Sou toda egoísmo,
Sou franca, eu não nego
Eu quero você
Não minto os abismos
Vejo, revejo, imagino e sou cega
Eu me encontro nas saliências que definem teu corpo
E corro calma
Felina e possessiva nestas ruas que te encorporam
E dão nuances aos meus desejos
Sou feito louca
Destrambelhada
Troco, sim
Os pés que caminho à te seguir
Por estas mãos que redefinem tua musculatura
Não me importam o mundo e os tais outros
Eu fincaria meu corpo no tempo e espaço
Apenas pela graça de me encontrar em teus calafrios
Quero teus olhos nos meus
Quero o teu querer em minha loucura
Quero ser o ego que te responde
Te quero apenas pra mim
Nas molduras em meu quarto
Nos desenhos de minha infância
Eu não quero te ver além de entre os rabos
Não te quero com outra pessoa
Nem com a sombra de mim mesma
Não quero luz
Não quero fogo devastador
Eu quero a escuridão
E lá te proteger de mim
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domingo, 2 de setembro de 2012
terça-feira, 1 de maio de 2012
Caldo de batatas à Bonomo
Como vocês já sabem o meu mundo é plenamente INsano, da cabeça aos pés. Passando também pela cozinha! Afinal, muito da vida começa pelo cheiro, paladar, boca, incluindo nossas poesias!
Hoje já não é o primeiro, segundo, tampouco o terceiro dia que estou sozinho em casa. Abandonado... Esquecido... Brincadeira, sem melancolias. A Gabi (www.gabrielabonomo.blogspot.com) está em outras terras e a nossa pequena passeia com a vó. Eu? Me perco em meu mundo INsano. E me deparo com as saudades. Sim, mas uma nostalgia gostosa, leve, e que me aquece estes dias frios e de chuva. Resolvi: vou cozinhar! Prepararei um delicioso caldo e nomearei de Caldo de Batatas à Bonomo, em homenagem a minha irmã Gabi e a Adriana, sua mãe, que durante estes dias me fará gargalhadas-companhia. Fiz o caldo e ele ficou uma delícia! Incrível! Modéstias à parte. Talvez a idéia nem seja assim tão inovadora e original, mas aposto que os meus sentimentos sim. Tenho que compartilhar com vocês... Quem se habilita? Se joguem, INsanos!
1 peito de frango pequeno
4 linguiças de frango escaldadas e picadas em rodelas
1 cebola
100g de queijo parmesão cortado em cubos
1 cálice de vinho branco seco
Azeite de oliva extra virgem
Azeite balsâmico
Ervas finas, salsinha, cebolinha verde, noz-moscada, sal e pimenta à gosto
Ervas finas, salsinha, cebolinha verde, noz-moscada, sal e pimenta à gosto
Pão fresco ou torradas
Bem, eu comecei a minha façanha cortando as batatas, já descascadas, em rodelas e pondo-as para cozinhar em água levemente temperada com sal e ervas finas, muitas ervas finas. Mas se você gostar, pode colocar um tablete de caldo de galinha. É que particularmente estou me libertando dos condimentos artificiais e também do sal, quero encontrar a natural poesia do gosto de cada alimento. É particular!
Enquanto as batatas cozinham, até quase se desmancharem, eu coloco o frango para descansar a beleza numa solução de vinho branco, azeite balsâmico, noz-moscada e pimenta-do-reino, moídas na hora. Que cheiro! Olha, o frango pode receber um pouquinho de sal nesta hora, mas eu sempre gosto de usar o sal grosso, assim já afasta toda a urucubaca! Sai de ré, coisa ruim! Gente, é importante fechar bem o frango nesta mistura e deixar descansar por uns 30 minutos e depois refogá-lo normalmente na cebola picada e frita no azeite de oliva. Vocês sabem o que é refogar? Tenso! Logo insisto!
Outra coisa, enquanto o frango estava cozinhando eu já fui desfiando-o. É só ir mexendo com a colher-de-pau que tudo fica tranquilo. Eu coloquei um pouco de água apenas para não agarrar ou queimar. Loucos, um pouco! Não estamos fazendo uma canja. Bem, pronto o frango, é só reservar e na mesma panela ainda quente, jogar as linguiças picadas e dar uma leve fritadinha. Nesta hora, foi muito engraçado, eu esqueci as linguiças no fogo. Me perdi no chat do Facebook com o Rafael (www.rafaelbressan.tumblr.com), que não foi comprar os meus pães. Só por que estava chovendo. Até parece que é feito de açúcar! Pronto falei! Gente, eu sou um perigo colossal na cozinha, mas graças a Deus ainda consegui salvá-las.
Agora, meu povo, é só bater as batatas que já estão cozidas e frias no liquidificador. Escrevi certo? Esta palavra é pior que paralelepípedo! Bata e jogue numa panela maior, por que o negócio rende. As batatas se proliferam que nem Gremlis! Então refogue-as nesta panela grande com cebolas fritas no azeite. Podem colocar alho, mas como uso sempre eu preferi aposentá-lo por hora.
Agora é só ir misturando tudo. O frango, as linguiças e acrescentar o queijo parmesão, a salsinha e as cebolinhas cortadinhas, bem bonitinhas. E pronto!
Gente, presta a atenção, esta foi a minha primeira receita sem creme de leite e milho verde. Eu consegui. Mas INsanos e INsanas, pelo amor do INsano-mor, esta é uma receita para ser degustada, palavra bonita, à dois. Não vão fazer que nem o louco aqui e comer sozinho. Este prato é para aquecer, esquentar o paladar, o afeto, a alma e por que não o corpo?
Ah, sirvam com uns pães frescos, embora seja de costume comer caldos com torradas. Este eu recomendo os pães e um delicioso vinho branco. Beijos e bom apetite! E depois me compartilhem a História INsana resultante...
terça-feira, 10 de abril de 2012
História INsana: Menina-mulher
Ando perambulando, observando o que já sei
Anos me despedindo, recolorindo os tons de gray
Panos de mil detalhes que nada falam de mim e ninguém
Banhos de sal e arruda que me desnuda de teu desdém
Forma que me reforma e te transforma em desigual
Borda que me transborda e te rebarba de água e sal
Passo que me transpassam e te repassam no banal
Veste que me reveste e te investe pau à pau
Anos me despedindo, recolorindo os tons de gray
Panos de mil detalhes que nada falam de mim e ninguém
Banhos de sal e arruda que me desnuda de teu desdém
Forma que me reforma e te transforma em desigual
Borda que me transborda e te rebarba de água e sal
Passo que me transpassam e te repassam no banal
Veste que me reveste e te investe pau à pau
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