talvez vencido pelo cansaço
o pensamento que me atravessa
seja o parar
eu paro e me escuto
e no escuro desse tumulto
canto uma cantiga de ninar
para as vozes que salientes
dissipam minha paz
tomo um tempo
tomo água
tomo um ar
e não temo
o céu nublado
alvejado por relâmpagos
movimento o meu corpo
em direção à chuva
eu abraço a tempestade
num ritual humano e sagrado
não culpo as dores
nem cultuo as flores
eu deixo ser
e sou
me deixou crer
me dou
ser humano é perfeito
o imperfeito é se endeusar
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