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quarta-feira, 1 de maio de 2013

Comum e normal

ela é branca
é neve
e eu sou chocolate


ela é verde
é azul
e sou castanho
ela é colorida
e eu sou todas as cores


ela é um
eu sou um
somos um mais uma pequena
somos grandes
somos pequenos
tantos e nem somos


brincamos
sorrimos
cantamos
dançamos
pintamos o sete no zero e dois


aloprados
sinceros
família
apoio e suporte de porte
de pote cheio, sacudido e transbordante
de amor
de irmão
de irmã
de princesa


de escolha
de mãe
de beijo
e choro
silêncio
e gargalhadas finas e descompassadas
que não passam, ficam
fincam carinhos no peito



do peito 



do alto, falante


do infinito castelo



com palavrinhas mágicas
conto
encontro encantado
em cantado amor
gritado
revelado
tatuado 
no branco
no verde
no chocolate
no castanho
nu
puro
simples
normal e comum
adriana
gabriela
e val
e alicinha



*Dedicado INsanamente à Gabriela, Adriana e Alice.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Ir-Mãos

05 de setembro, Dia do Irmão... nos INsanidades uma data como esta não poderia passar em branco, pois é de família que se constitui o in e o out deste louco poeta que vive a liberdade da busca da paz, amor e esperança.
Já disse aqui outras vezes que de amor fui feito da cabeça aos pés, mas são as mãos destes que esculpem a minha caminhada e sonho, pois quando levanto, caio, ou paraliso são neles que encontro o direto ou indireto, o tímido ou o simples de orgulho do "vai e conquiste-se em descoberta e descubra um novo mundo que pode não apenas ser seu, mas ser nosso."


À Mateus e Raquel Braga os meus co-sanguíneos e Gabriela Bonomo, Juliana Campos, Marco Antônio Abreu, Everton Penna, Gabriel Menezes e Pedro Lima, os meus co-cardios (isto foi inventado por mim, insanamente, rs), o meu amor de irmão...


Marco Antônio
 Ir-Mãos

Sem eles eu não seria eu
E sem o eu o meu ser seria vazio
Ou cheio de todo ar que poderia ser
Mas nunca inspirará vida
Me dão vidas
São como a respiração que me alimenta
Que invade as partes mais internas deste ser franzino
Everton 
Células, tecidos, orgãos, pele
E eu nem percebo muitas vezes
São reais e presentes sem anúncios
São escolhas
São sangue
São acaso ou casos
Sentimentos nobres que nem se percebe sentir
Naturais
Gabriela e Alice
Pontuais
Leais 
Surreais
São brigas
Desaforos que levamos pra casa
São roupas estendidas no varal
São entendimentos
Ir. Onde irei?
Ir. Onde serei em paz?
Ir. Se tenho pés?
Juliana
Não
Ir pois tenho mãos
As suas mãos
Que direcionam em confusão
Que abraçam em solidão
Que levantam e me refaz




terça-feira, 1 de maio de 2012

Caldo de batatas à Bonomo

Como vocês já sabem o meu mundo é plenamente INsano, da cabeça aos pés. Passando também pela cozinha! Afinal, muito da vida começa pelo cheiro, paladar, boca, incluindo nossas poesias!
Hoje já não é o primeiro, segundo, tampouco o terceiro dia que estou sozinho em casa. Abandonado... Esquecido... Brincadeira, sem melancolias. A Gabi (www.gabrielabonomo.blogspot.com) está em outras terras e a nossa pequena passeia com a vó. Eu? Me perco em meu mundo INsano. E me deparo com as saudades. Sim, mas uma nostalgia gostosa, leve, e que me aquece estes dias frios e de chuva. Resolvi: vou cozinhar! Prepararei um delicioso caldo e nomearei de Caldo de Batatas à Bonomo, em homenagem a minha irmã Gabi e a Adriana, sua mãe, que durante estes dias me fará gargalhadas-companhia. Fiz o caldo e ele ficou uma delícia! Incrível! Modéstias à parte. Talvez a idéia nem seja assim tão inovadora e original, mas aposto que os meus sentimentos sim. Tenho que compartilhar com vocês... Quem se habilita? Se joguem, INsanos!

Caldo de Batatas à Bonomo
foto: Valdemy Braga
4 batatas grandes
1 peito de frango pequeno
4 linguiças de frango escaldadas e picadas em rodelas
1 cebola
100g de queijo parmesão cortado em cubos
1 cálice de vinho branco seco
Azeite de oliva extra virgem
Azeite balsâmico
Ervas finas, salsinha, cebolinha verde, noz-moscada, sal e pimenta à gosto
Pão fresco ou torradas


Bem, eu comecei a minha façanha cortando as batatas, já descascadas, em rodelas e pondo-as para cozinhar em água levemente temperada com sal e ervas finas, muitas ervas finas. Mas se você gostar, pode colocar um tablete de caldo de galinha. É que particularmente estou me libertando dos condimentos artificiais e também do sal, quero encontrar a natural poesia do gosto de cada alimento. É particular!
Enquanto as batatas cozinham, até quase se desmancharem, eu coloco o frango para descansar a beleza numa solução de vinho branco, azeite balsâmico, noz-moscada e pimenta-do-reino, moídas na hora. Que cheiro! Olha, o frango pode receber um pouquinho de sal nesta hora, mas eu sempre gosto de usar o sal grosso, assim já afasta toda a urucubaca! Sai de ré, coisa ruim! Gente, é importante fechar bem o frango nesta mistura e deixar descansar por uns 30 minutos e depois refogá-lo normalmente na cebola picada e frita no azeite de oliva. Vocês sabem o que é refogar? Tenso! Logo insisto!
Outra coisa, enquanto o frango estava cozinhando eu já fui desfiando-o. É só ir mexendo com a colher-de-pau que tudo fica tranquilo. Eu coloquei um pouco de água apenas para não agarrar ou queimar. Loucos, um pouco! Não estamos fazendo uma canja. Bem, pronto o frango, é só reservar e na mesma panela ainda quente, jogar as linguiças picadas e dar uma leve fritadinha. Nesta hora, foi muito engraçado, eu esqueci as linguiças no fogo. Me perdi no chat do Facebook com o Rafael (www.rafaelbressan.tumblr.com), que não foi comprar os meus pães. Só por que estava chovendo. Até parece que é feito de açúcar! Pronto falei! Gente, eu sou um perigo colossal na cozinha, mas graças a Deus ainda consegui salvá-las.
Agora, meu povo, é só bater as batatas que já estão cozidas e frias no liquidificador. Escrevi certo? Esta palavra é pior que paralelepípedo! Bata e jogue numa panela maior, por que o negócio rende. As batatas se proliferam que nem Gremlis! Então refogue-as nesta panela grande com cebolas fritas no azeite. Podem colocar alho, mas como uso sempre eu preferi aposentá-lo por hora.
Agora é só ir misturando tudo. O frango, as linguiças e acrescentar o queijo parmesão, a salsinha e as cebolinhas cortadinhas, bem bonitinhas. E pronto!
Gente, presta a atenção, esta foi  a minha primeira receita sem creme de leite e milho verde. Eu consegui. Mas INsanos e INsanas, pelo amor do INsano-mor, esta é uma receita para ser degustada, palavra bonita, à dois. Não vão fazer que nem o louco aqui e comer sozinho. Este prato é para aquecer, esquentar o paladar, o afeto, a alma e por que não o corpo? 
Ah, sirvam com uns pães frescos, embora seja de costume comer caldos com torradas. Este eu recomendo os pães e um delicioso vinho branco. Beijos e bom apetite! E depois me compartilhem a História INsana resultante...