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domingo, 10 de maio de 2015

Em forma de amizade

Você voou
Alegrou os olhos de Deus
Ele chorou
De alegria nos braços teus

A vida é assim
Anjos vêm para trazer o céu
Vem cuidar de mim
Vem trazer de volta o meu céu 

Eu vou te encontrar de novo
Pode acreditar
Hoje estou chorando um pouco
Mas isso vai passar
O céu é logo ali
Você desenhou pra mim

Eu vou te encontrar de novo
Pode acreditar
Hoje estou chorando um pouco
Mas isso vai passar
Teu sorriso está por aqui
Fecho os olhos e posso te senti

Isso é eternidade
É amor em forma de amizade

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Salgada saudade

Para minha irmã Gabi e minha princesa Alicinha!!!

Sai
Saudades
Do meu peito
Chega deste aperto
Que me rouba
O ar
Preenche o meu jeito
De ais
Fadiga o corpo
E distrai o coração
Sai
Salgada água 
Que no rosto rola
Rola
Pirambeiras
Piras
Sem demoras
Não voltas
Volta a face daqueles
Olhos
Pra mim
Enrola o tempo
Sem ter tempo
Pra lembrar
De mim
De minhas lembranças
Vem me florescer
Retorna 
Contornos de sobreviver
Adoça as palavras
Que irei olhar
Não iras os teus olhos
Deixes a saudade
Ter saudade de ti
Se deixes
Saudades
E
Vá também 
Amar

domingo, 9 de junho de 2013

Quando a amizade acaba

Ela estava acostumada às mudanças de outras estações. Conhecia o sabor do sal do verão nos olhos e os arrepios do vento frio do inverno. Ela sabia falar das folhas que caiam no outono ou dos espirros constantes que as flores da primavera a provocavam. Ela só não sabia falar da solidão que agora se desenhava como a única e fiel companheira. Quando morre um irmão a gente chora como se perdesse parte do peito. Quando vive um amigo distante de nós o choro é quem conforta o peito. 

- O que estou sentindo é alguma coisa com sabor de morte. Sinto-me confusa diante das sentimentalidades estúpidas que arquiteto para justificar o fim. É tão engraçado o nosso comportamento diante à morte. Somos projetados pra vida? Não. Somos projetados para atrapalhar os projetos que nos afastam de nós mesmos. Trocamos os pés pelas mãos e gozamos alegria de ter caminhado conquistas e na realidade nada conquistamos senão o nada. Agora minhas lágrimas produzem rios. Eu não sei nadar. Pelo menos não sozinha. Eu me satisfazia na companhia dela que me abria os mares pra que eu caminhasse em terra seca. Ela sempre enxugou minhas lamas com os mesmos guardanapos que eu jogava fora. Mas não foi por isto que a amei. Eu a amei pela fidelidade que eu também respondia. Eu a amei por escolha, mesmo não correndo o mesmo sangue em nossas vias. Nosso percurso foi traçado por... Não sei dizer. Nunca racionei o nosso compromisso. Apenas nos comprometemos, sabendo que fazia, mas sentindo o fazer e fizemos. Quando foi que deixamos de fazer? Sigamos sem resposta. O riso deixou de ser o mesmo. O abraço deixou de ser um laço. A conversa ganhou tonalidades objetivas e séria. Bate papo parou de bater. O silêncio o papou. Este engordou dez quilos. Silêncio gordo, obeso e não mórbido. Vívido. A amizade morreu e com ela foram os sorvetes, pipocas, miojos e vodcas. Eu não senti nem frio, nem calor. Segui morna. Segui em círculos. Parei de seguir. E então o choro voltou fluir em mim. E em suas lágrimas depositou o meu peito as lembranças de quando eterno jurou o amor.


sexta-feira, 7 de junho de 2013

Àquela Ge Cortes

Val e Ge Cortes

Hoje o que eu queria era voar até a Cidade Poema e encher aquela que mesmo longe faz minha vida transbordar de paz, clamaria, alegria e amor por viver.
Aquela que você vê passear e se enche de orgulho por que na tua vida ela não passeia. Faz morada, casa, família... Aquela que chora com você e também ri das mais estúpidas piadas. E realmente não sou bom com estas coisas de fazer rir. Mas gargalho. Sim gargalho. Gargalho no som da gratidão que ela me ensina ter. Ela sempre diz que tudo vai dá certo e dá. E eu me dou por inteiro. Por amor. Por graça. Por ternura...
Hoje queria me dar por saudades. Mas vou deixar todo o meu intenso e insano, Val, simplesmente falar de gratidão pra Deus. E Orar pra que sempre quando eu não puder estar perto, que ele ministre o milagre de minha presença no coração dela. Assim como faz no meu. E então ela prossiga em paz e alegria.
Deus, que neste dia você pegue a Mazinha no colo e me empreste o teu coração pra ela sentir o meu pulsando por ela. Amém!

Feliz aniversário, Má!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Romeu de Carla Julieta

Um carinho para uma linda Julieta, embora nem seja eu Romeu, rs! Parabéns, Carla Mangueira...


Romeu de Carla Julieta

Te conheci sem te conhecer
Te vi e não te vejo
Menina linda, vejo os olhos em você
Eles me olham e nem percebo
Cala a mangueira que insiste em roubar
Das poesias o doce mais amarelo que mil mangas
Tropicaliza o outono em rimas e estrofes
Rima em escrituras suas tramas
Isto, trame palavras novas com ponto e vírgulas
Se não souber use as reticências 
E me espere te encontrar
E e a gente se encontra
Se esbarra entre paraíbas e ipucas
O mundo é pequeno
E nem existem tantas marias
E quem foi que disse que só se conhece quando se olha nos olhos?
Não te vi 
E encontrei nas esquinas de tuas letras
O simplesmente você
E nem sei quem é
Nem importa
Enfim, Julieta,
Muito prazer
Sou Romeu

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Carlinha

Carlinha de Paulo, missionária
Não, hoje não é o aniversário dela. Não é para presenteá-la com meus desvaneios poéticos que me proponho escrever. Na verdade, hoje é apenas mais um dia onde vi muito do que ela me ensinou e confrontou, sendo revivido em sinapses de verdades e simplicidades...
(Foi com ela que aprendi este vício de em tudo colocar reticências, rs).
Eu não estou dizendo que ela é a mulher das verdades ou pre-julgamentos ela é simplesmente uma mulher de verdade, de entrega e investimento naquilo que de mais belo e sublime possa existir em toda esta completude de universo: o ser humano.
Carlinha de Paulo é uma corajosa mulher que ama pessoas e vive nos mais insonoros ecos do pronunciar deste verbo "amor" a responsabilidade disto. Ela ama tanto ao ponto de trazer emoções aos meus olhos  ao apenas me esbarrar com esta sua fotografia na net. Não sei se vocês, INsanos e INsanas, conseguem captar, como eu, a beleza que transpassa este minuto capturado por esta fotografia, mas espero que sim, pois se sim, vocês se sentiram amados hoje também.


Carlinha

Poetiza a vida com paixão
E menina fala de seus sonhos
Com o mesmo cuidado de quem brinca de "bem me quer, mal me quer"
E sempre quer bem
Sempre quer mais
Sempre crê que pra amanhã ainda há vida
E amanhece buscando palavras do sol
E gira o sol só pra si
E Compartilha
E ilumina os que se obscurecem do simples medo de se levantar
E sonha mais
Sonha
E anima
Ela é artista
É de simplicidades, mas não simplória
É rica e peculiar
Amante
Discreta
Felina
Evangelista
Surrealista
Ultrapassa as interpretações humanas
Ela é de fé
Não se explica
Se ama
E vive em amor
E ensinando o amar
Idealista
Diamante
Sem pista
Sem rumo
Com o mundo
E com um mundo de emoções pra ser
Carlinha

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Sim, eu peco por amar

Nem sempre são de palavras doces que se tempera minhas glândulas salivares. Eu choro e o gosto das lágrimas misturadas aos amargos de meu paladar me produz um sabor diferente do mel que geralmente exalam minhas palavras. O meu humor tem dias que é agridoce. Outros insuportavelmente insípidos.
Eu tenho um problema, confesso, sempre penso ser amado por aqueles que amo e me esqueço que o ser humano é volátil, pragmático, adaptativo e sempre labuta por sua egoísta existência. E o que fazemos do amor, se o amor é entrega?
Este efêmero e desprezível sentimento entregamos à sorte do descaso.  Defraudação? Constante!
Fico no embate solitário e pessoal de entender como pode um ser caminhar por esta mesma terra que caminho e me alimenta e não perceber no pulsar de meus passos que tocam o solo que o mesmo, não desbrava o desconhecido mundo sozinho? 
Como pode o homem em seu cerne animal se projetar sozinho nesta civilização de descobertas, medos e frios? O bom da da vida é ter colo, ter zelo, ter amigos. E eu tenho. Tenho cheiro, tenho pele, tenho calor que me ensoberbece e alegra, como um delicioso vinho oferecido à Dioníso. E interpreto as paixões da vida com coragem e uma sensação de ser nobre e gigante.
Acho que ando tão à flor da pele que qualquer abraço de novela me faz chorar. E eu choro. Choro rios. Choro litros. Choro tesouros e lavo a minha alma nobre, e assim tempero os risos que sei que darei amanhã, quando o amor chegar outra vez e outra vez mais. E de de vez enquando sozinho!

domingo, 22 de abril de 2012

INsanos: Manifesto do sonho, amizade e amor

Marco Antônio Abreu, estudante
Às vezes as pessoas me perguntam de onde vem tanta inspiração para tal mundo INsano. Eu respondo: Eu me inspiro nas pessoas que me relaciono, nas imagens que capto pelas ruas e elas trazem à tona em mim o meu melhor inexplorado.
Dando prosseguimento às ilustres participações de meu-nosso mundo de INsanidades, ele não poderia ficar de fora... por escolha livre nos tornamos irmãos e por acaso temos na vida o mesmo valor e sensibilidade. Fidelense nato, amante do Vasco ( é, ninguém é perfeito), apaixonado pelos amigos e queridos por todos, Marco Antônio Abreu hoje nos compartilha de sua efêmera e inteligente forma de ler o mundo. E tenho que dizer, esta rapaz é um dos maiores pensadores desta Cidade Poema. Obrigado, irmão!



Sonhar é o que mantém a nossa vontade de viver. Nos alimentamos de sonhos, tão diariamente como o ar que a gente respira!
Para viver basta apenas ser feliz, acreditar em um futuro melhor e ir trilhando o caminho que leva à realizar seu sonho. Isso sim é construir um futuro... Hoje em dia quase não temos esperança e os sonhos entraram em extinção. Vivemos como se fôssemos máquinas humanas e não seres humanos.
- Mandou bem, Marco. Tem um texto meu, antigo, que penso sobre este lugar que temos trilhado como humanindade e chego a comparar o humano à monstro, como se passássemos hoje por um processo forçado de mutação. Seríamos monstro sapiens? - 
O amor se tornou um dos grandes problemas da atualidade. As pessoas têm que aprender a saber o verdadeiro significado e a verdadeira atitude do amor. Quando a gente ama deixa a pessoa livre. A liberdade é a porta pro amor só ela te diz se ama ou não, pois amor que é amor nunca vai embora. 
- Não sei, irmão. As pessoas mudam e os seus sentimentos também, Um processo natural! Ou talvez, mudam por que buscam no amor apenas a projeção de si? É, você tem razão. - 
Não ter vergonha de demonstrar os sentimentos é uma prova de amor. Amor vai muito além de cara-metade. Amizade, por exemplo. Esse sentimento é sentimento de irmão, de família, e todos nós somos dignos de amar. 
Amizade é quem enxuga nossas lágrimas derramadas pelo amor, pois quem acha que o amor é um conto de fadas se engana. Pra ser sincero, para você amar mesmo, certamente sofrerá por esse amor. Mas a amizade vai muito além disso, ser amigo é estar disposto, ser sincero, é ter até opiniões contrárias, mas uma proteção e cuidado incomum pelo outro. Ser amigo é ser irmão apesar das diferenças.
Talvez o segredo da vida, e a fonte da felicidade esteja na junção dessas três coisas, você como homem não pode ter medo de andar pra trás, de admitir um erro, a gente só aprende caindo. Sonhar é não ter medo da queda, mesmo se ela for absurdamente grande, amar é dar liberdade e o direito de uma outra pessoa amar. E a amizade é ser incondicionalmente irmão.

INsanos e INsanas, é incontestável, este rapaz me ensina muito. Me ensina a ser simples e grato! Abraços, Marco. Abraços, Chico! 





sábado, 10 de março de 2012

Desenhar um adeus

Hoje eu vi um pescador no canal jogando com fé sua rede ao mar em busca de peixes para sacramentar sua fome. Vi nas tramas de sua rede os nós que trançaram nossas histórias. Vi as linhas sensíveis que foram tramando nossa união, não sei se elas ressecaram pela força da ação do sol, ou eram apenas fraca o seu atar, mas se desprenderam de si e marcou um rasgo em nós.
Por vezes infindas e colossais o pescador foi lançando e relançando sua rede, mas peixe não viam ao seu encontro, exceto por duas ou três vezes, mas estes vazaram sabiamente por seu furo e voltaram à liberdade do mar. Era livre que eu te queria. Era nadando em seu mundo que eu gostava de te ver e observar. Não te esperava pra mim, te esperava pra nós. Sem nós de ataduras.
Me sinto triste em ver o não nos ver. Sinto-me triste em não reconhecer em nossos bate-papo's a mesma livre espontaneidade de outros tempos. Sinto-me doente em ver que nosso tempo já passou e eu nem tive tempo para ver a estação romper. O peixe morre pela boca e nossos nós morreram por cada palavras que não foram ditas.
A rede tocava na face das águas, mas estas bebiam o toque escondendo o constrangimento que o mesmo causava. Não havia mais intimidade e os dois sucumbiam em seus tristes desejos de fazer o tempo diferente e se unirem como num molhado beijo, mas o mar estava seco, assim como as linhas que costuravam a rede. Ela desenhava o seu adeus nas águas salgadas que agora tocava. As águas absorviam o adeus e sinalizava sua reciprocidade no vazio que colhia tímida a rede, já farta de tamanho esforço.
Hoje me vi como um pescador, reconheci nele a minha história, o meu pirão empelotado. E foi apenas você que em teu olhar eu quis pescar. E foi nosso nós desatados que a imensidão de teu rio desenhou. Num adeus com a profundidade do oceano e doçura que não tem o marque todos as nossas lembranças guardou no mais íntimo de seu ser.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Unfollow

Eu precisei desenhar pra mim as profundidades das rasuras que teu unfollow me assinou. Todavia eu não chorei, embora sentia que minhas pupilas estavam ilhadas, como cidadelas neste verão de janeiro. Mas o verão não mais aquecia teu nome, nem me chamava para o teu mar calmo e belo. Este verão inundava minhas saudades, num banho de água fria e seca.
Era muito mais que um jogo social, foi de minha casa aberta e meu mundo transparente que fantasiei nossa realidade virtual, como num cartaz de uma peça qualquer. Eu senti a confirmação desta exclusão sangrar uma dor estranha em mim, mas eram de risos que eu respondia. Eu confiei em você, e só agora vi que me permitir de fato ser eu e entregue. Vulnerabilizado pela simplicidade que tua idade me comunicava.
Meu Deus, como podemos ser tão imundos simplesmente por amar?
Talvez fosse pelo erro de amar quem de mim não era próprio, mas apenas um produto que me vendia sensibilidades e talento. Eu me envolvi no esquecimento de que onde se ganha o pão, não se come o beijo. Errei por dedicar a minha ingenuidade e beleza.
Caramba, como me sinto pequeno e inválido agora. Como me sinto um nada. Como me sinto sem cinto, sem segurança ao encontro do colapso de tuas mãos que assinaram disfarçadamente o delete.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Ah, manda você via sedex

Ela é aquela moleca que usa chá de erva doce pra curar dor de amor
Faz frase meia-dita e já desenha a sua história
Usa sorrisos educados em estampados blasé
Só ama quem conhece a nobreza de ter estilo de se conhecer
Soletrar o seu nome me faz roubá-la pra onde estou
Ah, manda aquele beijinho pra mim molhado de gloss
Ah, manda aquele abraço gostoso que só pra nós
O mundo parou pra ouvir valer loucuras sem demora
Vem, só eu e você em nós
Risadas, tonteiras e contos furados deslaça sempre
Camisa, par de meias, um terno antigo aperta e rejuvenesce
Não importam a costura ou a marca fina para si, tem sua própria grife
Se veste de finos declínios de ousadias sem fim
Roupa velha de brechó pra alinhar o esqueleto fashion
Moda sem modos nas ruas afrontando o perfeito
Guarda-roura sem reservas revirando o seu viver desarrumado
É linda, louca, é tudo nela e só
Ah, manda estes risos entre os ombros tomar no cu
Ah, manda este rio vazio ficar mais perto de Bauru
Ou vem pra cá pro teu preto, eu
Chá e biscoito com carinho e então o céu pra nós
Ah, manda você via sedex pra mim
Ah, manda você o que quer de mim

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Segredos das coisas

Eu poderia jurar que acreditava que aquela camisa era vermelha, mas aos meus olhos era mais azul que tingimento do céu. Eu não queria contrariedades.Não daquela vez. O meu desejo era apenas por curtir aquela companhia agradável que a presença física dele gratificava à ausência que sua presença diariamente me trazia. Queria apenas ser grato e não desperdiçar alegrias, queria recordar vida e risos. Eu sei que não poderia fingir de mim aqueles tantos sentimentos que iludiam os meus olhos. Como eu ansiava por paz! Eu sabia que os meses que se passaram sentenciaram as decisões que temia fazer e sem fazer fiz. Como eu queria ver vida! Eu sabia que a tranquilidade de meu azul já era tingida por um vermelho cor de sangue, cor de perda, cor de morte. Eu sabia que um dia realmente havíamos existido, mas as coisas na vida têm o seu começo, meio e muitas tais o seu fim, no neste caso o fim foi meu e eu nem compreendi, mas o colori com toda a imensidão e segredos que só o mar não sabe contar.