em cada despedida deixei-me um pedaço
em cada encontro um ponto
e nenhum orixá dançou
em cada entrega um inteiro de um tudo
tirando do nada que restara
eu nadei contra mim
contra o mar
contra a maré
eu perseguia o vento
mas o vento é ainda uma criança travessa
as saias levantam, as folhas bagunçam
e de meus sentimentos gargalha
tolo
eu nadei
com braços firmes
e conchas nas mãos
será o amor o afogar?
Nenhum comentário:
Postar um comentário