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segunda-feira, 26 de março de 2012

Cores e sons de Júlia

Pra mim ela é personificação mais exata da prima que eu desenhei ter quando criança. Não aquela pessoa que você sabe que sempre deixará escapulir o riso mais gentil e verdadeiro quando te ver chegar? É ela, e este lugar pode até ser um velório. Ela vai sorrir pra mim! Ela vai me cobrar um mundo de visitas, carinhos, abraços e telefonemas, mas vai me abraçar com toda generosidade do calor e presença de quem ama e admira. Ela um dia esmagará os meus ossos. É incapaz de entender que sou feito de 3/4 de líquidos e o resto todo é quase totalidade de ossos que se escondem timidamente entre um músculo e outro, mas o meu músculo maior, o meu coração pula em contrações de alegria e paz, apenas por sentir no seu abraço o seu peito sorrir pra mim.
Ele é meiga. É grande. É uma menina que tem o carisma de ser diferente de todos as outras. É, ela não é chata e fresquinha. É agradável, doce, mas tipo aqueles doces sem muito açúcar. É feito sobe medida de pura beleza revelada em pele branca, tão branca quanto a transparência que tem os nossos olhares em encontro. A gente brinca de ser honesto. A gente gosta de ser transparente e verdadeiro sendo simples e insanos. Somos mais que amigos, somos família!
Eu sempre digo que tem certas pessoas no mundo que Deus escolhe pra serem nossas e trazerem sentido e beleza à nossas vidas e penso, como seria a minha vida sem ela? Não teria os mesmos gritos pela rua. Seriam apenas caminhadas os meus círculos pelas avenidas. Seriam passeios sem cores nas flores, sem sol ou lua, seriam solidão. Mas da vida eu recebi a graça de tê-la em minha estrada e juntos colorimos a vida com brilhos de nossos risos e sons de gargalhas. Da vida eu recebi vida em Júlia.