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domingo, 2 de setembro de 2012

Eu não quero ver você com outra pessoa

Sou toda egoísmo,
Sou franca, eu não nego
Eu quero você
Não minto os abismos
Vejo, revejo, imagino e sou cega
Eu me encontro nas saliências que definem teu corpo
E corro calma
Felina e possessiva nestas ruas que te encorporam
E dão nuances aos meus desejos
Sou feito louca
Destrambelhada
Troco, sim
Os pés que caminho à te seguir
Por estas mãos que redefinem tua musculatura
Não me importam o mundo e os tais outros
Eu fincaria meu corpo no tempo e espaço
Apenas pela graça de me encontrar em teus calafrios
Quero teus olhos nos meus
Quero o teu querer em minha loucura
Quero ser o ego que te responde
Te quero apenas pra mim
Nas molduras em meu quarto
Nos desenhos de minha infância
Eu não quero te ver além de entre os rabos
Não te quero com outra pessoa
Nem com a sombra de mim mesma
Não quero luz
Não quero fogo devastador
Eu quero a escuridão
E lá te proteger de mim

domingo, 16 de outubro de 2011

Ponto final

Eu não queria ferir você
Eu não queria querer você assim
Mas tente me entender
Sou porra louca
Eu sou mesmo assim
Estranha, distante, sem mim

Eu não queria beber você
O que eu queria era fujir de ti
E as palavras conter
Finjir ser bela, ser legal enfim
Estranha, distante, em ti

Se bebo perco o juízo
E as palavras refluxam o ar
Então me olhe. Insisto
Melhor que me ouça
Ou então vou gritar
Estranha, e fora de mim

Se bebo perco a cabeça
E os beijos se sujam no ar
Antes que você me esqueça
E o inferno te toma o lugar
aquecendo a fúria em mim
Distante, mais longe de ti

Se bebo perco a fineza
E as putas que te fazem gozar
Maquiada finjo a beleza
Da dor de teus lábios afastar
Estranha, distante de nós
Eu conto e afasto os lençóis
E um ponto remarca o à sós