Estava limpo o chão da sala
Exorcizada a copa por incensos indianos
Os pisos da casa estavam lustrados a cera
Preparados para coreografia que executaria
Eu
Ao encontro do chão
O teu lado na cama estava frio
O travesseiro que usara infectado por teu perfume
O mesmo cheiro que habitara o meu corpo
Mas em meu corpo já não havia teu suor
Tampouco em minha saliva o teu ácido sabor
Sobre mim se levantada todas as noites
Cinco covardes e solitários soldados
Sobreviventes da guerra que travara a paixão
Esses tais sufocavam o meu pescoço
Bombeavam minha cabeça de toda lembrança que desprezava
Sentia o sangue contaminado por teu veneno me preencher
E esvaziar o meu pequeno corpo
Do que jurei ser amor
E foi só o chão da minha casa
Que estava suja pela manhã
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quarta-feira, 16 de setembro de 2015
terça-feira, 15 de setembro de 2015
Volta e vulto
Tarde demais tentamos nos rever
eu já não sabia te dizer olá
não mais te ressentia
não mais te nós
porém pronome de terceira pessoa
o nosso amor se tornou melodias de Ivan Lins
agora minha trilha era funk
outros discos
outros círculos
não porque não houve amor
sim porque não mais ouço o sentir que pintamos
desbotou-se as cores do calor
mas a tela ainda está lá e continuará
velando na memória o vulto teu
que não se vale mais
ai, meus ais
eu já não sabia te dizer olá
não mais te ressentia
não mais te nós
porém pronome de terceira pessoa
o nosso amor se tornou melodias de Ivan Lins
agora minha trilha era funk
outros discos
outros círculos
não porque não houve amor
sim porque não mais ouço o sentir que pintamos
desbotou-se as cores do calor
mas a tela ainda está lá e continuará
velando na memória o vulto teu
que não se vale mais
ai, meus ais
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