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sábado, 10 de novembro de 2012

Dias chuvosos me inspiram

DJ Allan Mesquita
Hoje o meu-nosso blog tem uma ilustre participação... Amigo, irmão, Dj e agora apaixonado por poesias, Allan Mesquita. Diretamente de Macaé para o nosso INsano Mundo.
A participação do Allan no blog se deu à partir do que chamo de Roubo INsano, onde capturo frases e trechos originais de amigos em redes sociais e então esboço um continuidade no mesmo esquema INsano que caracteriza o nosso mundo aqui. Vale muito à pena conferir. Uma mistura de meus pensamentos em fluxo livre com a mente criativa e sensível deste meu grande irmão. 
Outra contribuição neste post é da bela e polêmica Tay Barcelos, que já passeou por aqui em outras postagens e agora me inspira em alguns pensamentos e do mestre que dita a trilha sonora desta tarde de sábado chuvosa, diretamente de São Fidélis, o Toninho Brandão. Super bom gosto, né GaGatona, Laisa Muniz? >>> Hacker!
Sem mais demora, vamos direto ao papo, ou melhor, ao texto... Se joguem, INsanos e INsanas!!!


Dias chuvosos me inspiram

Não vejo mais aquela beleza em teu olhar. As sombras dos cílios cerrados de São Pedro, escondem de mim o brilho e o calor dos sóis de tua pele. Corpo outrora coberto por minhas mãos famintas e intrometidas. A cada dia que passa, passam as nuances das lembranças de teu cheiro em meu cavanhaque. Sinto você mais longe e mais distante. Na verdade, não te sinto. E ressentir o não sentir do sentimento que em mim pressente abandono me aniquila curvaturas das maças do rosto. Hoje vai chover, e o meu jardim, o mesmo que foi o nosso, não deixará de ficar seco em caatingas.
Não vejo mais você salpicar estrelas em meu céu. Tua despedida, que nem aconteceu oficialmente, estabelece constante inverno em meus dias. Do Rio à São Fidélis.
Não era para comemorarmos primaveras? 
Chego à conclusão de que você está saindo gradativamente de mim, diferente de partos que sentenciam vida. Mesmo seguido de dores e choros. Foges de mim feito menino em embriaguez por vinho, vodcas e tequilas. E o meu corpo racionalmente te vomita. Rejeita. Mas o meu coração ainda te prende em vísceras. Quem ficará em teu lugar? O meu câncer afetivo? Ou minha cólera emocional? Onde estará o meu amor?
Oh, chuva que cai, não silencia o seu grito! Molhe-a e com tuas lágrimas esculpes a silhueta de seu corpo para que possamos dançar em tuas águas. Deixe o rio fluir outra vez e outra vez mais eu fruir de sensações de pequenas mortes. Desenha novamente a face dela pra mim. Irriga-me outra vez e então chorarei para que tuas reservas possam ser reabastecidas, simplesmente para que possa voltar a chover e tocar o corpo de teu amor. Eu sei que também ama, chuva.
E a chuva silenciou. Deixou de me ouvir e desaprendeu a produzir som. Em dias de chuva costumo de inspirar de solidão. O restos são apenas lembranças de dias de felicidades, fogo que se apagou na chuva. Lembranças boas de um dia qualquer. Lembranças de quando o sol veio e o frio da solidão se foi.
Por que hoje só chove? Chove e as muitas lágrimas que correm do céu encharcam e intimidam nas laringes de deus os algodões doce que ele costumava soprar nos dias em que você vinha... pra mim.
Chove e minha mente se perde dentro de tudo aquilo que o meu corpo desmente.