Para justificar teus erros
Eu construí um deus de bronze
Para alimentar teus eus
Eu me despi de mim às onze
Esperei a meia-noite chegar
Esperei os olhares dormirem
Cinderela fugiu do beijar
E você ainda vidrado em si
Para aquecer teu fogo
Eu distrai o medo do diabo
Para temperar teu molho
Eu refiz as citações do ditado
Esperei a meia volta rodar
Esperei as más línguas dormirem
Cinderela se cansou de esperar
E você ainda vidrado em si
sexta-feira, 4 de março de 2016
Vidrado
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quinta-feira, 3 de março de 2016
O sol sempre vem
Hoje o dia amanheceu cinza
Até parece que o sol ainda não acordou
Logo eu que pensei que tudo termina
Quando ele vem, quando ele vem
Os teus olhos já não tem vida
Neles não me vejo mais
Não me encontro mais
Meu bem, relaxa que o sol vem
Enquanto me abraça fica tudo bem
Não me deixes, por favor
Nos cemitérios do amor
Se está frio o amor
O sol já veio com o seu calor
Meu bem, me relaxa que o sol vem
Enquanto me abraça fica tudo bem
Até parece que o sol ainda não acordou
Logo eu que pensei que tudo termina
Quando ele vem, quando ele vem
Os teus olhos já não tem vida
Neles não me vejo mais
Não me encontro mais
Meu bem, relaxa que o sol vem
Enquanto me abraça fica tudo bem
Não me deixes, por favor
Nos cemitérios do amor
Se está frio o amor
O sol já veio com o seu calor
Meu bem, me relaxa que o sol vem
Enquanto me abraça fica tudo bem
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Valdemy Braga
quarta-feira, 2 de março de 2016
Insônia
Em Sônia se revelou a noite
E trouxe junto a dor e caos
Nas tuas luas o som não permite
Fez silêncio o vendaval
Em Sônia desfez-se o infinito
E os sentidos não se salvam
No frio do sol são fritos
No frio do sol que me amava
Quando mais quero o sono não vem
Quando mais espero pra te ver
Os meus olhos não se fecham pro amor
Quando mais quero o sono não vê
Quando mais espero você não vem
Pros meus olhos te abrirem o amor
Em Sônia nasceu a madrugada
E o teu rosto de desfez por lá
Sobre minha cama enrugada
Sob o teto que vi desfigurar
Em Sônia se findou as coisas bonitas
E o meu grito silenciou o chão
Sonhos protegidos por palafitas
Fitas não protegem coração
E trouxe junto a dor e caos
Nas tuas luas o som não permite
Fez silêncio o vendaval
Em Sônia desfez-se o infinito
E os sentidos não se salvam
No frio do sol são fritos
No frio do sol que me amava
Quando mais quero o sono não vem
Quando mais espero pra te ver
Os meus olhos não se fecham pro amor
Quando mais quero o sono não vê
Quando mais espero você não vem
Pros meus olhos te abrirem o amor
Em Sônia nasceu a madrugada
E o teu rosto de desfez por lá
Sobre minha cama enrugada
Sob o teto que vi desfigurar
Em Sônia se findou as coisas bonitas
E o meu grito silenciou o chão
Sonhos protegidos por palafitas
Fitas não protegem coração
Temática incerta
Não disfarce o intento que te perturba
Entube as vozes dos olhares adversos
E adicione o teu fogo ao meu
Case a nossa fome voraz
Com a sede de nossos lábios secos
Confundamos os sentidos dos trens
Fundamos o peso do globo sobre nós
Tenhamos o tempo pra nós
E o desfrutamos com tempo pro café
Nada é em vão
Assim como não é vão entre nossos corpos
Sempre quem pouco ama
Muito medo tem do amar
É o verbo morre sem ação
E eu quero conjugar o tudo
Transo com o inteiro
Sem frações
Sem divisões
Sem matemática certa
Sou da soma de um com um formar um
Com trações
Com visões
Com temática incerta
Sou da soma de eu com você
Entube as vozes dos olhares adversos
E adicione o teu fogo ao meu
Case a nossa fome voraz
Com a sede de nossos lábios secos
Confundamos os sentidos dos trens
Fundamos o peso do globo sobre nós
Tenhamos o tempo pra nós
E o desfrutamos com tempo pro café
Nada é em vão
Assim como não é vão entre nossos corpos
Sempre quem pouco ama
Muito medo tem do amar
É o verbo morre sem ação
E eu quero conjugar o tudo
Transo com o inteiro
Sem frações
Sem divisões
Sem matemática certa
Sou da soma de um com um formar um
Com trações
Com visões
Com temática incerta
Sou da soma de eu com você
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terça-feira, 1 de março de 2016
Amor do verbo desapessoar
Pessoas riem
Pessoas choram
Pessoas dizem "não vá embora"
Enquanto no peito grita
Por favor, me deixa em paz
Pessoas calam
Pessoas pecam
Pessoas vivem enquanto morrem
Enquanto no peito grita
Por favor, me toque um pouco mais
Eu prefiro ficar sozinho
À viver essa multidão abandonado
Eu prefiro ficar num cantinho
Construindo meu mundo estrelado
Eu prefiro te olhar nos olhos
À ter tua boca me dizendo amar
Eu prefiro executar meu solo
Mas eu pré-firo o real amar
Pessoas desapessoadas
Pessoas desapossadas
Pessoas desprovida
De um bocadinho de amor
Pessoas choram
Pessoas dizem "não vá embora"
Enquanto no peito grita
Por favor, me deixa em paz
Pessoas calam
Pessoas pecam
Pessoas vivem enquanto morrem
Enquanto no peito grita
Por favor, me toque um pouco mais
Eu prefiro ficar sozinho
À viver essa multidão abandonado
Eu prefiro ficar num cantinho
Construindo meu mundo estrelado
Eu prefiro te olhar nos olhos
À ter tua boca me dizendo amar
Eu prefiro executar meu solo
Mas eu pré-firo o real amar
Pessoas desapessoadas
Pessoas desapossadas
Pessoas desprovida
De um bocadinho de amor
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