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sexta-feira, 25 de abril de 2025

COMO MORRE UM HERÓI

Como em toda consagração, despí-me das vestes ritualísticas de meu culto profano. Com êxito e regozijo dos olhos sangrentos que observam profanei a verdade de ser puramente eu.
A verdade não mais reside no cinto que sustenta o meu sentir e as direções de meus passos. Caminho por delicados ensaios de risos, abraços e cumprimentos educadamente treinados pela conveniência do social. É injusto me contemplar indefeso diante às armadilhas que eu mesmo traço no compromisso de administrar os anseios que o mundo suspira de mim. Cada mentira que prego para minha refém consciência me expõe ao vexame de desprotegido estar. E ainda assim caminho léguas em direção ao retardo do que almejo pra mim. Mas sempre conjugo a pluralidade de nós.
Sou abelha que opera solitária a missão de apregoar a paz. Eu que a desconheço. Eu que sucumbo aos ruídos ferozes das condenações que orquestram minha fé. Eu que luto um luto da morte da paz que nunca vivi. Desembainho a espada da palavra que sussurada cala teu sobrenome. Eu vivo na terceira pessoa do singular. E nas bocas de terceiros vivem o meu real gargalhar. Eu não sou rei para ser real.
Fraco, débil, franzino, esboço a minha presença na consciência da multidão. Ali me alegro. Ali me exulto. Aqui me desmonto da inverdade de ser herói.
Ainda celebrando essa ministração, eu recolho com zelo as partes da armadura, repousando-a sobre o travesseiro, onde descansarei meu corpo devorado pela insônia da verdade. Restos diurnos alimentam minha exortação. Fragmentos de glória iluminam os caminhos por onde percorrem as águas salinas do meu olhar vazio.
E por fim, me desculpo da infame mágica do retroceder.
Qual herói te recolherá o riso do acreditar?

sábado, 16 de janeiro de 2016

Porque sempre se apaga a paixão

Antes de tudo quero que saibas
Que esse todo fogo se apagará
Quando a chuva chegar
O que ficará serão as cinzas de nossas emoções
Nestas descansarão o meu corpo nu
E minha alma vagará 
A minha alma oferecerá vagas para outros calafrios povoarem
Não será eterno esse amor
Não será pra sempre a minha dor
Não será para amanhã o que te prometi
Ah, se no nosso relógio os ponteiros acertassem o suspirar!
Do que me resta hoje te ofereço
Eu escreveria mil poesias
Para te falar do que nem sei amar
Se você deixasse
Eu esculpiria tuas risadas em minha rima
Se você deixasse 
Eu aqueceria tuas pernas frias com a palma de minha mão
Eu te trataria como um beija-flor
Que coroa a sutileza duma flor
E dela desvenda a doçura que só o beijo sabe falar
Se você deixasse eu não te deixaria
Eu te apertaria contra o meu corpo
Eu seria rio que refresca a pele
Eu seria até pra sempre
E todos os dias eu cantaria com você
Sim, eu abraçaria a vergonha sem vergonha
E revelaria o quão ridículo é o amor
E deixaria os sábios rirem de mim
Mas antes que me deixes
Quero que saibas que por acaso 
Em ti acender alguma fagulha de paixão
Será com calmaria que conservarei o incêndio
Que me provoca o teu sorrir
Isto, meu bem, sorria pra mim
Enrosque a tua perna na minha
Encaixe os meus dedos entre os teus
Não esconda o calor que tempera em suor tuas mãos
Simples assim
Sorria e me desminta do tudo que falei do amor
Faça me sentir novo e infantil
Desenhe timidez em meu rosto
Mude a minha aparência
E cale também meu coração
Mas não se esqueça
Que antes de mais nada o incêndio se apagará
E a gente vai se queimar outra vez

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Just be

While the tears came down
It was thinking about the stars
It poured out its heart 
It opened up its stupid mind
Trying to be gentle with itself
Trying with its all
It tried with my soul
But I was dead 

Close your eyes and remember the hurts you made 

Open your closet and find the character you were 
Set your sex to the fire and find me
Find us
And just try do not let it go 
Let your words burn in your mouth
Taste your lies
Be 

However to add a insult to the injury, it started to rain 

And it was afraid of the thunders 
It was afraid to go into the rain and see its skin 
It has been trying to have your closet's key
Trying to be gentle with you 
Trying with its all
It tried with my soul 
But I was dead

I was

And you never be 

By the way when start to rain again 

Please, do not be of anything 
Take its clothing off and wait
The stars are going to appear once again
At this moment do not think
Be
Just be