segunda-feira, 29 de junho de 2026

ATÉ QUE O AMOR NOS SEPARE

o poeta nunca mentiu
quando disse que era eterno o amor
o poeta nunca mentiu 
quando rimou o amor com a dor

o amor se eterniza no silêncio da casa
nas paredes rabiscadas em tintas de suor 
o amor se eterniza no inverno da brasa
tão sublime como perdão sem pudor

o amor se eterniza do ódio que inflama 
nas injúrias que atropelam a sinceridade
amor se eterniza na saudade que clama
feito albergue sem hospitalidade 

o amor se desdém do amor
e deixa o amar sem jeito
o amor em si desbota a cor
muitas vezes é só um aperto no peito

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