domingo, 3 de junho de 2012

Nicole Alvarez

Alguns momentos se tornam únicos em nossas vidas na medida que nos abrimos para contemplar as simplicidades dos instantes dos mesmos. Como sempre costumo dizer: a vida é uma caixinha de surpresa... E mais uma vez foi à mim que ela presenteou com a graça de ter os meus dias ministrados de tamanha graça, beleza, delicadeza, e tantos outros predicativos que transmitem suavemente doce belezas em complexo de contrariedade dos que pressupõe que a vida é simplesmente festa e efêmeras distrações. Ela, Nicole Alvarez sempre me fala do dom de ser maior do que as expectativas podem suspirar e ainda ser humana e menina... Ser certezas e descobertas... Ser donzela em contos de fadas de vida real... Feliz Aniversário!!!

Conto-te um conto 
e encanto-me com a imagem que ele sinua em tuas delicadezas
Disfarço-,me em minha timidez 
E me distraio nas conotações que teu brilho me provoca
Povoo as emoções inóspitas 
Descubro rimas outrora não ressonadas
Desenho uma mulher
E encontro nas honestidades, menina que quis ser atriz
E foi sonho, 
E foi partituras,
E foi outra vez contos
Escancaro as portas de meu palácio,
Pois eram pra te receber que se projetaram suas flores
E quando você chegou
Elas se gargalharam pra vida
Colorindo o palco que só falava de guerra e paz
O palco voltou a falar de vida
E revelou a sua beleza
Nas encenações de clássicos e performances naturais
O palco parou pra sustentar o teu brilho
E convidou o sol para das serras frias iluminar o teu ato
Até mesmo a lua veio para te enamorar
E refletiu em teus olhos a imensidão de sua paixão,
O mar que ela toca com a sua sombra
E que hidrata o olhar de toda paixão
Ecoando nas pedras o teu nome
Nicole, Nicole, Nicole
A natureza sorri para sua arte
E tua arte se inspira em cantarolar
Eu te conto um conto
E os pontos finais se repetem três vezes mais

Dance a vida

Conta-me mentiras
quero ouvir de teu amor
Valha-me intrigas
deixa o sol o teu calor

Cate as pedras do caminho
Construa o castelo sozinho
Conte o conto de fadas lindo
Chame-me amor que já estou indo

Pega-me inteira
Esquece o tempo a sua dor
Leva-me à beira
da alegria sem a dor


Cate as pedras do caminho
Construa o castelo sozinho
Conte o conto de fadas lindo
Chame-me amor que já estou indo


Indo bailar,dançar a vida
Vindo viver e cantar partidas

sábado, 2 de junho de 2012

Eu não sou feliz

na maioria do tempo
três horas da madrugada
esta pessoa e quinze minutos
que se apresenta pra você sorrindo e falando
belezas três segundos sobre amor
se perde no interior de seu mundo
uma vida interia
vazio, frio e solitátio
pausa para esperar a lágrima rolar
drama
eu tenho amor
sou amado
mas duas horas, quinze minutos e seis segundos
nao tenho um amor
os meu amores se perdem na ilusão de tudo
o que crei
e não foi criado
eu choro
noite toda
e amanheço com os olhos inchados
quantos dias demora um pepino pra nascer
e normalizar a minha face
eu encontro meu alívio em minha taça de vinho
mas ele se vai
e me deixa a cabeça cheia da companhia da dor
doze horas depois de três analgésico
o meu sonho
toda adolescência
era de ter um alguém
mas até a mim me perdi
zera o cronômetro
sou uma pessoa cheia de tiques
tic tac tic tac
sou uma pessoa cheia de muitas coisas
e vazia
silêncio
dezenove minutos
e todos os amigos correm
nas fugas dos olhares
milésimos de segundo
enfim só
ontem
enfim eu
o dia de hoje
enfim ninguém
o amanhã e o amanhã depois

O teu jeito de ser irônica me machuca

Eu caminhava pela praia avulso de todos os amigos que riam, gargalhavam e num esforço inútil treinava depositar nas marcas que meus tênis dourado, tão brilhante como o sol que já ameaçara rasgar a noite com os seus primeiros raios, produzia nas areias o peso de descontentamentos que se aconchegava em meu peito. Me despi, corri e me lancei no mar de águas frias e me embriaguei de teu sal, na tentativa de temperar e conservar os sentimentos que supria por você. Reconheci teu gosto no frio das águas e a abracei.
Tão coerente ao teu carinho por mim o mar me cuspia de volta a areia em suas ondas furiosas. Rejeição. Ilusão. Fogo e um cigarro acesso. Traguei a minha dor para dentro de minhas cordas vocais sem vibrá-las e calei de todos a trilha sonora que musicalizava meu fim de festa. Dor incolor. Dor inodora. Dor insípida com gosto de vazio, o vazio que a fumaça do cigarro não preencheu. Meus pensamentos preenchidos de tua presença se contrastava com os meu pulmões que se enchiam de nicotinas e visões dele que compartilhava o respirar de teu ar inundado do gosto da cevada em tua saliva.
Irônico o jeito o qual ministramos cumplicidade um ao outro. O teu jeito delicado e dedicado de ser irônica me machuca. Os risos que nossas vidas produzem de nós me produz células cancerígenas em meu miocárdio e elas se revelam nas lágrimas que não choro. Sangro. 

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Elixir Paragórico

Beija-me com sabor de elixir paregórico
Derrama em mim tua tintura de ópio
E deixa o sabor de anis finalizar os teus estalos
Permita o meu gozo se banhar no caramelo transparente de tua saliva
Alivia em latim as minhas dores abdominais
E me mobiliza dos espasmos precoces
Deixa o tempo me levar e roubar a paz
Sacia a minha dor com teu analgésico
Dilua os meus desejos em tua posologia alcoólica
Não tema as reações adversas
Advenha-se dos inteligíveis tóxicos
Cura-me em mim em meio a ti
Adoce minhas diarréias
Xerostomia meu paladar
E encharque-me em tonturas, sonolências, fadiga
Apresente-me o teu sabor picante