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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Paixão à ausência da vista

Hoje me lembrei de você
E o meu coração saltou como um trapezista de um circo qualquer
Por alguns poucos instantes o meu coração voou 
E aterrizou inseguro em meu peito
Foi buscar tua presença que ele se inspirou
Estou apaixonado pelas lembranças que tenho de você
Embora não te tenha
Tenho seus sabor escondidos em meus lábios
Feito lenha sobre o fogo
Que se queima e vive em cinzas
E num vento seco em emoções qualquer volta a sorri
E queimar
E incendiar
Percebi você
Resiste o amor à suas lembranças?
Existe o amor na ausência do amado?
Só o que sei
Me apaixonei à ausência da vista
Sim
Às vezes é mais saudável chegar ao fim
Sem
Fim

domingo, 25 de março de 2012

Negativo

Ele tinha os cabelos pretos. Os olhos escuros e a pele clara. Clara, nova, vívida. Tinha a pela que eu queria ser e então poder envolve-lo com toda ternura e calor que teriam os meus braços sobre o seu corpo, como fios que tecem nós e trama a costura os contos, e sacramentar, uni-lo à mim.
Ele tinha o dom de ser belo. Ele tinha o dom de ser a única pessoa que me roubava o dom de descrever belezas e produzir sonoridades que revelam segredos de predicativos e mistérios. Ele tinha o dom de ter os mais nobres dons. Ele sim, era filho de Deus! Ele tinha em medidas recalcadas, sacudidas e transbordante a dádiva de ter e ser o que eu queria, almejava e não tinha. Ele tinha a mim e a si próprio, mas eu era apenas um ópio que o entorpecia a vaidade. Ele tinha a beleza idade. Era jovem e criança. Era flor que se abre para luz ao amanhecer, era a aurora.
Quando olho para ele, não diretamente, mas através da fotografia que tenho na estante de minha casa ou na que carrego como ¾ em minha carteira denunciando minha identidade, o sentimento que tenho é que ele simplesmemte nasceu para ser belo. Se o homem é, de fato, feito a imagem e semelhança de deus. Deus é um deus grego. E eu? Seria filho de quem? Não, deus também criou o satanás. E dizem que ele era um dos anjos mais lindos e sublimos do céu. Ele é o próprio demônio em minha vida e paz. Meu tormento e desespero. Vício e adrenalinas. Era paixão. Sem estar apaixonado!
E a sua boca quando fala. E sua voz quando respira. E seu hálito seco quando me convidas. Ele é tentação. É a ação de tudo o que sempre quis e se escondeu insanamente em mim. E é ele e eu quem sou seu o ele em mim?
Ele é belo preto e branco. Ele é belo barba e bigode. Ele é superman. E eu? O que sou em suas fragilidades? O que sou em seus negativos?

domingo, 13 de novembro de 2011

Esquecer

Já não sei separar o que são apenas marcas ou que foi só ilusão
Não sei separar o que foi apenas fatos do que foi coração
Não sei separar o que foram fotos do que foi talvez
Não sei separar o que foi que não foi do que fiz você
Não sei separar você me mim
Teu cheiro de minha pele
Teu nome de meus papos mais descontraídos
Teu gosto de meu paladar
Tua toalha de meu guarda-roupa
Você em minha minha rima pobre
O blasé do foda-se
A raiva do descontentamento
Não sei separar o caos do universo
Não separar-me do chão, do ar
Não sei separar dez de ilusão
Não sei separar as sílabas que constituem: Esquecer