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quarta-feira, 21 de março de 2012

PALAVRA INSANO: Negócio Mundial da Fé

Hoje Os INsanidades conta a participação de um grande amigo, não menos INsano que eu... Vai Vinição Costa, se joga!



Hoje me deparei com cenas que me causaram espanto. Ao ligar a TV, vejo uma reportagem sobre um Pastor Evangélico, fundador de uma denominação neopentencostal, onde este era acusado de enriquecimento ilícito a custas de seus fiéis. Fiquei pasmo! Fala sério, amigo! E você ainda fica?
Segundo a Justiça, apesar dos altos valores arrecadados pelo “apóstolo”, a sua congregação tem dezenas de templos ameaçados de fechar por ordens de despejo.
Espera aí, apóstolo??? Não me lembro de estar no séc I, nem de ser contemporâneo de Pedro, Tiago, Paulo, Judas Tadeu.... que eu saiba esses eram apóstolos. E nem me lembro de algum dia ter lido passagens bíblicas onde estes, cobrassem bênçãos ou graças, dadas gratuitamente pelo Senhor Deus. É que ele esqueceu que era pra ser de graça! E então se permitiu tirar uma graça dos fiéis. Oh, God! Mas prossiga... Bem, também não me lembro de estar no séc. XVI onde alguns homens de má fé (sacerdortes ou não) usavam o nome da Igreja a fim de adquirir dinheiro a partir do temor que as pessoas tinham à Deus. Estaria eu, ficando louco??? Oi? Louco? INsano? Sim, somos. E isto é bíblico. Deus usa coisas loucas para confundir os sábios. Estaria eu como o personagem de Owen Wilson no filme “Meia Noite em Paris” (2011), pegando uma carona num carro antigo ou uma carruagem e voltando ao passado? Não! Definitivamente não! Estou eu, no mês 3, ano de 2012, séc. XXI.
O erro que tanto pregaram e ainda pregam contra a Igreja Cristã Medieval, erro que justificou e culminou na evasão de centenas de milhares de fiéis, sendo repetido por pessoas que seguem tal idéias de seus reformadores. Seria isso aceitável? Acho que não.. pelo menos não é nada coerente. Mas tendo em vista que um erro não justifica outro, a mentalidade das pessoas na Idade Média era outra. Podemos até dizer, que era do tempo do atrasado, afinal, não havia tecnologia, as informações não andavam velozmente pelos cabos de fibras óticas. Entao, será que esse ser, que se auto-intitulou de apóstolo, que dizia operar milagres em nome Daquele que é imaculado, achou que por isso ele estaria livre de suspeitas?
E ainda por cima ir para a televisão dizer que as autoridades estão loucas, que fizeram tudo errado, que não sabem investigar e não tem nada a descobrir sobre ele. É um pouco demais!!! O pior de tudo que ainda buscará na bíblia, textos que justifiquem seus atos e que tudo não passa de PERSEGUIÇÃO. Que está escrito! Que nos últimos dias seria assim! ESTÄ ESCRITO IRMÃOS. Agora preciso de “tantos” mil para pagar meu advogado e minha fiança, para poder voltar a “pregar” a vocês. E os irmãos contribuirão mais um pouco, sabe por que? Por que quem busca a salvação não é culpado. Estes estão abertos a graças, a bênçãos e nada tem haver com a corrupção daqueles que um dia disseram ser seus líderes espirituais. Mas francamente, né? A Bíblia está ai ao acesso de todos. Por que não leem? Ela diz que o povo de Deus tem sido destruído por falta de conhecimento e i povo se nega a conhecer. Isto também é pecado. Creio que Deus nos chamou para a responsabilidade. Ou comodismo surdo e cego? Será que Deus não fala mais no século XXI?
Ah! E claro, haverão aqueles que dirão: Quem são vocês para julgarem? Tire a trave do teu olho antes de acusar teu irmão. HIPÓCRITAS!
Aí volto a mais uma indagação:
- A cegueira está mesmo em que vê o óbvio?
-Ah lembrei, estes estão certos. Ele será liberado porque DEUS está com ele.
-Opa! Deus está com ele, ou a justiça é cega?
Definitivamente, séc. XVI não combina com séc. XXI. Não há mais espaço para venda de indulgências ou terrenos celestes. Costumo dizer que Lutero, sim, Martinho Lutero, se pudesse ver o futuro e soubesse a confusão que ia dar, teria pensando mais ao lançar suas idéias. A idéia aqui, não é que ele não devia ter dito e pensado da forma que pensou, ele tinha razão na época, mas de como tudo aquilo se transformou: Uma verdadeira Babel, onde todos protestam, mas ninguém fala a mesma língua. Cada um prega Deus conforme quer que Deus seja. Aqui, nesta realidade, o Homem cria Deus a sua imagem e semelhança, e prega a palavra para o seu desfrute e prazer (carros, viagens, mansões, fazendas, plásticas, etc)
Enfim, que Deus ajude a justiça terrena a punir este enganador e que Sua justiça não demore. Pq assim como ele há muitos líderes, seja de qual for a religião, inclusive a minha, precisando de punição.

“Aqui expresso minha opiniao como um cidadão, tanto que não escondo os erros cometidos pela Igreja que eu sigo. Nao adianta tapar o sol com a peneira, afinal quem sou eu. Quem não se lembra da maior demonstração de expiação pública da história do catolicismo no ano 2000: O Papa (João Paulo II) redigiu um documento de noventa páginas pedindo perdão por uma série de pecados cometidos pela Igreja em seus 2000 anos de existência. Se o Papa admite, quem sou eu para esconde-los.”

E eu,meu caro, estou achando é pouco!


Vinicius Costa, Católico e professor de Biologia da rede Estadual de Educação.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

2 minutos e 11 segundos

Demorou-se uma toda eternidade para que o Divino generosamente estabelecesse o seu projeto de amor e graça entre nós na pessoa de Jesus, porém foi num sorriso que dispensa todas as acusações que o profeta em dois minutos e onze segundos se desfez da parte de sua carne e corpo. Num boa tarde singelo e um caloroso riso maroto vi suas genialidades reveladas nas copas grisalhas assinar em minha rubrica a anulação do único projeto que sinceramente suspirei sequencialidades. Embora não fora minha rubrica que assinou por mim, mas o extenso de minhas emoções trêmulas e frustadas.
Eu lia a sua carta como um exame que acusava minhas células dos maiores demônios impuros. Como se eu fosse parte de um corpo o qual putrificava, maculava a honra. Logo eu que só quis amar e viver verdades! Eu era como um câncer, mas eu sou taurino. Não podiam me tatuar a culpa que o Cristo já levara por mim. Sim, no fundo eu sabia que já era livre!
Eu lia naquele papel branco, tão frio como minha face pálida e embranquecida: "Não deixemos de reunir-nos como corpo, como é costume de alguns..." E então estupidamente imaginava ao ver minha mão caminhando léguas sem os meu tronco, que Deus deveria ter muitos corações para habitar aqui e desconhecidamente ali. Não riem, sei que fui idiota: o coração de Deus não está em parte aqui ou ali, mas misteriosamente, pela fé, esperança e muito amor, nos uni aqui, ali ou mesmo acolá.
Em dois minutos e onze segundos de conversa silenciosa e muda gravada eu me via fora da Central. E não era da Central do Brasil. Era fora da estação que não me libertava em mim. Me paralisava numa órbita sem frequência audível. Eu não ouvia a minha voz. Não sentia o meu tato, nem as lágrimas que orgulhosamente se recusaram a descer e então escrever em meu rosto, não mais ingênuo, a minha dor. Sim, sinto até agora um rio de gritos represados em meus olhos e choros silenciados em meu peito.
Meu Deus, se é que ainda tenho o direito de assim te chamar, será que cometi o pecado de deixar de amar e crer? Mas honestamente ainda sinto o teu calor em mim. Vejo tua graça nos meus dias e são os teus estatutos que me sustentam. Oh, meu Deus, como eu queria ter visto amor, simplesmente para que eu pudesse me arrepender de simplesmente ser.
Em dois minutos e onze segundos me vi cadastrado em um outro grupo, gueto, ou como queiram chamar, corpo. Livre? Justo? Ah, não me façam perguntas difíceis agora. Vá saber o que sentiu Jesus na cruz, não é? Livre? Justo? Enfim, creio que de amor se alimentava e exalava. E estas coisas de amor não se explica, se ama e ponto. E foi assim, uma assinatura e um ponto final. De corpo orgânico e espiritual, me consagrei uma assinatura sócio-comercial, em nome do pai, do filho e do dízimo "santo".

domingo, 6 de novembro de 2011

Igreja de Cristo? Um amor que morre e não ressuscita

Com sobriedade e tristeza que esboço no negro destes caracteres a dor que povoa o meu peito e mente nesta manhã de domingo. Isto, neste domingo, o dia em que, como cristãos, comemoramos a ressurreição de Cristo Jesus. Lembrança remota de amor!
Não quero fazer do INSANIDADES DE VALDEMY uma válvula de escape de meus refluxos, mas quero me apresentar aos meus Insanos e Insanas sem a máscara da proteção da arte e magia cênica e expor minha humano-frustração com o rumo que tem tomado a Igreja de Cristo em nosso cotidiano.
Me sinto, sim, na tranquilidade em falar sobre isto, eu vivi, vivo e minha escolha constante é por Cristo, mas afirmo meu repúdio, abominação e discrepâncias por religiosidades! O que creio é num cristianismo revelado no amor de Cristo de vir ao mundo e viver como homem, apenas para me ensinar e motivar a ser capaz.
Como muitos sabem, cresci num lar evangélico e neste universo religioso me dediquei ao ponto de dedicar aproximados três anos de minha vida para viver integralmente no exercício deste ministério, mas eventualidade aconteceram e novos rumos a vida traçou, mas os mesmos não rabiscaram a imagem que tenho de Deus, tampouco minha conduta em relação ao meu credo, mas confesso que me vi liberto da cosmovisão e paradigma que fui como cavalo adestrado ensinado por lideranças, das quais até me orgulho e expresso gratidão, por bem ou por mal elas contribuíram para eu ser quem sou hoje, e como eu já disse certa vez, me deram alguns limões azedos na vida, mas minha escolha seria de as mesmas oferecer uma deliciosa e gelada limonada em dias quentes e infernais. Eu aprendi com a vida e com minhas perdas, dentre elas a perda de meu pai, a conhecer à Deus por mim mesmo. Foi ele quem absorveu, absorve e carrega minha dores e medos. É a Deus que presto culto e louvor, na prática de uma adoraçao como estilo de vida, meu pessoal e fashion estilho de vida que só comporta à mim como Valdemy. Vocês não poderiam, ou ao menos conseguiria viver minha vida em meu lugar. No palco da vida a arte é diferente. Não tomo seus paradigmas e moldes como estatutos de auto-julgamento, nem para julgar o meu próximo, pois a eles devo amor.
Eu sei que não preciso me auto-afirmar em minhas escolhas de vida, mas me doe saber que em pleno século XXI, com todas suas dores e abusos, fome, corrupção, existam pessoas que se importam com um par de taças de vinho ou risos entre amigos que não professem minha fé. Eu me embriago do vinho. E não me embriago do sangue dos sonhos e vida de meus irmãos. Quem nunca cometeu pecado que atire a primeira pedra. Quem?
A Bíblia Sagrada no livro de Jó, capítulo 9 verso 14, nos diz que há esperança para árvore que ainda cortada, seca, morta, aos cheiros das águas brotará, como planta nova florescerá em ramos novos e frutos que vivem e multiplicam-se. Ainda á esperança e vida pra mim e para o Cristianismo. Louvado seja teu nome, Deus!
Não entendo, a Bíblia também denomina como bom pastor aquele que dá a sua vida por suas ovelhas, mas o que vejo é pastor ordenando ovelhas numa ligação via celular oferecer a outra perdida no aprisco a exclusão da própria vida. E ninguém tem mais amor do que dar sua própria vida por seus amigos. E eles oferecem a morte e ruptura. Brasa separada consegue sustentar o fogo? Não. Melhor sermos dois a sermos um?
Eu não julgo, apenas não entendo, como criança inocente que precisa do colo do pai. Acho que estamos trocando o coração pelo egocentrismo do umbigo. Talvez eu deveria neste instante, dar um foda-se, mas seria mais um pecado à me importar, o falar de palavras torpes. As palavras torpes são, de fato, mais ásperas e pecaminosas que as palavras que semeiam morte, julgamento e condenação.
O seus preconceitos e julgamentos não me trazem vida, mas confesso que as águas de tuas lágrimas em oração honesta por minha vida me tangeriam o coração e no meu espírito produziria vida.
E eu ainda me culpo, por ver em mim a morte de um amor que outrora senti e escolhi por vocês, meus irmãos. Irmãos? Sonoridade estranha. Eu já não sei orar por eles, Deus. Perdoe-me.
Perdoe-no, Pai, eles ainda não aprenderam, não sabem o que fazem.