Mostrando postagens com marcador fim. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador fim. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Amores sem fundos

Disse "obrigado, abraço" e um riso escrito em "rs"
No interior era tomado pela razão de que isso não se agradecia
Filia-se entre os nós que faleciam
Que não descansa em paz
E se cansa de paixões
Como um câncer
E era de touro com os pés no chão
Quando o amor fali e resta a educação o corpo inflama
Outrora inflamado por desejos
Agora congelado por despeitos
Antes houvesse pavor, dor e descontentamento
Quando os íntimos se distraem o que resta é vazio
E nele se atraca o meu âmago
Amargo ele se refaz em manhas
Todas as manhãs se desfaz das lingeries mal-dormidas
E se alimenta dos mal-comidos banquetes
Pus a banca e não banquei o meu peito
Assinei cheques de amores sem fundo
Fundi-me em banho-maria
Banhado de ira me fudi em copo sem fundo
Creditei o cu como garantia
Acreditei que haveria refluxos
Por Crer, ditei luxos contínuos
E leiloei a mim
Quando o estômago do amor se satisfaz, o que resta é o arroto
E nesse som não reconheci meu nome 
Por fim a conta paguei
Sem me dar conta de que já houvera sido contada essa estória
Sem me dar contra a parede
Nem entre as coxas 
Ele disse: pare de encontrar
Desencontre e entre
Eu parei
E ele foi
Parando foi
Educadamente
Educa mente a parede
Sem me dar conta de mim

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Quando broke-upamos o amor

Os meus olhos te negarão
O meu nariz vomitará ao teu cheiro
Minha boca secará ao pronunciarem teu nome
A língua se trançará em tons de braile
Não tocarás mais o meu corpo
O copo
A culpa
Ou copular
Acabou
Ao cabo que
Chamarei-te pelo nome de ex
Extinto e acabado
Pois mal-acabadas eram tuas poses
Renunciaremos aos antigos paladares
Desaprenderemos as antigas coreografias
Dançaremos solitariamente por outras chuvas
Terras rachadas
Corroídas
Corro lapidando em mim as marcas de tuas pegadas
Quero possuir as terras em que habitou
Desconstruir os gozos que voluntariei
Estou
Seguindo em gerúndios os pretéritos passados
O passo que em uva-passas se broke-upeou

terça-feira, 28 de maio de 2013

Quando me lembro dos antigos amores

Carta amarela
Fotografia amassada na gaveta
Papéis de balas, bombons e figurinhas
De repente o desamor me aplacou
Roubou o meu ar como engasgos nas veias
Bambiei os pés no chão
Bombiei oxigênios pra antigos suspirar
Gambiei minhas sinapses de tranquilidade
Nada ficou no lugar
Tudo deu lugar ao que em alguns segundos não era nada
Nadei feito peixe fora d'água em meu mar
Marejei os meus olhos e olhei sua sombra
Ela sorriu pra mim
Assim como sorriam os teus dedos quando me tocavam
Mas são outros esqueletos hoje o seu piano
Fomos transformados pelos círculos de não-intercessão
Choramos por amor
Choramos por dor
Choro hoje por inodora lembrança
Passou o teu cheiro
Ficaram as fezes das traças
E delas se alimentam as tintas de tuas cartas
Só pra não descartar de minhas gavetas 
Você


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Poderia o céu stop de respirar? Hoje até o vento bothers me

Cale de atacar os my ears with your feminina voice
Minhas conchas acústicas are already calejadas de educações
You've got away from me e agora eu já can believe
That's not meu ending, sem happy end
Você and I
I de mim que esperei por tua hope
Você ensinou meu coração corar a pele de constrangimentos
You e eu
Teus kisses are like the vento que toca minha pele
Ele apenas toca, num exercício de sem why
É verdade que primavera é fim de solidão?
Where is Clarice Lispector right now?
Por mim hoje já poderia o vento calar sua voz
E você já decorou minha reação
E me sou como old novidades
Poderia o céu stop de respirar?
Hoje até o vento bothers me

domingo, 6 de novembro de 2011

História Insana: Em meu peito. Em meu túmulo.

Eu escrevo isso numa língua que sei que você não sabe ler. Escrevo numa língua que domino. Escrevo assim porque sei que também que você nunca irá ler isto. Escrevo porque sinto que você não vai mais voltar. Escrevo porque nos perdemos. Por que te perdi. Por que você se perdeu de mim. Não sei mais onde você está no mundo. Te procuro, com vergonha, e não te acho. Dou meu jeito para que você saiba de mim. Mas eu não sei de você. Não era assim que eu sentia antes. Será que sempre foi assim e eu não vi? Será que minhas prioridades mudaram na vida? Eu te amo. Eu amo aquela pessoa que eu conheci e que perdi. Eu amo quem eu voltei a ver e não tive. Eu amo e por isto não insisti para que você permanecesse aqui, em mim. Não sei se voltarei, a vê-lo, não importa agora. Não tenho mais esperança nisto, corro longe de te encontrar. Corro para onde acho que você não está. Tenho tanto medo do que vou sentir se te ver de novo . Tenho medo de te encontrar com outra pessoa, outro amor, outro eu e então ter que em mim admitir que você ainda é em mim você. O tempo passa, a vida anda, mas o coração anda mais lento que o mundo que o cerca em multidões vazias. O coração é analógico, ancestral e gosta de reviver os momentos de épocas de ouro sentimentais. É um distúrbio dessincronizado em mim. No meu corpo já tem tempo que não te tenho, pode ser que o meu coração seja vencido por ele. Pode ser que o meu coração se descompasse e se atrapalhe em seu ritmo natural e só cante teu nome em afinações chorosas. Mas ainda não. Não consigo deixar ser tocada. Ainda dói. O toque, qualquer toque, qualquer suspiro profundo ou olhar impetuoso faz o meu coração chorar. Ah, na verdade, já nem choro. As lágrimas secaram em minha dor que brota como manancial de oceanos vivos. Eu choro com dor fina e contínua, é falta de você. Fina e aguda, que está se acabando. Eu sei disso. Sei que logo vou te esquecer no corpo e relembrar em lapsos no coração. A dor de não te ter será substituída por lembranças e só. Só. Não quero as dores do desejo de sair de casa à procura de teu cheiro e voltar cabisbaixa e queixo enterrado no peito. Quero você, enterrado em mim e te procurar em minhas dores que relembram cores. Sairei de mim mesma e em meu peito depositarei flores pra você.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Segredos das coisas

Eu poderia jurar que acreditava que aquela camisa era vermelha, mas aos meus olhos era mais azul que tingimento do céu. Eu não queria contrariedades.Não daquela vez. O meu desejo era apenas por curtir aquela companhia agradável que a presença física dele gratificava à ausência que sua presença diariamente me trazia. Queria apenas ser grato e não desperdiçar alegrias, queria recordar vida e risos. Eu sei que não poderia fingir de mim aqueles tantos sentimentos que iludiam os meus olhos. Como eu ansiava por paz! Eu sabia que os meses que se passaram sentenciaram as decisões que temia fazer e sem fazer fiz. Como eu queria ver vida! Eu sabia que a tranquilidade de meu azul já era tingida por um vermelho cor de sangue, cor de perda, cor de morte. Eu sabia que um dia realmente havíamos existido, mas as coisas na vida têm o seu começo, meio e muitas tais o seu fim, no neste caso o fim foi meu e eu nem compreendi, mas o colori com toda a imensidão e segredos que só o mar não sabe contar.