Pena que você se perde na ilusão do
espelho que reflete em debilidades a tua
divina graça e
rarifica tua real beleza
ofuscando as linhas das expressões que traduzem
risos de predicativos escondidos e
amarelados nas suas pinturas e aquarelas
menino, se você
ouvisse à você mesmo de fora pra dentro se
apaixonaria pela ímpar riqueza de detalhes
gerada pelo teu ser em cantos de
uníssonos e majestosos
zumbidos e musicalidades
zig-zag-adas em balé de melódicas poesias
oriundas de um mesmo olhar que vi em primeira vista.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Um amor daqueles
Num primeiro instante eu fui tomada por um suspiro dilacerador e repentino, destes que arranham os pulmões, congestionam as vias e secam o paladar. Logo fui embalada por três sequentes fôlegos ritmados que a minha voz roubou, pupilas dilatou e denunciou que era ele que os meus olhos viam se aproximar lentamente em minha frágil direção. Tentei fingir, fugir, fazer de conta que nem conta havia dado de sua presença, mas os risos tímidos já se salientavam num dos cantos de minha boca, revelando uma constelação de estrelas no seu céu que iluminavam o sorriso que em instantes segundos seriam gargalhadas idiotas e sem sentido. O amor sempre me fazia rir descompensada, menina e infantil, no sinônimo de verdadeira, transparente, destemida de apenas ser e viver as cores desprovida das formas.
E ele veio se aproximando e chegou, encontou e sorriu. Desfaleceram os meus poucos sentidos e os meus olhares se bifurcaram na coreografia de contemplar o céu e o chão e assim fugir de seu olhar, mas delicado o seu brilho me atraía, me conduzia à mim mesma. Olhar para si era encontrar à mim. Encontrar o meu reflexo em suas pupilas nas cumplicidades das íris era me sucumbir às defraudações incestuosas que a sua alma me convidava. Eu me sentia como menina convidada pela primeira vez à bailar ,vestida de debutante, ornada com orquídeas e perfumada com jasmim. Eu me sentia retornar no tempo e o seu gosto doce me fazia recordar as águas turvas do Paraíba, colorida a caramelo ingênuo e que em sua profundidade resguardava imensidões de coloridos vivos, em variadas saliências, em distintos mitos ou gritos infames. Aquele era um amor diferente, não era de inverno, outono, tampouco de verão, era um colorido mais vívido que primavera, era um romance de estação confusa, nova, livre, era um romance que continha em nossas palavras as sua própria trilha de sonoridades musicais que nos conduziam à danças reais, nobres, danças de realidades imaginárias e figurativas, que me conduziam à poesia, ao canto simples de suspiros de amor.
Era um amor dos quais todos sonharam, homens , mulheres, araras e piriquitos, era um amor que me entorpecia e trazia à margem todas as minhas saliências e emoções. Era uma amor transbordante que nem mesmo a a palavra amor capitava o dom da essência revelar. Um amor daqueles que nos rompem, tange e tingi, era um amor do qual não sei o nome, gramática ou tom, ou havia de ser somente um amor que sonhei.
E ele veio se aproximando e chegou, encontou e sorriu. Desfaleceram os meus poucos sentidos e os meus olhares se bifurcaram na coreografia de contemplar o céu e o chão e assim fugir de seu olhar, mas delicado o seu brilho me atraía, me conduzia à mim mesma. Olhar para si era encontrar à mim. Encontrar o meu reflexo em suas pupilas nas cumplicidades das íris era me sucumbir às defraudações incestuosas que a sua alma me convidava. Eu me sentia como menina convidada pela primeira vez à bailar ,vestida de debutante, ornada com orquídeas e perfumada com jasmim. Eu me sentia retornar no tempo e o seu gosto doce me fazia recordar as águas turvas do Paraíba, colorida a caramelo ingênuo e que em sua profundidade resguardava imensidões de coloridos vivos, em variadas saliências, em distintos mitos ou gritos infames. Aquele era um amor diferente, não era de inverno, outono, tampouco de verão, era um colorido mais vívido que primavera, era um romance de estação confusa, nova, livre, era um romance que continha em nossas palavras as sua própria trilha de sonoridades musicais que nos conduziam à danças reais, nobres, danças de realidades imaginárias e figurativas, que me conduziam à poesia, ao canto simples de suspiros de amor.
Era um amor dos quais todos sonharam, homens , mulheres, araras e piriquitos, era um amor que me entorpecia e trazia à margem todas as minhas saliências e emoções. Era uma amor transbordante que nem mesmo a a palavra amor capitava o dom da essência revelar. Um amor daqueles que nos rompem, tange e tingi, era um amor do qual não sei o nome, gramática ou tom, ou havia de ser somente um amor que sonhei.
domingo, 4 de dezembro de 2011
Carpe diem
De vez enquando eu espero o tempo correr
e estes momentos são o tempo que ele mais anda devagar
paralisa as rugas e
irrita o meu ânimo ancião
os sábios ou pseudo-conhecedores da filosofia vida
ruminam em meus olhos caracteres de
prescrição de medicamentos homeopáticos
como se minhas intenções pudessem ser domadas
por treinamentos baratos e estúpidos imaturos
não sou santo nem ando à procura de milagres preparados
não sou como bula de remédio que te administra doses
não sou como manual de eletrodoméstico
na realidade não sou domesticável
sou silvestre, selvagem, sou arisco
e arrisco acertar-me aos desencontros de meu próprio tempo
e lamento solto
não saber apreciar os créditos finais de tua trama
nem tampouco as notas clássicas das melodias que as desfilam
eu não escrevo músicas
eu canto solidão acompanhado
e em tempo e outro denuncio em minha irritabilidade taurina
as mais secretas insinuações incestuosas
como numa cena de filme sensacionalista
sem surpresas e com premeditações
tem tempos que perco o tempo
tentando entender
o que só o tempo apreciado caberá de revelar
dez e dez não completam zero hora e vinte cinco minutos
nem noventa minutos de bela trama
o desejo de tua companhia ser
o único tempo que eu queria saber degustar
desculpe-me, senhor
que meus contornos constrói à três pinceladas
mas a mente nem desenhando compreende
infantil
ainda sou gigante em minhas soberbas
ainda sou menino que nem pedalar sabe
desculpe-me, mas tenho andado sem tempo pra amanhã
e estes momentos são o tempo que ele mais anda devagar
paralisa as rugas e
irrita o meu ânimo ancião
os sábios ou pseudo-conhecedores da filosofia vida
ruminam em meus olhos caracteres de
prescrição de medicamentos homeopáticos
como se minhas intenções pudessem ser domadas
por treinamentos baratos e estúpidos imaturos
não sou santo nem ando à procura de milagres preparados
não sou como bula de remédio que te administra doses
não sou como manual de eletrodoméstico
na realidade não sou domesticável
sou silvestre, selvagem, sou arisco
e arrisco acertar-me aos desencontros de meu próprio tempo
e lamento solto
não saber apreciar os créditos finais de tua trama
nem tampouco as notas clássicas das melodias que as desfilam
eu não escrevo músicas
eu canto solidão acompanhado
e em tempo e outro denuncio em minha irritabilidade taurina
as mais secretas insinuações incestuosas
como numa cena de filme sensacionalista
sem surpresas e com premeditações
tem tempos que perco o tempo
tentando entender
o que só o tempo apreciado caberá de revelar
dez e dez não completam zero hora e vinte cinco minutos
nem noventa minutos de bela trama
o desejo de tua companhia ser
o único tempo que eu queria saber degustar
desculpe-me, senhor
que meus contornos constrói à três pinceladas
mas a mente nem desenhando compreende
infantil
ainda sou gigante em minhas soberbas
ainda sou menino que nem pedalar sabe
desculpe-me, mas tenho andado sem tempo pra amanhã
sábado, 3 de dezembro de 2011
Direto, curto e educado
Serei direto
o que eu quero é chorar
quero deixar em fluxo livre
um barril de lágrimas rolar de meus olhos
sem poesias ou rimas
sem choramingo ou conta-gotas
quero cavacar minhas feridas
e deixar minhas veias pocarem
como bomba que desestruturam superfícies
o que espero
é não encontrar um alguém
que me paralise
ou bata em minhas costas
eu sei o quanto custa minha hidratação
e se o choro secar
tomarei outro gole de vodka
e além de chorar
vomitarei meu coração
serei direto
mesmo não sabendo
onde dói mais
se no peito
ou em minha razão
o que eu quero é chorar
quero deixar em fluxo livre
um barril de lágrimas rolar de meus olhos
sem poesias ou rimas
sem choramingo ou conta-gotas
quero cavacar minhas feridas
e deixar minhas veias pocarem
como bomba que desestruturam superfícies
o que espero
é não encontrar um alguém
que me paralise
ou bata em minhas costas
eu sei o quanto custa minha hidratação
e se o choro secar
tomarei outro gole de vodka
e além de chorar
vomitarei meu coração
serei direto
mesmo não sabendo
onde dói mais
se no peito
ou em minha razão
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Um cheiro italiano, um sentido português
Eu tenho tentado dormir esta noite, mas não encontro conforto no abraço de meu travesseiro.
Tenho tentado não fugir para as lembranças que me condenam maturação. Tenho tentado não rever os risos, mas agora a minha rua não tem roncos de carros pra me distrair e na minha cama o silêncio se faz. Nesta madrugada é o meu corpo que grita sussurrando o que nem sei se foi o fim. Há quem diga que eu poderia estar chorando e assim lavar minha alma, mas o espírito fugiu de mim e o que restou foram as carcaças em seu lugar. Tenho sentido que não sinto mais. Descobri que há algo morto em mim e esta putrefação cheira ao perfume importado que eu mais gosto. Tenho sentido que não faz mais sentido sentir estas notas de frescor italiano. Mas pra minha mente já nem adianta desenhar.
O meu corpo até ensaia suas dores, suas marcas, seus destino, e em meu leito carimbou sua dor. O meu corpo desfila a vagar. Devagar, caindo, sem andar.
Eu queria apenas dormir e perder as contas com os carneirinhos. Nesta noite eu queria sonhar e finalmente eu falaria português.
Tenho tentado não fugir para as lembranças que me condenam maturação. Tenho tentado não rever os risos, mas agora a minha rua não tem roncos de carros pra me distrair e na minha cama o silêncio se faz. Nesta madrugada é o meu corpo que grita sussurrando o que nem sei se foi o fim. Há quem diga que eu poderia estar chorando e assim lavar minha alma, mas o espírito fugiu de mim e o que restou foram as carcaças em seu lugar. Tenho sentido que não sinto mais. Descobri que há algo morto em mim e esta putrefação cheira ao perfume importado que eu mais gosto. Tenho sentido que não faz mais sentido sentir estas notas de frescor italiano. Mas pra minha mente já nem adianta desenhar.
O meu corpo até ensaia suas dores, suas marcas, seus destino, e em meu leito carimbou sua dor. O meu corpo desfila a vagar. Devagar, caindo, sem andar.
Eu queria apenas dormir e perder as contas com os carneirinhos. Nesta noite eu queria sonhar e finalmente eu falaria português.
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