Hoje o dia amanheceu cinza
Até parece que o sol ainda não acordou
Logo eu que pensei que tudo termina
Quando ele vem, quando ele vem
Os teus olhos já não tem vida
Neles não me vejo mais
Não me encontro mais
Meu bem, relaxa que o sol vem
Enquanto me abraça fica tudo bem
Não me deixes, por favor
Nos cemitérios do amor
Se está frio o amor
O sol já veio com o seu calor
Meu bem, me relaxa que o sol vem
Enquanto me abraça fica tudo bem
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quinta-feira, 3 de março de 2016
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
Antes sol
Eu ando só
Ando seco e frio
Na alma um nó
Nos olhos nenhum pio
Eu canto em dó
Danço sem arrepios
Das chamas pó
As cinzas atiro
Antes só à mal amado
Antes só a viver armado
Antes era sol
E sol sempre volta amanhã
Só, frio
Só, frio
Só, frio
Sol
Ando seco e frio
Na alma um nó
Nos olhos nenhum pio
Eu canto em dó
Danço sem arrepios
Das chamas pó
As cinzas atiro
Antes só à mal amado
Antes só a viver armado
Antes era sol
E sol sempre volta amanhã
Só, frio
Só, frio
Só, frio
Sol
domingo, 3 de março de 2013
Um pouco de sol em minhas emoções
No fundo, no fundo mesmo, eu não esperava que aquele dia fosse tão diferente dos demais ou que me reservasse algo de especial e empolgador. Era tudo igual. O Marlboro Light era o mesmo. As bebidas lícitas eram as mesmas. As mesmas misturas de destilados e energético. Eu sabia que não podia consumir aquelas doses cavalares de adrenalina, endorfina, sei lá, estas "inas" da vida, mas queria ter a sensação de sentir o coração pulsando, gritando, vivendo, mesmo na certeza de ter amanhã, logo pela manhã, a ausência de todas as mesmas. É muito fácil mentir pra você mesmo. Não é mesmo?
As pessoas como sempre, gargalhavam, se abraçavam, juravam amor umas as outras com toda sorte de fidedignidade possível. Dava para ver o brilho no olhar de cada uma delas, certificando a verdade de seus dizeres. Sempre me pergunto o que tem de especial o álcool que a tudo traz luz. O sol deve ser um astro embriagado por tequila e vodca.
Por falar no sol, preciso retocar a maquiagem desta minha pele que empalidece na presença deste outono que me racha os tornozelos e resseca os cotovelos. Preciso de um pouco de sol em minhas emoções. E eu já havia dito isto pra você, mas como sempre, as minhas resoluções em relação à vida não fazem nenhum sentido pra você. Tampouco pra mim.
Por favor, sobre o que estávamos discursando mesmo? Sobre o que falávamos? Ah, já me lembrei: eu falava sobre os malefícios do tabaco.
O cigarro me deixa de mal humor. O cigarro traga a minha doçura, deixa o meu paladar agridoce, agri, seco, mas subscreve em minha língua as notas de sentimentalidades que só em um beijo eu poderia dizer. Um dia você pôde ler estas escrituras em Braile de minha língua. No verão você sempre se desaprende de mim.
Gente, a minha cabeça está girando feito aquelas rodas gigantes de festa de interior americano. Trezentos e sessenta graus de percurso para zero graus de sensação de prazer. Eu não rio, não raio, não roo. E todos riram. Mesmo assim, riram.
Acordei de mau péssimo horrível e deplorável humor. Do mesmo jeito que fui dormir explodindo de lágrimas e maquiagens borradas. Mesmo? Então você escolhe pensar no amor e lembrar que um dia o mesmo valeu a pena. Mesmo? Mesmo sem pensar que sim.
Aí, tudo pode melhorar, mesmo sem o sol. Mesmo?
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