sábado, 21 de agosto de 2010

Tempo

Não dá pra finjir que já passou
que o tempo correu
que o tempo pulou
que o tempo parou
ou levou o seu tempo
com você não exite tempo
tempo ruim
tempo bom
tempo à toa
com você ou sem você
meu tempo voa
eu vago o tempo à toa
e meus pensamentos são conduzidos às nuvens
num tempo incrível
à procura simplesmente de você
tudo se tem um tempo
e meu tempo é não ter tempo de você

Assim sou e permaneço não sendo

Sou negro e arte,
sou afro e brasilidades,
sou tesão e desprazer,
sou nada e nunca tudo,
sou futuro, presente e passado,
sou loucura e sanidade,
sou vivo e morte,
sou pessoa e extra-humanidade,
sou amor e indiferença,
sou perdão e ressentimentos,
sou pureza e lascívia,
sou rock e bossa,
sou "pinta e borda",
sou branco e preto,
sou clássico e alternativo,
sou tudo que minha imaginação permitir
e seu preconceito repudiar...
sou simplesmente disprovido de você!

Mente de mente pra mente

mente ao meu coração
minha verdade se enfatiza do engano
mente ao meu coração
e traz juízo ao meu ciso profano
mente com gosto de menta
mente com desenho de monte
mente com revelar da manta
mente com idéias que me desmonta
e aponte
aponte meu erro
e eu berro
eu choro
eu rio
rio em águas tranquilas
como criança em férias
ou em fins de semana
que emana ilhas de emoção
que também mente
ao crente
que de repente
repete seu repente
na ação de também mentir
e implantar em mim planta
de verdade que arde como o sol
mas não aquece coração
não colore a maçã
não retoca a pele
não estimula nem minha mente anã
mente ao meu coração
deslize o pente entre meus neurônios
e deixe meu mundo girar
cantar
deixe meu mundo ser
e eu ser pra deixar
o que tiver que ser e andar
tropeçar
e rebolar no encontro de desencontros contos
e ponto final
permite-me apresentar o substancial
ele só mente por razão passional
mente e eu gosto e daí
quem nunca se permitiu enganar?
mente
de repente e sempre
mente
inconsequentemente e tenta
recontar tua estória
mentiras de amor
por amor pode
e à ninguém fode
mente e me tiras
das tiras que me amarram
enquanto meu mundo gira
e meu epicentro se desorienta,
mente com as palavras que tens na mente
e deixe o meu olfato segir teu cheiro
mente com palavras que tens na pele
e me pluma o passear
mente
por muito e não por pouco
mente sem mentirinhas
mente por verdade
e equaliza mente aberta
pois eu não quero pouco
não mais
pouco não me satisfaz
e o muito me desperdiça
mente
e me faço crente,
inocente
que na vida o hino sente
e canta crente
no quem me acreditou
mas o desmecanizou
mente
e me faz ver o amanhecer anil
e a lua da manha sem cor
mente pra mim
sem desenhar fim
deixa eu ficar afim
mente de mente pra mente
alfabetiza meu correto
e seguirei reto
na semântica infantil
que é mais simples e inesquecível.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Eu e meus apessoais pronomes

Na vida tudo nos revela um pouco de jogo, de trama, e assim sendo nem sempre ganhamos. Tem dias que perdemos e perdemos feio. De goleada!
Bem, se relacionar faz, de fato, parte da vida, nisto não seríamos diferente, pelo menos eu não sou.
Não sei se tenho a unção do dedo podre, mas tenho o dom de escolher errado. Um mestre em matéria de desencontros, tipo, Valdemy ama Você, que se encanta por Ele, que não amará pronome algum.
Os meus pronomes são, eu, eu mesmo e eu de novo. Mim, seria pronome?
Sim, claro, mas de caso oblíquo e não pessoal!
Pessoal! Minhas conjugações são feitas em pronomes apessoais, impessoais, desapegados de pessoas.
O flexionar dos verbos deveria ser de "eu pra você", mas teimo em escolher semelhantes e como li no Twitter de um amigo à pouco "o mal de semelhante é que ele é muito você". Estes pronomes!
Mas voltando no pensamento de jogo. O que faria que estivesse num grande campeonato, daqueles que se preparou por quatro anos, como numa Copa do Mundo e o seu time estivesse já no final do segundo tempo perdendo. Se perderia ou buscaria em si, mais uma pronome que não é pessoal, um alavancar de tuas potências?
Se o jogo ainda não acabou, ainda podemos ganhar de virada e de virada é ,com certeza, mais gostoso. Degustemo-la!
Infelizmente, pensar na vida como jogo, é assumir a possibilidade de derrota, mas depois de quatro anos podemos tentar de novo!
Sou brasileiro e não desisto nunca, mesmo depois deste fracasso na África. Vou jogando meu jogo na arte de ser pessoalmente "eu" e isto nenhum jogador adversário faz com autoridade, ninguém faz meu "eu" melhor eue "eu. Tenho meus atributos, manejo e paixão no peito.
O lance é não perder o lance e correr rumo ao balançar da rede. Fazer o gol! Não importa muito se é o coração, a mente, ou mesmo o corpo a rede, mas balançar, desestruturar, mover, são tarefas dignas de um bom jogador. Vibremos!
Considerando, é claro, que desencontro entre técnico e jogador é possivel. Lembra da África!

(...CONTINUA...)

domingo, 15 de agosto de 2010

Fodam-se

As línguas vão falar de nós dois
Vão revelar nossa farsa
Comentar nossa farra
Invejar nosso nóis

Vão descobrir a partitura de nossa canção
E a companhia que me tirou da solidão
Descobrirão que gostei de ter você
E que gostou de me ver me perder


Em infância
Em inocência
Em leituras de um olhar de amor
De ingênua inocência infantil
Em rubricas em texto de valor
Preciosidade que nunca se viu


Fodam-se eles
Vou me despir pra você
Pr’um sentimento que não muda
Que cresce, naturalmente permaneçe
Que seja os nossos segundos a eternidade
Nossa memória o pra sempre
Sem esquecimentos
Não sejamos ciumentos, mas livres
Que sejamos o que nunca se foi
Mas voltou
Que sejamos o que nunca se juntou,
Mas vive

E ainda quando se for
As paredes do quarto
Cantaram nosso ritmo
E o silêncio do fato
Um abraço preciso