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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Se preciso for não ame

O amor não seria revelado de uma única vez
Mais que um sentimento ele se revela como entidade que nos consome 
É carbono em sarça 
Ardente
Some teus ais aos deleites dos prazeres
Sem prazos
Sem prestações 
Lhe preste ações e este se encarregará de te subtrair traições 
Traia o amor
Atraia o seu corpo para tua cama
Acalma a calma que agita o teu peito
E aqueça o seu jeito com tuas conjugações 
O amor se conjuga em primeira pessoa
Em pronomes de tratamentos ridículos esse responde aos desesperos
Perturbe o amor
Retribua os seus gestos com maliciosas mãos 
Tribute suas juras com migalhas
Odeie-o e ele se tornará verbo em carne
Em cheiro
Em suor
Entre gozos e sedes
O amor vai amar você 
Nada nesse mundo
Submerga-se nessa superfície virgem 
Nada nesse mundo teria tamanhos ais 
Seduza o amor
Se faça intrusa em seus medos
Se entrosa com sua língua 
Masturbe o amor
Transe com ele se preciso for,
Mas não ame
.



quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Boa noite má

Tchau
Feche a porta ao sair
Se der
Tranque as cicatrizes 
Pra que suas dores não chorem
Deixe a minha dor 
Dormir em paz
Vá com o teu nome
Se distraia com as infâncias que escolheu
Saboreia a companhia dos doces que te encolhem
E se passarem dias
Abra a janela ao entrar
Alimentarei a saudades com minhas unhas
E assim não arranharei a tua face
Quando outrora me chamar de amor 
Mentindo pra mim
E destonalizando meus ais
Mente ao meu coração
E apague a luz
Durma bem, amor 
Boa noite

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Amor que não enche barriga

Perdoe os meus perdões
Os "nunca mais se repetirá"
Que são rotinas e repetem as séries
Desculpas que malham o músculo do miocárdio
Culpas que finjo esquecer
E te lembram dos ossos duros que roeu no jantar
À velas
Entre sepultamentos de nossas paixões
Perdoe-me
Não quero crescer
Tampouco descer das circunferências de minhas luas
Te amei ontem e antes também
Me fartei das borboletas 
Arranhei em cócegas meu estômago
Mas nunca me satisfiz do amor
Perdoe-me por encher a boca
E nunca a barriga desta paixão

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

A porra é doce

Saudade
Salga o meu coração
Cor vermelha
Cora a minha emoção
Cora a dor
Cora o peito
Não tenho peito 
Para encarar
O tão caro
Tornou a ação 
De viver o são
E era apenas é
Ou nem foi
Quem fui
Foi eu
Cheio de primeira pessoa no plural
E singularizei
O peito
Que tive
Retive
Salgou
Com doce de açúcar da porra
Porrou o meu coração
Que de cor não conservou
Se fez servo da saudade
Que o sangrou de ais  
Sai saudade
Ainda tenho idade 
Para salvar o peito

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Amor de mosca em feridas de chagas

Sem explicação
Sem cor, sem dejavú
Antecipação
O arroz ainda está cru

Sem sobreviver
Sem cor e sem corar
Jantei
Comi você
Pra rever vou vomitar

Saborearei again teu gosto
Sóbrio ruminarei teu gosto
Gosto tanto de você

Sem o menor pudor
Sem dor, sem compromisso
Sem reler Artaud
Exposto ao sinistro

Sem distanciar
Sem véu
Com crueldade
Sem jurar amar
Atropelo em um quarto de idade

Saborearei again teu gosto
Sóbrio ruminarei teu gosto
Gosto tanto de você
Gosto tanto de você
De você tanto gosto
Tanto você desgosto

Amor de mosca em feridas de chagas


domingo, 11 de agosto de 2013

Tudo que tem vida é sagrado. Até o pecado

Eu misturei alhos com bugalhos
Triturei as notas de cem sem guardar os zeros
Eu pequei por zerar minhas vidas
Sete ou nove
Resguardei-me das paixões
E rasquei os tons de mim
Pequei
Não por transar em divórcio
Condenei-me por não gozar de mim
Tudo o que move vida é sagrado
Pois em vida não há pecado
Profano é negar a vida que tange em si
Amor não o que criei pra que fosse
Amor é sagrado
Não cabe aos constrangimentos do homem
Queria sentir outra vez o sabor do mento na boca na mente
Todo amor é sagrado
Todo amor sangra
E de dor em dor se purifica
Na natureza
No vento que não toco e me leva
No gozo que não masturbo e sangra de madrugada
No pau que levanta em minhas naus
No pão que encanta os meus nãos
Todo amor é saudade
Todo amor é você que se distancia
Eu misturei quilômetros aos metros
Como misto rei de muitos reinos
E sem nenhum real
Apenas fantasias 
E ânsias em ser as penas pelo ar
Saudades de voar outra vez
Em laterais de triângulos somadas
Às dezenas de meia suja 
E cinco pés descalços que fogem pra longe de mim
Misturei mentiras às verdades
Em tiras de ver ciso
Mas não chorei do pecado que cometi

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Quando o amor não é pra nós

Não há amor para nós
O que há é apenas nós em solidão
E o amor se conjuga em singular pluralidades
Sem julgamentos de bom português
Apenas línguas soltas, amarradas, livres
O amor se ama 
E nem fizemos o amor
Nos comprometemos sem compromisso
Omissos juramentos nos presenteamos
O amor realmente não era pra nós
Não, amor, não se desculpes
Não há amor
Como também não há culpa
Que culpa temos nós de não amar?
Deste pecado não podem nos condenar
Dispensa a a educação
Despes-te das mentiras adocicadas
Seja branco, pelo amor de deus

terça-feira, 2 de abril de 2013

Me ama. Me mente

Me ama
Me conta mentiras ao pé do ouvido
Duvido da conta que desconta tua culpa
Desculpa as tiras que me prendem
Me tiras as algemas dos tira
Pus meu coração em brincadeira de tiro ao alvo
Alvejei as minhas memórias
E esqueci de ensaboar as tuas mágoas
Meu alvo era o peito 
Mas invejei o coração
Coisas de corpo
Ou de alma
Sem calma
Ou com ou de calafrios
Que calam quentes as razões das verdades
De verdade, me ama
E conta as palavras que quero ouvir
Sem ouvir o que querem dizer
Elas se apressam nas pernas de minha incapaz audição
E estas marcam minha mente com pegadas profundas
Mentem pra mim
Mentiras cor-de-rosa
Mentirinhas brancas
Branco-bandeira-de-paz
Sem paz
Sem mais
Sem culpa
Com mentiras de você
Que eu recontei pra mim
Me ama
Me mente
Desmente a minha mente
Demente intente o teu amor
E eu esqueço da razão
E conta rá pra ela
Embora seja amanhã que ela rá-rá-rá pra mim

terça-feira, 26 de março de 2013

A Rio de Janeiro's guy

I’m gonna love me
And send me some flowers
Walk around your neighborhood
And remember how was our life
I’m gonna put a cross in your place on the bed
Sleeping with God, I won’t be sad
Superman you lost your strength
Someday you made me fine
Now you’re just a fuck buddy
My tears became dry, as your heart
Nowaday my tongue is lying
‘cause the poisons of your spittle are in my mouth
You had better go to hell
Just to get your heart burning
Your icy heart burned mine
Now it smells bad
So, now that’s my turn
I gonna eat your eyes tempered by your contempt
Then, now it’s your time
I will kill you in my walking
I gonna get your life in the cemitery you made in me
Superman you lost your power's seduction
someday you made me cry
Now you're just a Rio de Janeiro's guy

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Nesta vida real eu não quero ser teu amigo

Hoje eu amanheci com Cazuza cantando "Eu preciso dizer que te amo" em minha cabeça. Lavamos o rosto juntos. Tomamos o café. E então...


Nesta vida real eu não quero ser o teu amigo

Tantos casos e segredos confidencializados
E não sei como dizer o que nem mais consigo esconder
Tantas coisas em comum e nos distinguimos pela paixão
Preciso fazer uma listinha das pessoas que me querem
Só para não perder tempo enquanto você não se decide
Não por que não sei quem quero,
Mas nelas engano as evidências que gritam você
Ando dando bandeira 
E você levantando bandeira branca
Quer paz
Mas o amor é guerra
E eu já sai rendido, ferido
Mas não são de minhas feridas que quero contar
Posso falar de outras partes do coração
E nem sei se você vem ou não
Você que só olha em meus olhos na companhia dos amigos
E não vê o amor que se materializa 
É real, não é como estes amores de novelas, não
Nesta vida real eu não quero ser teu amigo
E não sei que hora dizer:
Me dá um beijo
Que medo
Até o meu violão sabe cantar o teu nome
Qualquer mania tua eu copio
Até a tua forma engraçada de falar e rir
E fico a falar e repetir o teu nome em todas as rodas
E o tempo pára pra mim
E o teu nome beija-me a boca
E me calo só pra sentir você
Que não veio outra vez

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Pedro

Para findar a semana dos desamores, os INsanidades precisava falar de algo mais inusitado, embora tão quanto humano e poético...

Havia uma pedra no meio do caminho
No meio do caminho eu via umas pedras
Muitas pedras
Haviam pedras em todo lugar
Em toda rua
Em torno nua e crua
Havia uma pedra no meio do peito
Em um peito e meio sorria discreto
Haveria de haver gesto que assovia verdade
Ou mesmo protesto que denuncia maldades
Haveria de ver menos idade
Nova idade
Novidades
De quem muito amou
E pouco muito tinha pra dar
Haviam sim, muitas pedras
Muita brita que em concreto constrói defraudação em concreto eu
Discreto em casamento de areia e cimento
Ciumento
Mentor
Havia muito eu, muito meu, pouco nós
Havia do verbo haver e não houve mais
Havia prato
Havia preto, prego
Havia vôo que não avua
Haviam avuadas palavras em erros de Português
E havia discussões em Inglês
Havia Portugual
Havia o mundo em pedras que não constrói
Destrói
Herói
Havia uma beleza
Que não se põe em mesa
Havia pedregulhos em entulhos sentimentais
Havia um vazio rompido pelas pedras 
Lançadas no vidro da janela
Duvido que não haviam pedras nos sapatos
Dois patos na lagoa
Que codificava minha razão
De não saber ser 
Podre
Pobre
Odre novo
Havia eu que nunca full de você
Havia eu que nunca fui de você
Havia você que nunca
Pedra de mim
Havia pedra em masculino
Paixão em desalinho
Menino sem paixão

*baseado numa historia real 

terça-feira, 1 de maio de 2012

Luíza

Ainda no mesmo espírito de falar dos amores que não vivi, mas viveram em mim... Ainda desromantizando a vida e as paixões que se enterram no peito.

Não foi amor
À primeira vista
À primeira costa te vi
Se foi paixão
Que ficam as pistas
Olhar sem resposta que escrevi
Se foi pra sempre
Que param os relógios
E calam os lógicos. Eu sorri
Se foi pra ontem
Que ficam os remórcios
O sim sem divórcio. Assim prometi
Já teve carta branca
Todo livre acesso ao coração
Hoje tens meu regresso
Normativos processos
E eu recordação
Dia de amante
De rainha, esposa, mulher
Diamante precioso
Hoje esculpe em meu peito
Sentimento do qual nem sei
O que é
E não me importa
Minhas portas estão cerradas
E os risos contidos
Em tuas mãos pulsou o meu músculo
Hoje ele se contrai para si
Dias passados se sentiu minúsculo
E suas mãos não tocaram a mim
À mim
Aqui
No peito

*Baseado numa história real e pessoal

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Glaucy

O INsano-mor, resolveu abrir o baú de suas emoções e compartilhar em poesias as dores das desilusões que sofreu em seus quase trinta anos de vida. Alguém se identifica? Alguém já sofreu por amor?


Deixe a chuva chover
Veja o céu chorar suas lágrimas
Pois se eu não posso me conter
Se não posso contar minhas dádivas
Que sejam do som do céu que chora
O "eu te amo" que nunca te disse

Deixe o rio secar
E as lembranças de minhas quinze primaveras molhar
As tais flores que não te dei
As flores que secaram em mim
E perfumaram o amor que morreu em meu peito

O meu amor murchou as suas pétalas
No sim que apaixonada não disse pra mim
Nuances de esperança discreta
Silenciou as nostalgias que estavam por vir
E vieram nas madrugadas de noite fria
Onde te quis em meu colo
Em meu beijo
Primeiro beijo

Anônimo, secreto, conhecido em voz
Te falei ao pé do ouvido minhas emoções
Pé curto para percorrer os labirintos de teu coração
Te amei em silêncio profundo
Me declarei em telefonemas e mensagens sem nome
Mas que nomeavam os sentimentos que me lembravam você
Teu cheiro e doçura de ser Glaucy
De ser a mesma maciez que sonoriza teu nome
E pedrificam o meu coração menino

*Baseado em um história real e pessoal

domingo, 4 de março de 2012

Dez cobertas, um arame farpado e um coração nu

Você me violentava, agredia-me na direção que me forçava a me abrir para as sensações dais quais eu não queria. Embora querendo. Como que se alargasse as minhas cercas, removendo com a força sensível do peito os meus arames farpados. Era um príncipe que removia da prisão do encanto de meu castelo e em canto de desvirginar construía as minhas lágrimas.
Eu falava de meu mundo pra você que se perdia em seu próprio mundinho de investigação constante. Eu queria como um cego, em Braile, ler o teu corpo pra você e te descrever os códigos dos quais finges analfabeta não assimilar as conexões. Queria revelar pra você as mesmas descobertas que cobriam agora o meu céu negro como dez cobertas que aquecem o corpo no inverno, mas ainda era final de primavera.
Quando tudo aconteceu, não acontecendo, e a despedida despiu nossas intenções, vi o meu conto de fadas ruir e prestar contas das emoções que nem foram cantadas. Foi a primeira vez que assumi pra mim que o que eu vivia era paixão. E seria um dia amor? E seria amanhã mais nada?
Eu queria muito te encontrar em mim e em ti encontrar todas as melodias que você me contou e agora como tatuagem em meus neurônios te assinam em linguagens das quais já aprendi de cor e sem cor me colorem.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Amores novos platônicos

Não era paixão, afinal ninguém pode se banhar no mesmo rio ao mesmo tempo, mas eu sabia que no fundo de meus olhos o que eu escondia era um fogo diferente revelado em desculpas profissionais.
O que o meu corpo desejava era ser escrevinhado por seu grafite 0,7 milímetro e então naquele A4 em branco debruçar minhas sombras pecaminosas.
Que vontade insaciável eu tinha de morder aqueles lábios vermelhos aveludados. Que vontade eu tinha de me inundar naquelas salivas gosto de laranja gelada, eu queria me refrescar naquelas minúsculas e sensíveis vitaminas e não ser curado deste vírus que me aquece centígrados mil. Que vontade eu tenho!
Eu via em seus olhos a mesma reciprocidade ardente, eu via através de suas lentes a cegueira que o mesmo tinha de suas insinuação. Eu me fazia de besta! Fingia não ler o óbvio, fingia não enxergar os risos. Fingia fugir de si. Fingia fingir pra mim e me preocupava com a próxima desculpa que sem desculpas criaria para trazer pra mim o mais novo platônico amor.