terça-feira, 5 de julho de 2011

Entre inverno e verão

No rio frio
eu pio um fio
de solidão

Um arrepio
um fino cio
calefação

Vou voltar pro sertão
aquecer o coração
ensolarar

Tingir o coração
De vermelho paixão
fantasiar

No rio quente
a gente mente
de solidão

Um de repente
ente impotente
sublimação

Vou sambar a poesia mais linda
desfilar os seus versos de mel
desenhar uma flor na ferida
enfeitar o inferno, sorrir meu céu

Vou fazer o meu mundo gigante
e pequena chorar minha dor
borboletas serão minh'as amantes
sua dança será minha cor

terça-feira, 28 de junho de 2011

Menti ao meu cérebro

Não tenho como não escrever o poema indecifrável que em meu peito chora. E desta vez não falo como poeta, como artista, ou observador, falo como pessoa Valdemy, no desconforto tímido das emoções que já o observa eufórica e inconveniente.
Já são quase duas da madrugada e o meu miocárdio acelera e paralisa seu canto, desorquestrando toda cognição que por horas à fio ensaiei comigo mesmo na maestria de tudo ao meu respeito conhecer, deter e ponderar. Malhei em séries de doze cada tecido dos músculos de meu cérebro, na imaginação de como contraio minha face na negação de um sorriso o mesmo poderia à mim mesmo defraudar, mas tolo enrubeci diante de seus imperdoáveis neurônios, axônios que gargalharam de minha ignorante infantilidade.
Ao menos se eu tivesse o exercitado com os pensamentos que de mim fugi, ou das leituras que eram tão óbvias, mas encarando a realidade do impossível eu teimei em brincar de imaginar o que nem a minha pele fazia transpirar.
Eu não sei, não sei o que meu corpo sentiu, nem menos os que sentiram muito por mim, apenas sei que enganei-me em minhas intelectualidades e não vi mais os mesmos sons sorrirem pra mim.
Sinto frio que algo mudou, sinto aquecido o medo deste sentir. Sinto muito por não mais viver a sorrir.

(...)

domingo, 19 de junho de 2011

Jogo das flores

Me cobri de rosas e avelãs e por ai dancei de maneira delicada aquele música que sei que tu te agradas, mas o que eu queria era embalar você.
Nem se me transportasse ao meu melhor avesso verias tu em mim a beleza que insacia os teus olhos por consumir.
Queria despedir-me de você frustado, com ódio, raiva, todavia encontro-me em você com carinhos subentendidos e claros, não encontrando a mim você, no teu riso, teu brilho, teu calor.
Queria te dizer todo o meu sentimento, meu momento que não é teu e poderia ser de nós, nós dois, nós e sós.
Tudo o que meus olhos te falam e tua polidez rejeita em analfabetar e eu revelo hoje em minhas palavras escritas e que nunca serão ditas, ou quisá apenas não compreendidas.
Eu não tinha a beleza das rosas, mas sentia os seu perfume em mim, eu sentia essência do que era belo, era nobre, sublime, mas o universo deveria criar muitas outras cores pra que você pudesse ver.
Talvez você espere que a esperança me acabe. Até mesmo considere que a força se esvai, como suor.
Talvez você apenas sorria ao se despedir, eu fui mais um jogo que te fez feliz. Fui mais uma jogo que você roubou, burlou, fui um jogo precipitado, sem perigos, jogo honesto, jogo amigo, fui um jogo sem excitação, um jogo sem riscos que sair riscado e sem emoção.

domingo, 29 de maio de 2011

Icy way

How cold I feel myself today
And you know how make me better
But how was yesterday
Today you're just with your pain
Just with your luck
Sometimes I think do not remember you
Perhaps I could do it
But how could I know it if I do not remember you?
At least I die
But I'd like to fly away up to you
And get you to the earth that could be cool
Forever the day would go slowly
Forever the smiles would come softly
Sometimes I think in you
All the time I forget me
Sometimes I catch you
At this time I figure out
It just a dream that won't be come true
And I feel my skin get icy
My mouth start to shake
The heart throbs in its beat
Suddenly practices its good bye
And I go away, on a way of an icy beat

terça-feira, 24 de maio de 2011

Desaprendendo com as cores

Eu escrevi para ele não os poemas mais belos que em minha vida suspirei, para ele escrevi o silêncio,escrevi o que minhas palavras não se preenchiam pra falar.
Pra ele não foram escrito poesias em papel marché, ou ainda em tatuagens pelo corpo, foram piscar de olhos ingênuos dançando no desvencilhar de seus olhares mais constrangedores, pra ele escrevi na língua de coração na tradução literária de coração.
Ele estava certo das emoções que o coloriam o peito, mas chorou ao experimentar a lógica de que homem não pode dizer "eu te amo". O amor para si era mais que um nobre sentimento, era amor, e o amor por si só se basta. E bastou o seu mal.
Pelo medo que o circundava ou pela vaidade que o habitava eu fui aos poucos deixando de amar, de querer, de esperar e neste momento aprendi à escrever na linguagem da qual falam os homens, da qual fala de corpo, de rosto, de bocas, pernas, dos olhos, não do brilho e sim das cores, aprendi a desvendar as cores e desprendi a colorir meu coração.