Na presença dela criam-se formiguinhas em meu estômago, fazendo-me rir ingênuo das faltas das coisas mais nobres. Eu pareço uma criança retardada que brinca todos os dias com o seu brinquedo novo que não envelhece com o passar das trocas das numerações de calçados.
Ela mora num mundo nobre e belo que só de fios de ouro são costurado os cabelos das bonecas, tão brancas quanto as nuvens em dias de sol, que só aquece a si mesmo. Não há dia, nem noite em teu reino, há vida que independe o tempo. É temperada, com um temporal de cristais de açúcar que caem do céu de algodão doce.
Lá ri saliente o cavalheiro encantado por tua beleza de donzela.
Lá ri satisfeita a flor do bosque em seu tom de aquarela em tinta óleo.
Lá ri sabiamente o trouxa que por último rir melhor. Ri-se de tristeza, de alegria, de verdade ou mentirinha. Ri de pétalas de flores. E dani-se os espinhos.
No mundo dela todos riem, até mesmo quando choram. No mundo dela se sonha e os sonhos costumam ser engraçados. Pelo menos os que se tem ela dançando. Lá se sonha em todas as línguas.
Ela é como um fogo que me aquece o inverno que às vezes o meu medo ou pequenez sopra congelando-me em pleno dia de verão, ela me lembra de viver até nos dias que viver é quase morto, ela me lembra de procurar os caminhos traçados pelo riso na minha face envelhecida e sorri. Ela me lembra da vida e das cores e quando eu erro é ela que o novo papel em branco põe à minha frente. Ela me escreve as histórias suas e são suas histórias que me riem ao me olhar, num amor racionalmente irracional.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Ler
Ler-te seria o maior anseio de minha alma analfabeta. Ler-te seria encontrar o inteiro de mim, mas continuará a minha alma à sonhar por um outro amor, que talvez não venha em julho, nem em dias de desgosto, mas me encontrá amanha!
Ler-te seria não saber ler e apenas imaginar a emoção ingênua que perpetua em meu peito.
Ler-te seria não saber ler e apenas imaginar a emoção ingênua que perpetua em meu peito.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Um novo amor
Depois de tantos desencontros e cruzados pontos cegos
Desisto do conto e entrego o ponto que você passou
E não viu a mim sorrir em discreto sol
Eu quero a cor de minha pele restaurada em mim
E ver o desbotar em ti as cicatrizes que criei
Quero a paz e enfim colorir-me por amor de mim
Juro que de tantos sei e nunca saberei
Cobrei de mim as histórias que mamãe contou
E cantei pra mim mesma as suas poesias pobres
e me enriqueci de novas rimas íntimas
Eu quero a flor seca no meu livro de cabeceira perfumada
Quero sua marca em minhas páginas revividas
Quero o mesmo raio de sol aquecendo o meu rosto
E enfim chuva pra cicatrizar as feridas
E vida cheia para um novo amor
Desisto do conto e entrego o ponto que você passou
E não viu a mim sorrir em discreto sol
Eu quero a cor de minha pele restaurada em mim
E ver o desbotar em ti as cicatrizes que criei
Quero a paz e enfim colorir-me por amor de mim
Juro que de tantos sei e nunca saberei
Cobrei de mim as histórias que mamãe contou
E cantei pra mim mesma as suas poesias pobres
e me enriqueci de novas rimas íntimas
Eu quero a flor seca no meu livro de cabeceira perfumada
Quero sua marca em minhas páginas revividas
Quero o mesmo raio de sol aquecendo o meu rosto
E enfim chuva pra cicatrizar as feridas
E vida cheia para um novo amor
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Caminhando só
Eu ingenuamente te maculei com todas as minhas promessas de um presente futuro juntos, mas não foi levianamente que eu te jurei todas os meus dias, nem inconsequente me vi, quando te chamei para ser pra sempre. Eu jurei ao meu eu a minha vida e a minha vida eu perdi pelo meu eu. E agora como encontrar-me em mim mesmo? Como afastar de mim os desejos? Como reconquistar o seu amor? Quando encontrei-me na promessa de uma novo amor, encontrei nas possibilidades da dor, eles caminham junto, mas infelizmente eu não soube caminhar com você.
domingo, 7 de agosto de 2011
Sei lá
Sei lá
O que me dá
O que não sei
Se há
Sei lá
Se lá está
O que não tem de ser
Se é
Talvez
Sei lá
Será
Se foi
Se encerrou
Ou o selo
Se secou
E serrou
O serrador que se foi
Selando a dor
Sei lá
Talvez
A serra se serrou
Sem mais
O serralheiro
Se sentiu
Sem si
Sem til
Sei lá
Se partiu em dois
Ou seis
Sei lá
Se está sem sentido
O se
Talvez
Se sentiu sem si
E se situou no sempre
Sem se ser
Sinônimo de sei lá
Sei lá
Sei ser
Sei sem amor
O que me dá
O que não sei
Se há
Sei lá
Se lá está
O que não tem de ser
Se é
Talvez
Sei lá
Será
Se foi
Se encerrou
Ou o selo
Se secou
E serrou
O serrador que se foi
Selando a dor
Sei lá
Talvez
A serra se serrou
Sem mais
O serralheiro
Se sentiu
Sem si
Sem til
Sei lá
Se partiu em dois
Ou seis
Sei lá
Se está sem sentido
O se
Talvez
Se sentiu sem si
E se situou no sempre
Sem se ser
Sinônimo de sei lá
Sei lá
Sei ser
Sei sem amor
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