segunda-feira, 26 de outubro de 2015

R.I.P

Suddenly
Houve um ou dois suspiros
E tudo se fez black and blue
Os antigos coloridos das vestimentas
Se tonificaram no rubro que escapava dos olhos
Eram salientes as manobras que a vida escolheu
I wish I could cry or
Kill all the things I have within my alma
We are so cruel to each other 
That we forget we're also another 
Goddam!
Perceptível é a mazela humana
Quando a felicidade do outro 
Começa a nos incomodar
E finda com o last of drop of beauty you had 
Please, quando eu partir não velam o meu corpo
Depositando sobre ele a atenção que nunca me deram
Quando eu partir let me go
In peace
With all the piece de mim 


quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Desdenha

Sobre os trilhos horizontais do lençol depositou o seu corpo
As hélices do ventilador preto aqueciam suas brasas
Não se fazia necessária lenha por
Afinal de contas, já eram secos seus lombos
A fúria do desentendimento consumia sua paz
Era pago o preço pelo disparo que não deu
Computada a sentença pelo beijo que tampouco lascou
What can he do, Mrs. Ross? 
Não se recordava mais dos dias de exultação 
Tampouco lágrimas teria para hidratar seus ais 
Mesmo assim choro houve
Ainda assim a arrogância esnobou


segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Adeus

Sutilmente cercado por minhas íntimas cobras
Utilizado como consolo de meus prazeres
Ignorado pelas sinapses desta mente traiçoeira
Cai inóspito e oco nas sangrias de meu choro
Ignotas foram as juras das companhias amigas
Desleais os anseios que coreografei 
Impactado por relâmpagos de realidade me calei
Observando a morte chegar chorei




quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Chão

Estava limpo o chão da sala
Exorcizada a copa por incensos indianos
Os pisos da casa estavam lustrados a cera 
Preparados para coreografia que executaria
Eu 
Ao encontro do chão
O teu lado na cama estava frio
O travesseiro que usara infectado por teu perfume 
O mesmo cheiro que habitara o meu corpo
Mas em meu corpo já não havia teu suor
Tampouco em minha saliva o teu ácido sabor
Sobre mim se levantada todas as noites
Cinco covardes e solitários soldados
Sobreviventes da guerra que travara a paixão 
Esses tais sufocavam o meu pescoço 
Bombeavam minha cabeça de toda lembrança que desprezava
Sentia o sangue contaminado por teu veneno me preencher
E esvaziar o meu pequeno corpo
Do que jurei ser amor
E foi só o chão da minha casa 
Que estava suja pela manhã 

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Volta e vulto

Tarde demais tentamos nos rever
eu já não sabia te dizer olá
não mais te ressentia
não mais te nós
porém pronome de terceira pessoa
o nosso amor se tornou melodias de Ivan Lins
agora minha trilha era funk
outros discos
outros círculos
não porque não houve amor
sim porque não mais ouço o sentir que pintamos
desbotou-se as cores do calor
mas a tela ainda está lá e continuará
velando na memória o vulto teu
que não se vale mais
ai, meus ais