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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Estes homens que não sabem o que querem

Brinca como meu coração
Por ainda não se assegurar em seus dezesseis centímetros
Assim como teus montes de virilidade
O meu sentimento é esculpido de carne
E músculos que se atrofiam ao seu desamor
Você pensa ser muito homem
E tatua em nossos tímpanos isto aos berros nas rodas
Você roda, roda, roda em torno de si
Come no prato fino de muitas mulheres
Mas não me cozinha com este papo vazio
Você não me preenche
Vaga dentro de meu corpo
Sustentas o teu nome em teu pau
Fraco
Fino
Frouxo
Tua cara valente já está oca
E se desmancha diante o homem que também sei ser
Não quero tuas flores, Senhor Virilidade
Eu ainda não estou morta
Eu vivo além de ti
Não quero doces finos
Palavras frias não me tocam
Quero um homem que saiba que o é
De cara barbada e saco cheio
Quero o gosto de querer
E ser mulher
Quero e sei o que quero
E prossigo me redescobrindo
E cobrindo outra vez

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Eu não sou virgem

Abra os teus olhos e então saberás 
Das fluidez que quero que você saiba
Que o meu valor não está em meu sexo
Não é justo me julgar 
Já que temos a mesma pulsão no cerne de nosso corpo
São os nossos corações que pulsam diferente
Eu paguei pelo meu prazer e paguei caro
Nem sempre é agradável pensar em você
Eu cheguei à casa apaguei a luz e acendi o abajur
Mas não foi ele que incendiou o meu fogo
Esta carne que desgruda de meu corpo
Em contraste ao teu peso que foge de mim
Não tenho por costume de desculpar
Pelos pecados que não cometi
Tampouco não perjuro os que consumo
Se lascívia engordasse eu já estaria condenada à minha cama quente
Se tesão matasse não haveria fogo para mim
Você se esquece que tem um sexo entre as pernas, Senhor Heterossocial
Eu não sou virgem
Desde criança já brincava de sexo
E isto está além demeu instinto
Eu não sou pura
Foi na tua defraudação que me purifiquei a hipocrisia
Nunca tive o meu corpo tocadi
E já carrego muitos toques em minha mente
Eu fantasio e tamgivelmente me sacio
Sou mulher que cria a transa perfeita pra si
Não foi à toa que nasci com 10 dedos
E ainda tenho pés para me mover em meu mundo
Não sou do tipo mulheres que desconhecem a si
Também não sou menina que tem prazer em tuas paixões platônicas
Eu não sou mais virgem
Já me abri pra mim
E sou um mundo libidinoso demais para meninos de pequenos picos
Sou como mata ou como rio turbulento
De enxarques e não sequidão
Sou de cama e não de poesias
Eu não sou virgem
Também não sou santa
Sou mulher
Já fui Maria e tantos outros planos
E hoje sou fome
E no prazer que me chamo
Chamas