira que o mesmo tinha de suas insinuação. Eu me fazia de besta! Fingia não ler o óbvio, fingia não enxergar os risos. Fingia fugir de si. Fingia fingir pra mim e me preocupava com a próxima desculpa que sem desculpas criaria para trazer pra mim o mais novo platônico amor.
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